Dream On
Um Show. Uma exibição. Um espetáculo. Uma demonstração de habilidades. Palavras que se confundem e se complementam. Palavras que se concretizaram nesta quinta-feira, dia 12 de abril de 2007, no estádio do Morumbi.
Tudo começou ainda em BH, em frente ao Palácio das Artes, de onde saiu a excursão rumo a São Paulo. Dentro do ônibus (dois andares, ar condicionado e tudo mais) 42 pessoas com um mesmo objetivo. Excetuando-se pequenos grupos, às vezes duplas apenas, eram 42 desconhecidos. A viagem foi tranqüila e chegamos em São Paulo pela manhã. Após o café um cochilo, pois o dia seria longo. A tarde livre foi aproveitada com um passeio ao sensacional Museu da Língua Portuguesa, na Estação da Luz. Por volta de 17:00 voltamos ao ônibus, rumo ao Morumbi. Um engarrafamento típico da megalópole paulista nos separava de nosso destino. Mas enfim chegamos. Demarcou-se o ponto de encontro da excursão e fomos para o estádio.
O movimento era intenso, o clima era de expectativa. Havia eletricidade no ar. Entramos. Lá dentro, um grande público já se aglomerava perto do palco. Fomos os poucos buscando nosso espaço. Algum tempo depois já estávamos em um bom local. Cerca de 30 metros do palco, em frente ao enorme telão que ficava à direita. Enquanto o show não começava, clássicos do Rock embalavam a multidão. Passaram-se algumas horas enquanto o palco era preparado.
Era grande a expectativa de ver no palco um dos maiores ícones da guitarra no mundo do Rock ‘n Roll. Slash é um ídolo para boa parte daquele público. A grande maioria já se empolgou em algum solo performático executado por ele em clássicos do Guns and Roses.
Quando o movimento dos roadies no palco cessou, todos acreditavam que seria o começo do show de abertura da noite. Mas o clima de São Paulo não podia ficar escondido. Ele mostrou sua principal face com um verdadeiro toró. Corre-corre no palco para cobrir instrumentos e amplificadores. Frustração entre o público. O show do Velvet Revolver atrasaria fazendo com que a grande atração da noite também entrasse mais tarde no palco. Mas a chuva passou e Slash e companhia subiram ao palco. Em um show que alternou bons e maus momentos, destaca-se o desempenho estrelar de Slash e as duas músicas do Guns (It´s so easy e Mr Brownstone) cantadas a plenos pulmões pelo público.
Agora a tensão tomava conta do ambiente. Em poucos minutos eles estariam no palco. Apagam-se as luzes do estádio. Acendem-se os telões. Neles, fotos de diversos momentos da banda se alternam em um ritmo frenético até que uma gigantesca bandeira do Brasil ilumina o público que começa a ouvir os primeiros acordes de “Love in an Elevator”. Começava o show do Aerosmith. Começavam 100 minutos de êxtase. Como não podia deixar de ser, Steven Tyler se apresenta com um figurino inusitado e com seu clássico microfone enfeitado. Joe Perry tira da guitarra tudo que ela pode dar e mais um pouco, além de dar seu show particular. O show segue com sucessos que fazem o público delirar e se emocionar. A balada “What it Takes” garantiu um dos momentos mais marcantes. A primeira estrofe e o refrão foram cantados à capela por Tyler e milhares de fãs extasiados. Foi inesquecível. Clássicos como “Dream On”, “Cryin” e “Living on The Edge” e novos sucessos como “Jaded” e “Falling in Love is Hard on The Knees” tiraram o público do chão. Para fechar, Joe Perry deu tom de apoteose ao solo final de “Draw the Line”, com direito a um salto cinematográfico sobre a bateria de Joe Kramer que, surpreso, levantou-se e usou as baquetas como palheta na guitarra de Perry. No BIS, a emblemática “Walk This Way” deu aos fãs o direito de descansar as pernas. A sensação final era de alegria generalizada. Foi um show que agradou aos diversos tipos de fãs. A performance está registrada para sempre na memória. Um sonho se realizou. Qual será o próximo? Dream on...
terça-feira, 29 de janeiro de 2008
segunda-feira, 28 de janeiro de 2008
Um programa de índio em 7 atos.
Prefácio
Esta história foi dividida em 7 atos por este se tratar de um número místico, com significados diversos para culturas diversas. Para alguns dá sorte. Mas pode não ser bem assim.
