Prefácio
Esta história foi dividida em 7 atos por este se tratar de um número místico, com significados diversos para culturas diversas. Para alguns dá sorte. Mas pode não ser bem assim.
1º ato - O despertar
Não é que eu seja de acordar muito tarde. Mas acordar às 7 da manhã em um domingo chuvoso não é nada fácil. Quando ouvi o começo de Garden Grove (leiam o post abaixo) não pude acreditar que já era hora de me levantar. Mas o motivo era nobre. Viajar até 7 Lagoas para ver a etsréia do Galo no ano do Centenário. Tomei um banho, vesti o Manto Sagrado alvinegro e fui tomar café. Muito café.
2º ato - Os encontros
O primeiro encontro foi lá em casa mesmo. Às 7:47 chegava o Gildásio, também trajando alvinegro e pronto para partir em nossa expedição. O terceiro aventureiro custou a se encontrar naquela manhã e, quando o fez, me mandou uma mensagem com 7 palavras: "Bebi demais ontem. Me busca na Bebel". Me encaminhei para o São Bento e às 8:17 o Manel já estava deitado no banco de trás do carro, continuando o sono interrompido.
3º ato - A estrada
Foi o mais tranquilo dos atos daquela manhã de domingo. 70 km de estrada boa, duplicada e com pouco movimento. O único problema era a chuva fina que não dava sossego. Sem pressa, com cuidado e atenção nos aproximamos do nosso destino em não mais que 70 minutos. Víamos o "estádio" logo à frente e o local de estacionamento pareceu perfeito.
4º ato - A caminhada
Ledo engano. A avenida que circunda a "arena" engana no cáclulo da distância. Uma subida em curva, de uns 700 metros era o que nos separava do objetivo. Caminhamos. Passos lentos, pois ainda faltavam cerca de 27 minutos para o começo da partida. Outros intrépidos torcedores vindouros de diversas cidades também caminhavam. A subida acaba, estamos muito próximos. Só há um "estacionamento" a atravessar. Mas não há asfalto ou cimento.
5º ato - A lama
Só há lama. Muita lama. Em alguns pontos, lama que cobria todo o tênis. Lama escorregadia e traiçoeira. Lama que me fazia imaginar como aquele "estádio" foi considerado o melhor dos estádios do interior de MG. Se for verdade, não quero ver os outros.
6º ato - A muvuca
Chamem de despreparo. Chamem de desrespeito ao torcedor. Chamem de paixão exagerada o fato de milhares de torcedores saírem de suas cidades para ver o primeiro jogo da temporada, às 10:00 da manhã, embaixo de chuva. Tudo isso ajuda a explicar o que aconteceu ali, na entrada do "estádio". Mas o que aconteceu mesmo ali foi uma irresponsabilidade sem tamanho. Venda de ingressos além da capacidade foi só um dos fatores que levou àquela aglomeração. Empurra-empurra, gente passando mal e o desenho claro de um desastre. Pela primeira vez na minha vida fiquei feliz por saber que o Galo acertou a trave e não o gol. Pois se o gol do Marques tivesse saído no primeiro tempo, sabe-se lá o que aconteceria do lado de fora. Poderia ser uma catástrofe. Passei por tudo. Entrei com 30 minutos do primeiro tempo. Me perdi do meu tio e do Manel. Achei um lugar para ver o jogo.
7º ato - A derrota
Consegui ver o final do primeiro tempo sem grandes sobressaltos. O Galo já havia feito uma substituição por contusão e o grande ídolo da torcida para o Centenário, Marques, estava em campo. O intervalo me proporcionou uma visão boa do campo. Conversei também com o Manel e o Gildásio e combinamos de nos encontrarmos no carro ao fim do jogo. Começa a segunda etapa. Jogo feio. Muitas faltas. O Galo, claramente sem ritmo de jogo, consgue criar uma ou outra chance contra a retranca do Democrata. Passa o tempo e o gol não sai. O do Galo não. Porque quase aos 37, o Democrata faz seu gol. Decepção. O time alvinegro não mostra forças para reagir. Acaba o jogo. Derrota. Voltamos pra casa abatidos e sujos. Mais sujos que abatidos, é verdade. Às 13:47, eu estava em casa. Exausto. Almocei e dormi o resto do dia. Hoje chega minha carteirinha da FUNAI. Adivinhem qual é o número de matrícula...
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4 comentários:
Não consegui ver o jogo, mas ouvi pelo rádio.
Se a narração foi correta, foram duas bolas na trave. É isso mesmo?
Que preparação de temporada foi essa que já deixou QUATRO jogadores lesionados?
E sem gás pra correr no final do jogo?
Apesar de tudo, preferia ter podido acompanhar o "programa de índio".
Saudações atleticanas porque o GAlO é o time de chegada.
Gilmar
Deve ter sido demais!
Ainda bem que não fui!
Mas vou ter que ir nos próximos jogos ne?
Abracos!
Gilmar, foram duas bolas na trave mesmo. No final do segundo tempo, o Leandro Almeida cabeceou uma no travessão... A preparação não só física quanto técnica dos jogadores me preocupou. Mas tá só começando. Espero dias melhores pela frente. Ah, e agora que já tenho minha carteirinha, não perco mais programas de índio como esse.. Haha!
Tameirão, claro que vai ter que ir nos próximos. Tá convocado!!
Porra Fábio, eu não ia contar pra ninguém que eu tinha entrado nesta furada e você publica para todo mundo ler. Agora vai ser impossível negar que participei desta tragédia.
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