quinta-feira, 29 de abril de 2010

287 dias depois...

Pois é... Foi esse o tempo que eu levei para voltar a falar do Galo aqui. São muitos os aspectos que ocasionaram essa demora. A campanha do ano passado no Brasileirão gerou expectativa e decepção. O Luxa chegou, o Tardelli ficou e o Campeonato Mineiro começou meio estranho, com vários empates e poucas vitórias. No momento, estamos disputando a final contra a “segunda força do futebol de Minas” (Kalil, Alexandre; 2010), o Ipatinga, e podemos até perder o segundo jogo (ingressos esgotados; o meu tá na mão) por um gol de diferença que o caneco será nosso. Confirmando-se, será só o 40º Mineiro da nossa história.

Mas nem isso havia me animado muito a voltar a escrever aqui. Mas depois do que eu presenciei ontem no Mineirão, não dá pra deixar passar batido. Além do show da Massa (Oh... Novidade....), com quase 50.000 vozes frenéticas e incansáveis apoiando, bandeirões sensacionais subindo e descendo e arquibancadas balançando, o que vi em campo foi um senhor jogo de futebol.



De um lado, um time técnico, com toque de bola refinado, posse de bola e qualidade nas finalizações. Achou que eu estava falando do Santos? Pois, se enganou. Esse time é o Galo. Ou, pelo menos, ontem foi o Galo. O time da Vila impressiona mais pela movimentação em campo. Os jogadores deslocam-se constantemente, com muita velocidade, mudando de direção e tocando de primeira. Difícil marcar. Mas não impossível, como provaram Jairo Campos, Werley, Zé Luís, Carlos Alberto, Corrêa... O setor defensivo foi muito bem ontem. A dupla de zaga botou moral e os volantes (menos o Fabiano que estava fora de sintonia) foram cães de guarda da melhor qualidade. Com a bola no pé, o Galo jogou igual gente grande. Afinal, essa história de molecagem ou meninice, aqui não cola! Muita troca de passes, posicionamento bom dos jogadores e muita velocidade do meio pra frente com o impiedoso Tardelli e o impecável Muriqui.

Teria muito mais pra falar sobre o jogo. A visão do Luxa, que depois de 3 lances idênticos, mandou o Muriqui fechar a saída do Pará, lateral do Santos, e isso deu o equilíbrio necessário pra defesa se preocupar com os diferenciados Robinho e Ganso. Poderia falar da entrega do Tardelli, que com 3 gols marcados, aos 30 minutos do segundo tempo, atravessou o campo em um pique para roubar a bola no lado direito da defesa do Galo... Mas tudo isso será falado, discutido, apontado nos programas esportivos vida afora.

O que tenho pra falar mesmo é do orgulho que dá ver essa torcida apoiando um time que justifica a honra de vestir o Manto Alvinegro e dá vida aos versos bradados da arquibancada: “Vencer, vencer, vencer” e “Lutar, lutar, lutar”. Vamo que vamo, Galo!! A alma tá lavada, o primeiro título do ano e da Era Luxa está próximo e existe a chance de seguirmos adiante na Copa do Brasil. Apoio não faltará! Afinal, somos alvinegros e apoiaremos o Galo para sempre!!

Até a próxima!

COMENTÁRIO AFTER-POST
Agradeço à Simone tb pelo incentivo pra voltar a falar do Galo aqui!! Valeu!!