1º ato - O despertar
Não é que eu seja de acordar muito tarde. Mas acordar às 7 da manhã em um domingo chuvoso não é nada fácil. Quando ouvi o começo de Garden Grove (leiam o post abaixo) não pude acreditar que já era hora de me levantar. Mas o motivo era nobre. Viajar até 7 Lagoas para ver a etsréia do Galo no ano do Centenário. Tomei um banho, vesti o Manto Sagrado alvinegro e fui tomar café. Muito café.
2º ato - Os encontros
O primeiro encontro foi lá em casa mesmo. Às 7:47 chegava o Gildásio, também trajando alvinegro e pronto para partir em nossa expedição. O terceiro aventureiro custou a se encontrar naquela manhã e, quando o fez, me mandou uma mensagem com 7 palavras: "Bebi demais ontem. Me busca na Bebel". Me encaminhei para o São Bento e às 8:17 o Manel já estava deitado no banco de trás do carro, continuando o sono interrompido.
3º ato - A estrada
Foi o mais tranquilo dos atos daquela manhã de domingo. 70 km de estrada boa, duplicada e com pouco movimento. O único problema era a chuva fina que não dava sossego. Sem pressa, com cuidado e atenção nos aproximamos do nosso destino em não mais que 70 minutos. Víamos o "estádio" logo à frente e o local de estacionamento pareceu perfeito.
4º ato - A caminhada
Ledo engano. A avenida que circunda a "arena" engana no cáclulo da distância. Uma subida em curva, de uns 700 metros era o que nos separava do objetivo. Caminhamos. Passos lentos, pois ainda faltavam cerca de 27 minutos para o começo da partida. Outros intrépidos torcedores vindouros de diversas cidades também caminhavam. A subida acaba, estamos muito próximos. Só há um "estacionamento" a atravessar. Mas não há asfalto ou cimento.
5º ato - A lama
Só há lama. Muita lama. Em alguns pontos, lama que cobria todo o tênis. Lama escorregadia e traiçoeira. Lama que me fazia imaginar como aquele "estádio" foi considerado o melhor dos estádios do interior de MG. Se for verdade, não quero ver os outros.
6º ato - A muvuca
Chamem de despreparo. Chamem de desrespeito ao torcedor. Chamem de paixão exagerada o fato de milhares de torcedores saírem de suas cidades para ver o primeiro jogo da temporada, às 10:00 da manhã, embaixo de chuva. Tudo isso ajuda a explicar o que aconteceu ali, na entrada do "estádio". Mas o que aconteceu mesmo ali foi uma irresponsabilidade sem tamanho. Venda de ingressos além da capacidade foi só um dos fatores que levou àquela aglomeração. Empurra-empurra, gente passando mal e o desenho claro de um desastre. Pela primeira vez na minha vida fiquei feliz por saber que o Galo acertou a trave e não o gol. Pois se o gol do Marques tivesse saído no primeiro tempo, sabe-se lá o que aconteceria do lado de fora. Poderia ser uma catástrofe. Passei por tudo. Entrei com 30 minutos do primeiro tempo. Me perdi do meu tio e do Manel. Achei um lugar para ver o jogo.
7º ato - A derrota
Consegui ver o final do primeiro tempo sem grandes sobressaltos. O Galo já havia feito uma substituição por contusão e o grande ídolo da torcida para o Centenário, Marques, estava em campo. O intervalo me proporcionou uma visão boa do campo. Conversei também com o Manel e o Gildásio e combinamos de nos encontrarmos no carro ao fim do jogo. Começa a segunda etapa. Jogo feio. Muitas faltas. O Galo, claramente sem ritmo de jogo, consgue criar uma ou outra chance contra a retranca do Democrata. Passa o tempo e o gol não sai. O do Galo não. Porque quase aos 37, o Democrata faz seu gol. Decepção. O time alvinegro não mostra forças para reagir. Acaba o jogo. Derrota. Voltamos pra casa abatidos e sujos. Mais sujos que abatidos, é verdade. Às 13:47, eu estava em casa. Exausto. Almocei e dormi o resto do dia. Hoje chega minha carteirinha da FUNAI. Adivinhem qual é o número de matrícula...
Esta história foi dividida em 7 atos por este se tratar de um número místico, com significados diversos para culturas diversas. Para alguns dá sorte. Mas pode não ser bem assim.
1º ato - O despertar
Não é que eu seja de acordar muito tarde. Mas acordar às 7 da manhã em um domingo chuvoso não é nada fácil. Quando ouvi o começo de Garden Grove (leiam o post abaixo) não pude acreditar que já era hora de me levantar. Mas o motivo era nobre. Viajar até 7 Lagoas para ver a etsréia do Galo no ano do Centenário. Tomei um banho, vesti o Manto Sagrado alvinegro e fui tomar café. Muito café.
