sexta-feira, 17 de julho de 2009

Que semana é essa!?!?!?!

Considerando-se que a semana começa no domingo e acaba no sábado, podemos concluir que, futebolísticamente, essa foi uma semana pra entrar pra história.

Começou com o alegre retorno de um freguês, passou por uma deliciosa vídeo-cassetada (aqueles tombos engraçados que as tias levam quando tropeçam no salto alto, sabe?) e vai terminando com um espetáculo da Massa: 54.000 pessoas em plena quinta-feira para ver um belo jogo. 2 a 0 pro Galo em cima do São Paulo, com direito a vareio de bola. Diga-se de passagem que 2 a 0 foi lucro pros paulistinhas bambiados. Dava pra ter sido uma goleada. Mas tudo bem. Retomamos a liderança, que nesse momento vale para dar moral e funciona como uma reserva de pontos pra dias mais difíceis. Porque ontem foi fácil!!

A alma atleticana, calejada como só ela, não deixa nascer uma euforia pelo bom momento. Confiança a gente tem e tem que ter. Mas sabemos bem que semanas espetaculares como essa dificilmente voltarão a acontecer. Domingo é o Vitória, lá na Bahia (ah, que saudades eu sinto da Bahia... Mas isso é outro assunto!). Jogo complicado, mas que pode ficar bom se o Galo explorar bem os contra-ataques já que o time baiano joga sem seus 3 zagueiros titulares. Não teremos o Tardelli, mas o Alessandro tá bem e pode ser peça-chave no jogo com a correria que ele apronta. Vamo, Galo!! Tragam um bom resultado da Boa Terra que aqui (quarta contra o Flu (gripe em inglês... Coincidência?) e domingo contra o Goiás) a Massa garante a micareta.

Até a próxima!!

quinta-feira, 16 de julho de 2009

Toda arrogância será castigada!

Hahahahahahaha! Hahahahahahahahahaha!!!!! Hahahaha! Haha!

É tudo por enquanto....

segunda-feira, 13 de julho de 2009

For those about to rock... We salute you!!!

13 de julho - Dia Mundial do Rock!!!

Salve Chuck Berry, Jerry Lee Lewis e Bill Haley! Salve Elvis Presley! Salve Lennon, McCartney, Harrison e Starr! Salve, salve os Beatles!! Salve Mick, Keith, Ron, Brian e Charlie, eternos Rolling Stones! Salve Eric Clapton e sua guitarra chorosa! Salve Jim Morrison, Jimmy Hendrix e Janis Joplin, que se foram cedo demais! Salve a louca viagem dos Mutantes! Salve o mágico Zeppellin de Robert Plant, Jimmy Page, John Paul Jones e John Bonhan! Salve James Brown, que fez soul com cara de rock e vice-versa! Salve a irreverência fantástica de AC/DC! Salve a progressividade complexa de Pink Floyd! Salve a simplicidade ácida de Stooges, Ramones e Sex Pistols! Salve o peso inconfundível de Iron Maiden, Black Sabbath e Deep Purple! Salve o rico balaio de Barão Vermelho, Blitz, Ultraje a Rigor, Titãs e Paralamas do Sucesso! Salve a bela maluquice de Raulzito! Salve a tristeza poética de Legião Urbana! Salve a profusão de sons de Aerosmith e Guns 'n Roses! Salve as sequências básicas do Nirvana! Salve Kurt Cobain, que também se foi antes da hora! Salve a contestação raivosa de Rage Against the Machine e a ironia de Beastie Boys! Salve a diversidade de Red Hot Chili Peppers! Salve a vanguarda de Radiohead! Salve o temperamento áspero dos irmãos Galagher! Salve a energia de Pearl Jam e Foo Fighters! Salve a capacidade inventiva de Los Hermanos! Salve o ar retrô de Strokes! Salve a inusitada música de White Stripes! Salve a nova geração de Arctic Monkeys, Franz Ferdinand e vários outros!

Salve os tantos outros artistas fantásticos que não me lembrei aqui (me ajudem e coloquem nos comentários!!)!!

Salve, salve o Rock 'n Roll!! Em todas as suas vertentes e diferenças! Salve a boa música!!

Até a próxima!!

O freguês voltou!!


É... Demorou, mas freguês que é freguês acaba voltando. E como é freguês bom, daqueles assíduos, a gente recebe muito bem. Júnior, Alessandro e Éder Luís foram os garçons que serviram à freguesia seu prato favorito: uma bela sapecada no lombo.

