sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

Despertador


Essa semana acordei ao som de Manguebeat (ou Manguebit). "Da Lama ao Caos" é o CD de estreia do artista que inventou, encarnou e mostrou ao mundo esse estilo que vai além da música. O Manguebeat é na verdade um movimento cultural que apareceu no Recife, no começo da década de 90, e foi visto e reverenciado no mundo todo.
"Da Lama ao Caos" foi lançado em 1994 e apresentou a mistura do eletrônico com o rock e ritmos tradicionais (como o maracatu), que fez de Chico Science um dos artistas mais respeitados e adorados no cenário do novo pop brasileiro dos anos 90. As combinações melódicas improváveis revelaram a criatividade e a inquietação artística de Chico e sua Nação Zumbi. O disco veio recheado de músicas que se tornaram hits rapidamente como "A Cidade", "A Praieira", "Samba Makossa" e a faixa que entitula o disco "Da Lama ao Caos". As outras canções seguem a linha da inovação musical e das letras carregadas de temas regionais e tradicionais da cultura pernambucana.
Chico Science & Nação Zumbi ainda lançaram mais um álbum, "Afrociberdelia", em 1996. O disco foi recebido com elogios rasgados da crítica e do público, que, a essa altura, já idolatrava Chico Science como o redentor da música no Brasil. Toda esse envolvimento dos fãs e dos artistas contemporâneos só fez aumentar o peso do que já seria uma tragédia. Em 1997, aos 33 anos, Chico Science faleceu em um acidente de carro quando ia de Recife para Olinda participar de uma festa pré-carnavalesca. A perda foi sentida por todos que aprciavam sua música e passaram a imaginar aonde poderia chegar um artista tão completo e tão inovador. Ficam as músicas e a mensagem de que é sempre possível criar algo novo sem deixar para trás as raízes.
Até a próxima!

segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

Despertador

Semana passada acordei ao som de uma das bandas que mais me marcaram em minha trajetória pelo mundo do rock. Quando descobri que o Nirvana existia, era quase um tabu lá em casa. Me lembro de ter sido proibido, ou melhor, aconselhado pelos meus pais a não assistir pela TV a apresentação deles aqui no Brasil, no Hollywood Rock, em 1993. Tudo bem, meus pais estavam protegendo o filho de 11 anos de uma performance bizarra, obscena e musicalmente problemática. Hoje eu entendo. No dia eu fiquei bravo! Mas isso não me impediu (talvez tenha até me incentivado) de ir atrás e conhecer mais a fundo as músicas da banda que revolucionava, no começo da década de 90, o cenário musical mundial. O Nirvana trazia uma simplicidade meio suja em seu rock, o que contrastava com as cores e sons em profusão da década de 80. O Nirvana trazia uma certa tristeza a uma geração que havia se cansado de topetes, blazers coloridos com ombreiras e sintetizadores. O Nirvana era a redenção do Rock. Com seus poucos acordes básicos na guitarra, bateria e baixo repetitivos, e uma voz que mostrava a personalidade depressiva de um líder perturbado, eles ganharam o mundo e se tornaram fenômeno de vendas.
O CD que me acordou é um registro inusitado da banda. Sempre nervosos, com o hábito de quebrar os instrumentos ao final de seus shows, os rapazes do Nirvana se comportaram bem neste Unplugged, produzido pela MTV. Violão, baixo acústico e até um acordeon e um cello fizeram parte dos arranjos. O resultado é magnífico. Principalmente nas releituras feitas pela banda neste álbum. David Bowie, The Vaselines e a banda Meat Puppets recebem as homenagens do Nirvana em versões excelentes que temperam o álbum salpicadas entre os clássicos da banda.
Este acústico foi também uma despedida. Foi gravado em novembro de 1993, 5 meses antes do suícidio de Kurt Cobain e lançado 7 meses depois de sua morte, em novembro de 1994. Há quem diga que ali ele já sabia qual seria seu destino. Há quem diga que seu suspiro profundo antes do verso final de "Where Did You Sleep Last Night", música que fecha o disco, é um suspiro de resignação. Nunca saberemos. Mais do que as atitudes polêmicas, ficaram as músicas, ficou o legado que o Nirvana deixou para o Rock 'n Roll.
Até a próxima!!

quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

Time is on my side

Pois é... Não escrevo aqui desde o ano passado. Já se vão 2 meses e meio de silêncio e trevas (uahahahahaha - risada maléfica -)... Meio dramático demais, né? Bom, mas 2008 acabou e 2009 começou cheio de novidades e com aquela sensação de que pode ser um bom ano. A passagem foi bem comemorada ( e muito bebemorada).
O trecho dos Stones que intitula o tópico é pra mostrar que posso ter ficado um bom tempo sem escrever, mas o tempo realmente está do meu lado. Ao mesmo tempo (olha ele aí de novo!) em que deixava esse blog às moscas, perdi um emprego, mas corri atrás e acabou valendo a pena. Faço mais uma vez parte do mercado mineiro da propaganda e agora é bola pra frente!
Então vamos falar mais do que pode ser 2009.
Pro Galo: Bom... Não dá pra ser muito otimista. O Galo não contratou ninguém (Carlos Alberto e Júnior? Quem???)... Esperar que Éder Luís e Thiago Feltri reforcem o time a ponto de garantir uma campanha melhor que a do ano passado é utopia. Torceremos por novidades e dias melhores. Dia 17 já tem clássico. Lá no Uruguai. A boa notícia é que nunca perdemos pras meninas azuis fora de BH. Quem sabe não começamos o ano com o pé direito bem marcado nas nádegas azuis?? Seria um bom impulso pro resto do ano... Aguardemos!
Pra Música: Aí a coisa parece promissora. Vários grandes shows estão previstos para as terras tupiniquins em 2009. De cara já temos a Alanis Morisette, que vem inclusive se apresentar em BH. Antes dela, passa por aqui a banda Little Joy, projeto que reúne Rodrigo Amarante, Fabrizio Moretti (Strokes) e uma ilustre desconhecida chamada Binki Shapiro. O disco é muito bom e vale ser ouvido. O show, eu pretendo conferir e contar aqui como foi. Além disso, virão ao Brasil nomes como: Radiohead, James Blunt, Elton John, Iron Maiden... Quem lembrar de mais algum, que poste por aqui...
Então é isso! Que venha 2009 com suas surpresas. Estou esperançoso e não pretendo deixar que o silêncio e as trevas (uahahahaha - mais uma risada maléfica -) voltem a reinar por tanto tempo por aqui.
Até a próxima!