2º ato - Os encontros
O primeiro encontro foi lá em casa mesmo. Às 7:47 chegava o Gildásio, também trajando alvinegro e pronto para partir em nossa expedição. O terceiro aventureiro custou a se encontrar naquela manhã e, quando o fez, me mandou uma mensagem com 7 palavras: "Bebi demais ontem. Me busca na Bebel". Me encaminhei para o São Bento e às 8:17 o Manel já estava deitado no banco de trás do carro, continuando o sono interrompido.
3º ato - A estrada
Foi o mais tranquilo dos atos daquela manhã de domingo. 70 km de estrada boa, duplicada e com pouco movimento. O único problema era a chuva fina que não dava sossego. Sem pressa, com cuidado e atenção nos aproximamos do nosso destino em não mais que 70 minutos. Víamos o "estádio" logo à frente e o local de estacionamento pareceu perfeito.
4º ato - A caminhada
Ledo engano. A avenida que circunda a "arena" engana no cáclulo da distância. Uma subida em curva, de uns 700 metros era o que nos separava do objetivo. Caminhamos. Passos lentos, pois ainda faltavam cerca de 27 minutos para o começo da partida. Outros intrépidos torcedores vindouros de diversas cidades também caminhavam. A subida acaba, estamos muito próximos. Só há um "estacionamento" a atravessar. Mas não há asfalto ou cimento.
5º ato - A lama
Só há lama. Muita lama. Em alguns pontos, lama que cobria todo o tênis. Lama escorregadia e traiçoeira. Lama que me fazia imaginar como aquele "estádio" foi considerado o melhor dos estádios do interior de MG. Se for verdade, não quero ver os outros.
6º ato - A muvuca
Chamem de despreparo. Chamem de desrespeito ao torcedor. Chamem de paixão exagerada o fato de milhares de torcedores saírem de suas cidades para ver o primeiro jogo da temporada, às 10:00 da manhã, embaixo de chuva. Tudo isso ajuda a explicar o que aconteceu ali, na entrada do "estádio". Mas o que aconteceu mesmo ali foi uma irresponsabilidade sem tamanho. Venda de ingressos além da capacidade foi só um dos fatores que levou àquela aglomeração. Empurra-empurra, gente passando mal e o desenho claro de um desastre. Pela primeira vez na minha vida fiquei feliz por saber que o Galo acertou a trave e não o gol. Pois se o gol do Marques tivesse saído no primeiro tempo, sabe-se lá o que aconteceria do lado de fora. Poderia ser uma catástrofe. Passei por tudo. Entrei com 30 minutos do primeiro tempo. Me perdi do meu tio e do Manel. Achei um lugar para ver o jogo.
7º ato - A derrota
Consegui ver o final do primeiro tempo sem grandes sobressaltos. O Galo já havia feito uma substituição por contusão e o grande ídolo da torcida para o Centenário, Marques, estava em campo. O intervalo me proporcionou uma visão boa do campo. Conversei também com o Manel e o Gildásio e combinamos de nos encontrarmos no carro ao fim do jogo. Começa a segunda etapa. Jogo feio. Muitas faltas. O Galo, claramente sem ritmo de jogo, consgue criar uma ou outra chance contra a retranca do Democrata. Passa o tempo e o gol não sai. O do Galo não. Porque quase aos 37, o Democrata faz seu gol. Decepção. O time alvinegro não mostra forças para reagir. Acaba o jogo. Derrota. Voltamos pra casa abatidos e sujos. Mais sujos que abatidos, é verdade. Às 13:47, eu estava em casa. Exausto. Almocei e dormi o resto do dia. Hoje chega minha carteirinha da FUNAI. Adivinhem qual é o número de matrícula...