Pois é... A vitória no Clássico me fez voltar a escrever aqui. O último post trazia uma mistura de decepção com as eliminações ainda recentes e esperança pela vitória sobre o Grêmio. De lá pra cá foram mais 8 jogos do Galo com 5 vitórias, 2 empates e uma derrota. Essa campanha nos rendeu a liderança isolada do campeonato na 10ª rodada do Brasileirão. Ou seja, com 1/4 do campeonato já disputado, somos líderes, temos o melhor ataque, o melhor saldo de gols e apenas uma derrota. Nossa dupla de atacantes briga pela artilharia com 6 gols pro Éder e outros 6 pro Tardelli. Mas se já se foram 10 partidas, faltam ainda 28 e pra disputar um campeonato longo assim, é preciso fôlego. Nosso time titular tem de sobra. Se ainda falta criatividade, organização no meio-campo e um pouco mais força ofensiva nas laterais, disposição esse time tem. Corre muito, marca forte e joga sério (quase sempre). Ontem, no entanto, não foi bem assim. Se tivesse sido, talvez tivéssemos devolvido às meninas aqueles 5 e, de repente, até com juros. Ficamos no 3 a 0 e não há motivos para não comemorar. Júnior, Juvenil, Fraldinha, seja lá o que for, o adversário usava um vestidinho azul com estrelinhas no seio esquerdo. E aí, é bom demais ganhar!!
No final das contas, quebramos um tabu chato, retomamos a liderança e demos mais 3 passos nessa maratona que é o Brasileirão. Faltam peças pra essa engrenagem girar lisa como desejamos. Um armador é prioridade. Pelo menos um zagueiro e um lateral seriam muito bem-vindos. Um centro-avante de área, pra trombar com a zagueirada também tem seu lugar no elenco. Mas não há do que reclamar. Se nos piores momentos, a esperança alvinegra é marca registrada, imagina quando a coisa vai bem! Vamo, que vamo, Galo! Apoio não vai faltar! Sempre que possível estarei na arquibancada. Eu e tantos outros, já que já temos a melhor média de público por partida no campeonato. E tende a aumentar já nessa quinta. O adversário é o São Paulo. Está mal, mas é o São Paulo. Olho vivo, Galo. Pra cima deles e vamos segurar essa liderança que faz um bem....
Até a próxima!!

terça-feira, 19 de maio de 2009

Sobre goleadas, pênaltis e outros pênaltis

Pois é... Mais uma goleada pras meninas azuladas. Mais uma final jogada no lixo ainda no primeiro jogo. Difícil suportar. O desastre desse ano abalou minha relação com o Galo. Não que tenha deixado de amá-lo, claro. Mas a relação estremeceu. Fiquei triste, machucado. Não fui o único, isso foi fácil perceber. Mas um certo (por certo, entenda-se pouco...) tempo mantendo uma certa (por certa, entenda-se curta...) distância pode fazer bem pra esse relacionameto tão intenso.
Em pouco mais de uma semana, experimentamos sensações absolutamente distintas ocasionadas por pênaltis cobrados por jogadores do Galo... O primeiro deles, cuja sesação foi de total desolação e frustração, foi, obviamente, aquele cobrado pelo Leandro Almeida na disputa contra o Vitória em pleno Mineirão. A ressaca ainda era braba pela final do Mineiro. O lombo ainda doía, já que havíamos também levado uma sapatada dos baianos no Barradão: 3 a 0. Àquela altura, a rcuperação na Copa do Brasil parecia impossível e realmente era improvável. Precisaríamos fazer 4 gols de diferença para a classificação direta ou 3 a 0 para levarmos a peleja para as cobranças de penaltis. E não é que o impossível se tornou provável e acabou por se concretizar (quase com a diferença de 4 gols, não fosse o "gol feito" perdido pelo Tardelli - logo ele!! - aos 46 do segundo tempo) com os 3 a 0 alcançados com os gols do Renan, Welton Felipe e Alessandro? O resultado levou para a disputa de penaltis e no último da série, o quinto batido pelo Galo, veio a decepção... O capitão Leandro Almeida bateu mal e deixou nas mãos do Biáfara mais uma Copa do Brasil que acaba cedo demais.
Mas, uma semana e dois dias depois, justamente um penalti foi a redenção do Galo dentro da partida. O jogo contra o Grêmio, no Mineirão, pela segunda rodada do Brasileirão já cheirava a empate quando o Excelentíssimo Senhor Doutor Seneme, juiz digno de todo o meu respeito, marcou um penalti a nosso favor. Já estávamos nos acréscimos do segundo tempo e o Tardelli ajeitou para bater. Ele não havia feito gols nos 5 jogos anteriores. Passou em branco na decisão do Mineiro e nos jogos contra o Vitória, pela Copa do Brasil. Foi com a frieza de matador que é, deu paradinha e tudo mais, e balançou pela 24ª (sai logo desse número, Tardelli!) as redes adversárias. Vencemos o Grêmio, melhor time da Libertadores 2009. Só por isso está tudo bem? Não!! Claro que não... Falta muito ainda para que aquela relação com o Galo volte aos tempos áureos. Mas vamos com calma... O Brasileirão está só começando e ainda tem a Sul-Americana esse ano.
Até a próxima!

Oldies, but goodies!

Vem aí mais uma velhota interessante. Essa promete criar alguma polêmica já que muita coisa aconteceu desde o dia em que esse texto foi escrito até hoje, principalmente com seu protagonista. Falo aqui do Ronaldo... Ele mesmo, o Fenômeno. Escrevi o texto em plena Copa do Mundo de 2006, logo após o jogo contra o Japão. Bom, leiam e levem em consideração o intervalo de tempo que ocasionou diversas novas percepções sobre o Gordito (inclusive em relação ao seu estranho gosto por "mulheres com algo mais"...). Mas, se bem que, com os gols que o dito cujo tem feito pelo Curíntia, talvez esse texto não esteja assim tããão desatualizado... Aí vai!

Fenômeno
s. m. 1. Toda modificação que se processa nos corpos pela ação de agentes físicos ou químicos. 2. Tudo o que pode ser percebido pelos sentidos ou pela consciência. 3. Fato de natureza moral ou social. 4. Maravilha. 5. Pessoa ou coisa que tem algo de anormal ou extraordinário.

É essa a definição que está no Dicionário Michaelis – Uol. Faltou um significado, que agora deveria ser incorporado aos dicionários ao redor do mundo: Ronaldo Luís Nazário de Lima. Já faz tempo que o Ronaldinho ganhou o apelido de Fenômeno. Foi quando ele chegou na Itália para jogar na Internazionale de Milão e encheu os olhos da torcida e da imprensa. Seguindo a definição que está no dicionário fica ainda mais claro que ele é mesmo um Fenômeno. Vamos por partes:

1. Toda modificação que se processa nos corpos pela ação de agentes físicos ou químicos. Não dá para disfarçar. Ao longo da carreira, Ronaldo realmente passou por diversas modificações. Saiu do Brasil em 1994 franzino, quase magrelo mesmo. Mas era extremamente ágil e rápido. Jogou na Holanda por um tempo e lá sofreu sua primeira modificação. Recebeu uma carga especial de treino físico e quando chegou ao Barcelona, já em 1996, não era mais um menino magrinho. Era um jogador forte, que agüentava trombadas e continuava rápido e ágil como sempre. Depois do Barcelona o destino foi a Itália. E lá ele passou por mais uma modificação. Para jogar no futebol italiano é necessário ter muita força física já que a marcação lá é muito mais firme e o espaço para dar grandes arrancadas é muito menor. E Ronaldo se adaptou mais uma vez. Ganhou bastante massa muscular e passou a ser um jogador de giro rápido e um chute extremamente forte. Todas estas modificações trouxeram conseqüências e as mais graves foram as seguidas lesões, principalmente no joelho.

2. Tudo que pode ser percebido pelos sentidos ou pela consciência. Ok, essa é uma definição um tanto quanto ampla. Mas vou me permitir florear um pouco. Ronaldo, ao longo de sua carreira, se fez ser percebido pelos sentidos e pela consciência. Um lado meu se sente meio indignado de dizer isso, já que o Fenômeno começou a ser percebido quando judiou, humilhou, passeou justamente sobre o meu Galo. Ele era apenas um garoto, mas deixou zagueiro caído, fez três gols e só não fez chover no Mineirão (ou será que fez?). Mas outro lado meu já se acostumou com a idéia e prefere lembrar-se das arrancadas em alta velocidade e os dribles desconcertantes que ele dava quando jogava no Barcelona. Ou da produção em série de gols que ele instalou na Inter logo que chegou lá. Ou das fantásticas atuações com a camisa amarela da Seleção. Ele foi percebido. Pelos sentidos e pela consciência de todos que torcem a favor ou contra os times que ele defendeu e ainda defende ou simplesmente admiram o futebol bem jogado.