Despertador

Para alguns a capa ao lado vai ser auto-explicativa. Para outros não. Semana passada fui acordado por este que é um dos meus discos preferidos. Sublime, da banda homônima, foi lançado em 1996 e representou o trabalho mais conhecido e elaborado do trio californiano. O principal tempero do álbum é a mistura de reggae, ska, hard core e outros ritmos que aparecem nos muitos samplers espalhados pelas faixas. A história da banda foi interrompida exatamente do ano do lançamento desse disco, que foi seu maior sucesso. Em maio de 1996, Bradley Nowell, vocalista e guitarrista da banda, foi encontrado morto por uma overdose de heroína. O fim trágico contrastou com o sucesso de "What I Got", "Wrong Way" e, principalmente, "Santeria", que é tocada até hoje de rodinhas de violão a grandes rádios FM. A primeira música do disco, meu despertador da semana, é "Garden Grove"; um reggae preguiçoso que apresenta o "quarto membro" da banda, Lou-dog, o dálmata de Bradley que participa com latidos nessa e em outras músicas. Para quem quiser conhecer mais, aqui está o site da banda com letras, fotos, etc: http://sublimespot.com/sublime .
Sexta-feira tem mais Despertador!
quinta-feira, 24 de janeiro de 2008
Bora pra Sete Lagoas ver o Galo??
Eu vou. Garantidos estamos eu, Manel e Gildásio. Vamos ver a estréia do Galo no ano do Centenário. Não dá pra esperar um belo futebol não, mas torcer é nossa obrigação. Segunda-feira eu conto aqui como foi a expedição.
Até!
Até!
terça-feira, 22 de janeiro de 2008
Série Grandes Shows - Pearl Jam
I'm still alive
Sexta-feira, 02/12/05, por volta das 19:00 - São Paulo, em frente ao portão principal do Estádio do Pacaembu.
Como não podia deixar de ser, era um dia chuvoso em São Paulo. Era um dia no qual o apelido Terra da Garoa se justificava perfeitamente. Não caía uma chuva forte, dessas de transbordar Tietê, mas era como se houvesse milhões de gotículas paradas no ar que se chocavam com a gente quando batia um vento.
Na enorme praça que fica em frente ao estádio havia uma concentração considerável de pessoas. Muita gente vestindo camisas de bandas, muita gente vendendo camisas de bandas. Mas o principal comércio do dia era o de capas-de-chuva. Podíamos ouvir, lá dentro, o show de abertura com a banda Mudhoney. Após uma breve concentração do lado de fora para a turma que iria ao show acabar de se juntar, nos encaminhamos para o estádio. Que, aliás, é um belo estádio. Com uma arquitetura clássica e uma entrada imponente.
Lá dentro não estava tão cheio quanto eu havia imaginado. Mas também não estava vazio. No ponto onde paramos, ficou claro que acompanharíamos mesmo o show pelos telões. A atmosfera era boa. Apesar da chuva, não fazia muito frio. O que dava para sentir mesmo era a expectativa aumentando entre a platéia já presente. E com esta mistura de expectativa e empolgação pelo momento, uma parte da arquibancada começou a se mobilizar para iniciar a famosa "Ôla". E após algumas tentativas frustradas, enfim a idéia deu certo. De onde estávamos, na pista, a única maneira de participar da festa era com as palmas. E todos participaram, marcando com as palmas o ritmo da Ôla! E, justamente, neste momento de euforia no estádio soam os primeiros acordes tão agurdados por todos ali. Começava o show do Pearl Jam! Com três "porradas" não tão famosas, mas com muita pegada, a platéia entrou completamente no clima do show, deixando de lado as capas-de-chuva. Aos poucos foram aparecendo os grandes hits. O primeiro deles foi Even Flow. O riff inconfundível da introdução foi suficiente para fazer todo o estádio pular. O refrão foi cantado em uníssono. E o mesmo se repetiu nas clásicas Alive e Jeremy esta última sendo tocada já no apagar das luzes. Intercalado por algumas frases em português e vários goles de vinho de Eddie Vedder, o show foi empolgante do início ao fim. Explosão nas músicas mais pesadas e show de luzes de celulares e isqueiros nas baladas.
Reservo um parágrafo para falar de duas músicas em especial. Duas músicas que merecem destaque pelo espetáculo proporcionado em um show de grandes dimensões como o de sexta-feira. A primeira, que foi tocada bem no meio do show e é uma paixão mais recente é a baladinha Better Man. O show da platéia é conduzido nessa música pela própria banda, que inicia a música apenas a voz e guitarra. O resultado é impressionante. 30.000 vozes "Waiting... Watching the clock, it's 4 o`clock...". Sugiro que quem se interessar procure uma versão ao vivo desta música. É de arrepiar! A segunda é um clássico consagrado. Uma música que eu, particularmente, adoro há muito tempo. Black. O show já estava no segundo BIS e todo o estádio já podia sentir que aquele era o momento. Foi realmente inesquecível. Emocionante.