3. Fato de natureza moral ou social. Você já imaginou o que é fazer 180.000.000 de pessoas abrirem um largo sorriso ao mesmo tempo? Tudo bem. Serei mais modesto. Já imaginou o que é fazer 60.000 pessoas que se reúnem em um estádio soltarem um grito de alegria ao mesmo tempo? No meu modo de ver, isto é sim um fato de natureza social. Colaborar com a alegria coletiva de uma nação ou da torcida de um time é sim um fato social. E é isso que o Ronaldo vem fazendo há alguns anos já. Na Copa do Mundo é um país inteiro esperando um momento. Momento que ele sabe proporcionar com maestria: o gol. Ser embaixador da ONU para as crianças pode até ser uma bela jogada de marketing. Mas é também um fato moral. É também arcar com a responsabilidade de tentar fazer com que crianças ao redor do mundo tenham, no mínimo, um pouco mais de esperança.

4. Maravilha. Bom. Ele por si só não é nenhuma maravilha, convenhamos. Mas podemos dividir este conceito para dois aspectos corriqueiros da vida do Ronaldo. Os gols e as mulheres. Fala sério, o cara pegou a Cicarelli e pega a Raica. Isso sem falar na Suzana Werner e na Milene que não são de se jogar fora. E isso é só o que a gente fica sabendo. Quanto aos gols são vários. Para mim, a síntese é um gol inesquecível que ele fez quando estava no Barça. A jogada começa no meio campo onde ele dá um corte seco e tira um marcador. Depois do drible ele arranca em direção ao gol. O segundo marcador é fintado e, em vão, tenta segurar o Fenômeno pela camisa. Ele continua correndo e passa por mais um marcador. Já está na área. O goleiro sai para tentar abafar a jogada e a finalização é um toque sutil no canto. Golaço. Antológico. Maravilha!

5. Pessoa ou coisa que tem algo de anormal ou extraordinário. Eu não diria anormal. Mas extraordinário ele é. É fora de série. E isso ele já era antes mesmo dos gols que marcou no último jogo, contra o Japão. Mas agora mais ainda. Ele já é referência. Já é, junto com o alemão Gerd Muller, o cara que mais fez gols na história das Copas. São 14. Ele só precisa de mais um golzinho para se tornar, sozinho, o maior artilheiro da história da Copa do Mundo. Isso não é pouca coisa não. É uma marca que tem que ser respeitada. É uma marca que não será batida facilmente. O cara é mesmo extraordinário.

E é isso. Ele é um Fenômeno. Desde o início da Copa eu estava apenas esperando qual seria seu grande jogo. Não é que eu estivesse torcendo para que ele se recuperasse e fizesse um bom jogo. Ele, logo ele, o rei das superações, o cara que chegou para a Copa de 2002 como um jogador que estaria em fim de carreira e fez nada mais, nada menos que oito gols em sete jogos. Eu sabia que ele ia se recuperar. Sabia que uma grande partida dele estava a caminho. E sei que muitos vão dizer: “Também, contra o Japão, até eu..” Será? Acho que não. Ele jogou bem, criou oportunidades, para ele e para companheiros. Fez gols. Até de cabeça. Tem que ser respeitado. Ele é o Fenômeno.

sábado, 21 de março de 2009

E o Tardelli, hein?

Pois é... É a pergunta que mais se ouve ultimamente nas rodas de conversas entre atleticanos (e adversários também, convenhamos...). O cara chegou aqui como a grande contratação do Galo pra 2009. Antes do começo da temporada, havia uma certa dúvida. O que se ouvia nas conversas era mais ou menos: "Pô, jogar bola o cara sabe. Mas será que botou a cabeça no lugar?". Bom, a primeira parte ele já confirmou que é verdade. A segunda, ainda é cedo pra dizer. O fato é que a cena abaixo já se repetiu 15 vezes nos 12 jogos que o Tardelli fez pelo Galo nesse ano.