E acabado o show, as músicas ainda ecoando na cabeça, as pernas e os pés doendo um pouco, foi muito fácil ter certeza absoluta que valeu a pena. Aliás não sei se essa expressão se aplica. Valer a pena implica que algum sacrifício foi válido pela compensação final. Mas não teve sacrifício não. Foi simplesmente excelente!
Sexta-feira, 02/12/05, por volta das 19:00 - São Paulo, em frente ao portão principal do Estádio do Pacaembu.
Como não podia deixar de ser, era um dia chuvoso em São Paulo. Era um dia no qual o apelido Terra da Garoa se justificava perfeitamente. Não caía uma chuva forte, dessas de transbordar Tietê, mas era como se houvesse milhões de gotículas paradas no ar que se chocavam com a gente quando batia um vento.
Na enorme praça que fica em frente ao estádio havia uma concentração considerável de pessoas. Muita gente vestindo camisas de bandas, muita gente vendendo camisas de bandas. Mas o principal comércio do dia era o de capas-de-chuva. Podíamos ouvir, lá dentro, o show de abertura com a banda Mudhoney. Após uma breve concentração do lado de fora para a turma que iria ao show acabar de se juntar, nos encaminhamos para o estádio. Que, aliás, é um belo estádio. Com uma arquitetura clássica e uma entrada imponente.
Lá dentro não estava tão cheio quanto eu havia imaginado. Mas também não estava vazio. No ponto onde paramos, ficou claro que acompanharíamos mesmo o show pelos telões. A atmosfera era boa. Apesar da chuva, não fazia muito frio. O que dava para sentir mesmo era a expectativa aumentando entre a platéia já presente. E com esta mistura de expectativa e empolgação pelo momento, uma parte da arquibancada começou a se mobilizar para iniciar a famosa "Ôla". E após algumas tentativas frustradas, enfim a idéia deu certo. De onde estávamos, na pista, a única maneira de participar da festa era com as palmas. E todos participaram, marcando com as palmas o ritmo da Ôla! E, justamente, neste momento de euforia no estádio soam os primeiros acordes tão agurdados por todos ali. Começava o show do Pearl Jam! Com três "porradas" não tão famosas, mas com muita pegada, a platéia entrou completamente no clima do show, deixando de lado as capas-de-chuva. Aos poucos foram aparecendo os grandes hits. O primeiro deles foi Even Flow. O riff inconfundível da introdução foi suficiente para fazer todo o estádio pular. O refrão foi cantado em uníssono. E o mesmo se repetiu nas clásicas Alive e Jeremy esta última sendo tocada já no apagar das luzes. Intercalado por algumas frases em português e vários goles de vinho de Eddie Vedder, o show foi empolgante do início ao fim. Explosão nas músicas mais pesadas e show de luzes de celulares e isqueiros nas baladas.
Reservo um parágrafo para falar de duas músicas em especial. Duas músicas que merecem destaque pelo espetáculo proporcionado em um show de grandes dimensões como o de sexta-feira. A primeira, que foi tocada bem no meio do show e é uma paixão mais recente é a baladinha Better Man. O show da platéia é conduzido nessa música pela própria banda, que inicia a música apenas a voz e guitarra. O resultado é impressionante. 30.000 vozes "Waiting... Watching the clock, it's 4 o`clock...". Sugiro que quem se interessar procure uma versão ao vivo desta música. É de arrepiar! A segunda é um clássico consagrado. Uma música que eu, particularmente, adoro há muito tempo. Black. O show já estava no segundo BIS e todo o estádio já podia sentir que aquele era o momento. Foi realmente inesquecível. Emocionante.
E acabado o show, as músicas ainda ecoando na cabeça, as pernas e os pés doendo um pouco, foi muito fácil ter certeza absoluta que valeu a pena. Aliás não sei se essa expressão se aplica. Valer a pena implica que algum sacrifício foi válido pela compensação final. Mas não teve sacrifício não. Foi simplesmente excelente!
sexta-feira, 18 de janeiro de 2008
Despertador

Essa semana eu fui acordado por uma banda sobre a qual sou suspeito para falar. Um pouco porque conheço a vocalista (Andréa Furtini) há aproximadamente 25 anos e um pouco porque me tornei absolutamente fã da música deles. O Alarido vem trilhando seus caminhos musicais há quase 8 anos e parte destes caminhos eu acompanhei de perto. O lançamento do primeiro CD, "Alarido", me deu a oportunidade de ouvir em casa o som que antes só podia ouvir em shows de calouradas e similares. A mistura de rock e folk com sons absolutamente nacionais, como o samba, deixa o disco cativante da primeira à última faixa. A primeira música do CD, "Memórias de um amor eterno em vida" me acordou essa semana com sua introdução de bateria inconfundível. Recomendo a todos o CD e os shows da banda. Para quem quiser saber mais, o site deles está nos links, aqui ao lado. Conheçam, escutem e se encantem!