A média impressiona. 1,25 gols por jogo. Tudo bem que muitos vão dizer que os adversários são fracos e não se pode tomar esse começo de temporada como base para pensar no ano todo. Até concordo. Mas só contra o nosso rival azul, o Tardelli já fez, apesar das derrotas, 3 gols em 2 jogos. A média aí sobe pra 1,5 gols por jogo. Bom, se a crítica invejosa é em relação à qualidade dos times que estamos enfrentando nesse começo de ano, talvez seja válido então repensar os elogios exacerbados que estão sendo feitos aos azulinos vaidosos.
A performance do artilheiro até agora empolga. Temos o direito de nos empolgarmos. Há tempos não tínhamos no time um jogador que é referênia no ataque e preocupa os adversários, além, é claro de nos dar alegrias.
Então, Tardelli, cabeça no lugar! Treine sério, concentre-se durante as partidas e continue jogando a bola que está jogando. Você é um candidato a ídolo da Massa. E isso não é pouca coisa. Entenda essa responsabilidade e entre no hall de figuras históricas como Guará, Mário de Castro, Ubaldo, Dario, Éder, Cerezo, Marques e Reinaldo. Nomes de peso que souberam sustentar a carga dessa camisa alvinegra, que é objeto de adoração de uma nação apaixonada.
A princípio tinha pensado em fazer nesse post uma análise sobre os artilheiros dessa temporada. Parece que teremos um ano de matadores. Além do Tardelli, já se destacam Keirrison, Washington, Fred e, por que não, Ronaldo. Vou passar essa bola. O que acham? Quem vai se destacar mais? Quem vai ajudar mais suas equipes? Comentem!
Até a próxima!

Despertador


Mais uma vez me arrisco aqui a falar de um clássico. Acordei essa semana ao som de um daqueles discos que mudam o curso da história da música. Estabelecem padrões e se tornam referência. Led Zeppelin IV (que na verdade é um dos nomes dados pelo público ao disco, já que ele foi lançado sem nome pela banda) chegou às lojas em 1971, apenas dois anos depois do lançamento do primeiro álbum da banda (Led Zeppelin I). O IV é ainda considerado por muitos a obra prima do quarteto inglês formado por John Paul Jones (baixo e teclado), Jonn Bonhan (bateria e percussão), Jimmy Page (guitarra) e Robert Plant (vocais). Este CD trouxe pérolas como "Black Dog" e "Rock and Roll" e a clássica "Stairway to Heaven". As outras 5 músicas mantém o padrão e mostram a essência do Rock com guitarra, baixo e bateria fazendo, em plena harmonia, o pano de fundo perfeito para a voz inconfundível de Plant. O disco merece ser ouvido do começo ao fim, com o único problema de ser curto demais pra quem está imerso no mais puro rock 'n roll. Mas a solução para este problema é simples: basta apertar o play de novo... A primeira música do CD, "Black Dog", que me acordou durante a semana dá as boas vindas ao universo melódico do Led Zeppelin com um riff poderoso de Page e versos rasgados pela voz de Plant. No final das contas, esse disco é presença obrigatória na coleção de quem curte o bom e velho rock.
Até a próxima!

terça-feira, 17 de março de 2009

Oldies, but goodies!

Continuando com a série de velhinhas, mas gostosinhas, agora vem um texto que fala sobre o meu tornozelo. Também foi escrito em março de 2006 e relata minha história triste em relação ao tornozelo esquerdo que torce com uma frequência acima do normal...

História de um tornozelo torcido.

Torcer o tornozelo é péssimo. Acho que todo mundo algum dia já torceu. Os cuecas jogando bola ou desenvolvendo outra atividade esportiva qualquer. As garotas caminhando elegantemente com seus saltos ou seus tamancos. É péssimo. Dói muito, fica inchado, roxo e o pior é que nunca mais volta ao normal.

E a história do meu tornozelo torcido é mais ou menos assim. Há alguns anos atrás, quando eu ainda estudava no Izabela Hendrix (ok, já não são mais alguns anos... São vários anos...) tínhamos o costume de jogar vôlei no recreio. Era frenético. Jogávamos de duplas ou trios, jogos curtos para todos poderem jogar. E foi em um desses jogos que aconteceu. A história poderia ser cheia de glamour, tipo:

“Era um empate que parecia não ter fim. Mas teria. Aquele era o lance derradeiro. O outro time sacava e tínhamos a grande chance de fechar a peleja no nosso próprio ataque. Tensão. O saque é desferido sem muita força mas com muita colocação. Com um grande esforço, posiciono o corpo na trajetória da bola e preparo o passe para o levantador. A manchete é precisa e o levantador arma a jogada. Percebo que o bloqueio marca o outro jogador do nosso time. Me apresento para o arremate. A bola sobe rente à rede. Me desloco e salto em direção ao que seria a glória final daquela partida tão disputada. Quando armo a cortada, percebo que o bloqueio se desloca em minha direção. Preciso ganhar o ponto. Com um movimento inesperado, giro o corpo, tiro a força do braço e coloco a bola com sutileza no canto da quadra. O grito de alegria dos meus companheiros se confunde com meu grito de dor ao cair com todo o peso sobre o pé esquerdo que dobra causando a torção no tornozelo. Dor e alívio se misturam.”

Mas não foi nada disso. O jogo estava parado e eu era o sacador da vez. Alguém do outro time manda a bola por cima da rede, ela bate no chão e sobe a uma altura que eu não alcançaria. Dou um passo para trás para pegar a bola e é aí que acontece. Ao andar para trás, não me dei conta do pequeno degrau no final da quadra. Pisei em falso. O pé virou inteiro. Ouvi um estalo. Depois só senti a dor. Em 20 segundos meu tornozelo esquerdo já havia dobrado de tamanho. E estava roxo. E doía. Ainda no colégio coloquei um gelo e mais tarde fui tirar uma radiografia. Nada de errado nos ossos. Mas um ligamento foi afetado. Não foi rompido nem chegou perto disso, mas foi desgastado. O inchaço cedeu, o roxo sumiu e a dor desapareceu. Mas o tornozelo nunca mais foi o mesmo. Durante um bom tempo depois disso tive torções leves de tempos em tempos. Elas eram leves.

Até quarta-feira. E a história também não tem nada de glamour. Eu caminhava na descida da Rua Alfenas saindo do meu serviço rumo à natação como faço (quase) todas as segundas, quartas e sextas. Estava distraído, pensando na morte da bezerra. E foi aí que aconteceu de novo. Mais uma vez um passo displicente. Mais uma vez um passo em falso. Mais uma vez o pé se dobra. Mais uma vez ouço o estalo. Mais uma vez a dor. Mais uma vez o inchaço é imediato. Me encosto em uma mureta alguns metros a frente para avaliar a situação do tornozelo esquerdo. Quando levanto a cabeça, uma prova que o anjo-da-guarda às vezes se distrai mas logo volta à ativa. Ouço alguém chamando: “Bill!!!”. Olho para a esquina e lá está minha priminha Lira, de carro. Que alívio! Ela me deu uma carona pra casa e desde quarta-feira estou fazendo o tratamento com bolsa de gelo e anti-inflamatório. Dessa vez não fui tirar radiografia. Acho que não vai precisar. O inchaço já está diminuindo e a dor também. Essa foi a história do meu tornozelo torcido. Aliás foi mais um capítulo. E algo me faz crer que não foi o último.

Bom, o texto original, de 2006, acabava aqui... Mas vou me permitir completar essa historia.

E não foi mesmo o último capítulo. Entre outubro do ano passado e janeiro desse ano torci meu tornozelo 4 vezes seguidas, jogando bola. Todas em lances bobos... Resolvi olhar. Fui a um médico que imobilizou meu pé e me fez andar de muletas por 5 dias. Saindo das muletas, fui a um outro médico, especialista em tornozelos e pés que me disse que a culpa é dos meus pais. Sim, eles erraram na fabricação e meu pé tem uma pré-disposição para ser torcido. Além disso, o dr. pediu ressonância magnética e outras radiografias e constatou, através delas, que não haveria a necessidade, a princípio, de uma cirurgia corretiva. O tratamento indicado foi, além de ficar no estaleiro sem jogar bola até o final de maio, fazer 20 sessões de fisioterapia. Estou em pleno tratamento então. Já se form 10 sessões e hoje o fisioterapeuta me recomendou mais 20!! Então as 20 originais viraram 30. Vamos ver se ao final dessas muitas sessões, eu coloco um ponto final nessa novela de tornozelo torcido!

Até a próxima!

sexta-feira, 6 de março de 2009

Oldies, but goodies!