Semana que vem tem mais Despertador.
quarta-feira, 16 de janeiro de 2008
Do baú
Bom, como eu sei que em blog parado dá mosca, resolvi postar nessas próximas duas semanas, sempre às terças-feiras, textos que escrevi após 2 dos grandes shows que fui na minha vida. Pearl Jam e Aerosmith. Certamente, boa parte dos que frequentam este blog já os leram. Mas leiam de novo, não custa nada!
Portanto, a partir do dia 22/01, terça-feira vai ser dia da série Grandes Shows.
Até a próxima.
Portanto, a partir do dia 22/01, terça-feira vai ser dia da série Grandes Shows.
Até a próxima.
segunda-feira, 14 de janeiro de 2008
Notinha
Decepção na Copa São Paulo. O Galinho foi eliminado ontem da principal competição nacional na categoria júnior. A derrota para o Grêmio Barueri por 1 a 0 tira o time da disputa pelo quarto título da Copinha. Fazer o que, né? Só posso desejar mais sorte pro time profissional.
sexta-feira, 11 de janeiro de 2008
Despertador

Este será um post semanal por aqui. Cada semana escolho um CD diferente pra me acordar de manhã e vou compartilhar. Fica como sugestão, para acordar, dormir ou só escutar mesmo.
O escolhido desta semana foi Youth and Young Manhood, primeiro CD do Kings of Leon. Lançado em 2003, o CD foi aclamado pela crítica e lançou a família Followill (são 3 irmãos e um primo) ao estrelato. O som resgata a influência country sobre o Rock como se ouvia nos anos 70 em Lynyrd Skynyrd e Creedence, por exemplo. Riffs empolgantes, ritmo frenético e a voz rasgada e com sotaque caipira do vocalista Caleb são ingredientes que deixam o disco delicioso. A primeira música (que me acordou esta semana) é Red Morning Light. Uma das minhas favoritas, já injeta um pouco de animação nas manhãs preguiçosas.
Semana que vem tem mais Despertador.
quinta-feira, 10 de janeiro de 2008
Começa a temporada de futebol 2008
Ainda em meio a especulações sobre contratações e recisões, começa a temporada 2008. Os grandes times já fazem suas pré-temporadas e alguns campeonatos regionais já começaram. De cara se vê que o São Paulo parte na frente mais uma vez. Manteve quase todo o time do ano passado e ainda se reforçou no único setor vulnerável da equipe no último brasileirão: o ataque. Com o Imperador Adriano em forma e Dagoberto louco para mostrar serviço o ataque tricolor assusta.
Claro que não é nada que Marcos, Leandro Almeida e o gringo Martínez não possam anular. É sério! Podem rir de mim, mas acho que o Galo pode fazer um bom papel este ano. É torcer para o Geninho dar padrão ao time, os gringos e outros novatos se encaixarem bem e os que ficaram do ano passado mostrarem a mesma vontade de ganhar dos últimos 10 jogos do Brasileirão 2007. Afinal, é o ano do Centenário e apoio das arquibancadas não vai faltar.
Então é isso. Que venha 2008 com seus campeonatos e copas. Estarei atento aos adversários e torcendo pelo Galo.
Até a próxima!
Claro que não é nada que Marcos, Leandro Almeida e o gringo Martínez não possam anular. É sério! Podem rir de mim, mas acho que o Galo pode fazer um bom papel este ano. É torcer para o Geninho dar padrão ao time, os gringos e outros novatos se encaixarem bem e os que ficaram do ano passado mostrarem a mesma vontade de ganhar dos últimos 10 jogos do Brasileirão 2007. Afinal, é o ano do Centenário e apoio das arquibancadas não vai faltar.
Então é isso. Que venha 2008 com seus campeonatos e copas. Estarei atento aos adversários e torcendo pelo Galo.
Até a próxima!
Eeestá valendo!
Começa aqui minha nova empreitada blogística (???). Vou tentar ser disciplinado e postar alguma coisa pelo menos uma vez por semana. Os assuntos irão variar entre futebol, música e otras cositas mas. Sejam bem-vindos. Espero que gostem e comentem.
Até a próxima!!
Até a próxima!!
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