Voltando ao blog após mais de um mês de inatividade, resolvi criar uma nova coluna sem periodicidade pré-definida. Nela, vou publicar textos que fiz há mais tempo sobre assuntos diversos que variam do meu tornozelo torcido até a ida do primeiro brasileiro ao espaço. Não sei se vou conseguir apontar com precisão a época em que cada um dos textos foi escrito, mas vou tentar. Portanto, começo essa nova fase com uma homenagem às mulheres em comemoração ao 8 de março - Dia Internacional da Mulher. Esse texto foi escrito em março de 2006. Aí vai:

Mulheres.

Mães, amigas, irmãs, esposas, filhas, namoradas, colegas… Mulheres. O que seria do mundo sem estes seres que sabem misturar, na dose certa, força e delicadeza, mistério e curiosidade, lágrimas e sorrisos? Na verdade, acho que elas são as grandes responsáveis por estarmos hoje como estamos. Por que será que fomos à Lua?? Certamente, alguma namorada apaixonada, em uma noite enluarada, pediu com aquele charme que só elas sabem fazer: “Amor, você vai lá e busca um pedaço da Lua pra mim?? Por favor!” Alguns anos depois, Neil Armstrong dava um pequeno passo para um homem e um grande passo para a humanidade. Por que os bravos navegadores lançaram seus navios aos oceanos desconhecidos e repletos de monstros (era o que eles achavam..)? Com certeza, em um belo pôr-do-sol, sentada em uma praia do Atlântico Norte, uma jovem se volta para seu amor e diz: “Meu Bem, descobre para mim aonde o sol vai quando acaba o dia!?Por favor!!” E algum tempo depois as grandes navegações cruzavam o Atlântico até chegar ao Novo Mundo.

Os tempos mudaram e hoje elas não se conformam em pedir coisas aos namorados e maridos. Colocam mesmo as mãos na massa, seja em uma linha de produção ou atrás de um computador tomando decisões. E continuam, talvez mais do que nunca, sendo seres essencialmente belos que trazem mais leveza para o dia a dia árduo da vida moderna. Nada mais justo que um dia inteiro em sua homenagem. E é bom deixar claro que 8 de março é apenas o dia de homenagens. Os outros 364 são dias para a reverência e a gratidão. Obrigado mulheres, por fazerem do mundo um lugar melhor. Parabéns pelo Dia Internacional da Mulher!

sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

Despertador


Essa semana acordei ao som de Manguebeat (ou Manguebit). "Da Lama ao Caos" é o CD de estreia do artista que inventou, encarnou e mostrou ao mundo esse estilo que vai além da música. O Manguebeat é na verdade um movimento cultural que apareceu no Recife, no começo da década de 90, e foi visto e reverenciado no mundo todo.
"Da Lama ao Caos" foi lançado em 1994 e apresentou a mistura do eletrônico com o rock e ritmos tradicionais (como o maracatu), que fez de Chico Science um dos artistas mais respeitados e adorados no cenário do novo pop brasileiro dos anos 90. As combinações melódicas improváveis revelaram a criatividade e a inquietação artística de Chico e sua Nação Zumbi. O disco veio recheado de músicas que se tornaram hits rapidamente como "A Cidade", "A Praieira", "Samba Makossa" e a faixa que entitula o disco "Da Lama ao Caos". As outras canções seguem a linha da inovação musical e das letras carregadas de temas regionais e tradicionais da cultura pernambucana.
Chico Science & Nação Zumbi ainda lançaram mais um álbum, "Afrociberdelia", em 1996. O disco foi recebido com elogios rasgados da crítica e do público, que, a essa altura, já idolatrava Chico Science como o redentor da música no Brasil. Toda esse envolvimento dos fãs e dos artistas contemporâneos só fez aumentar o peso do que já seria uma tragédia. Em 1997, aos 33 anos, Chico Science faleceu em um acidente de carro quando ia de Recife para Olinda participar de uma festa pré-carnavalesca. A perda foi sentida por todos que aprciavam sua música e passaram a imaginar aonde poderia chegar um artista tão completo e tão inovador. Ficam as músicas e a mensagem de que é sempre possível criar algo novo sem deixar para trás as raízes.
Até a próxima!

segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

Despertador

Semana passada acordei ao som de uma das bandas que mais me marcaram em minha trajetória pelo mundo do rock. Quando descobri que o Nirvana existia, era quase um tabu lá em casa. Me lembro de ter sido proibido, ou melhor, aconselhado pelos meus pais a não assistir pela TV a apresentação deles aqui no Brasil, no Hollywood Rock, em 1993. Tudo bem, meus pais estavam protegendo o filho de 11 anos de uma performance bizarra, obscena e musicalmente problemática. Hoje eu entendo. No dia eu fiquei bravo! Mas isso não me impediu (talvez tenha até me incentivado) de ir atrás e conhecer mais a fundo as músicas da banda que revolucionava, no começo da década de 90, o cenário musical mundial. O Nirvana trazia uma simplicidade meio suja em seu rock, o que contrastava com as cores e sons em profusão da década de 80. O Nirvana trazia uma certa tristeza a uma geração que havia se cansado de topetes, blazers coloridos com ombreiras e sintetizadores. O Nirvana era a redenção do Rock. Com seus poucos acordes básicos na guitarra, bateria e baixo repetitivos, e uma voz que mostrava a personalidade depressiva de um líder perturbado, eles ganharam o mundo e se tornaram fenômeno de vendas.
O CD que me acordou é um registro inusitado da banda. Sempre nervosos, com o hábito de quebrar os instrumentos ao final de seus shows, os rapazes do Nirvana se comportaram bem neste Unplugged, produzido pela MTV. Violão, baixo acústico e até um acordeon e um cello fizeram parte dos arranjos. O resultado é magnífico. Principalmente nas releituras feitas pela banda neste álbum. David Bowie, The Vaselines e a banda Meat Puppets recebem as homenagens do Nirvana em versões excelentes que temperam o álbum salpicadas entre os clássicos da banda.
Este acústico foi também uma despedida. Foi gravado em novembro de 1993, 5 meses antes do suícidio de Kurt Cobain e lançado 7 meses depois de sua morte, em novembro de 1994. Há quem diga que ali ele já sabia qual seria seu destino. Há quem diga que seu suspiro profundo antes do verso final de "Where Did You Sleep Last Night", música que fecha o disco, é um suspiro de resignação. Nunca saberemos. Mais do que as atitudes polêmicas, ficaram as músicas, ficou o legado que o Nirvana deixou para o Rock 'n Roll.
Até a próxima!!

quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

Time is on my side

Pois é... Não escrevo aqui desde o ano passado. Já se vão 2 meses e meio de silêncio e trevas (uahahahahaha - risada maléfica -)... Meio dramático demais, né? Bom, mas 2008 acabou e 2009 começou cheio de novidades e com aquela sensação de que pode ser um bom ano. A passagem foi bem comemorada ( e muito bebemorada).
O trecho dos Stones que intitula o tópico é pra mostrar que posso ter ficado um bom tempo sem escrever, mas o tempo realmente está do meu lado. Ao mesmo tempo (olha ele aí de novo!) em que deixava esse blog às moscas, perdi um emprego, mas corri atrás e acabou valendo a pena. Faço mais uma vez parte do mercado mineiro da propaganda e agora é bola pra frente!
Então vamos falar mais do que pode ser 2009.
Pro Galo: Bom... Não dá pra ser muito otimista. O Galo não contratou ninguém (Carlos Alberto e Júnior? Quem???)... Esperar que Éder Luís e Thiago Feltri reforcem o time a ponto de garantir uma campanha melhor que a do ano passado é utopia. Torceremos por novidades e dias melhores. Dia 17 já tem clássico. Lá no Uruguai. A boa notícia é que nunca perdemos pras meninas azuis fora de BH. Quem sabe não começamos o ano com o pé direito bem marcado nas nádegas azuis?? Seria um bom impulso pro resto do ano... Aguardemos!
Pra Música: Aí a coisa parece promissora. Vários grandes shows estão previstos para as terras tupiniquins em 2009. De cara já temos a Alanis Morisette, que vem inclusive se apresentar em BH. Antes dela, passa por aqui a banda Little Joy, projeto que reúne Rodrigo Amarante, Fabrizio Moretti (Strokes) e uma ilustre desconhecida chamada Binki Shapiro. O disco é muito bom e vale ser ouvido. O show, eu pretendo conferir e contar aqui como foi. Além disso, virão ao Brasil nomes como: Radiohead, James Blunt, Elton John, Iron Maiden... Quem lembrar de mais algum, que poste por aqui...
Então é isso! Que venha 2009 com suas surpresas. Estou esperançoso e não pretendo deixar que o silêncio e as trevas (uahahahaha - mais uma risada maléfica -) voltem a reinar por tanto tempo por aqui.
Até a próxima!