domingo, 19 de outubro de 2008

Despertador


Essa semana quem me acordou foi o Audioslave. A banda, que lançou o primeiro álbum (Audioslave) em 2002, foi formada por dissidentes de bandas já consgradas no cenário do rock internacional. Diretamente das sombras de Seattle, tendo sido vocalista de uma das principais bandas do movimento grunge dos anos 90, o Soundgarden, veio Chris Cornell. Voz rasgada que se alterna com uma sonoridade calma nas músicas mais lentas. Para completar o time, um power trio de respeito: Brad Wilk - bateria, Tim Commerford - baixo e Tom Morello na giutarra. Os três foram (e agora são novamente) integrantes da banda Rage Against the Machine, que se destacou na década de 90 com seu ritmo inovador e letras que questionavam a política norte-americana em todos os aspectos. A união de tanta gente talentosa, com menos raiva dos sistema resultou em um trabalho sonoro espetacular. A voz possante de Cornell casou perfeitamente com os riffs inventivos de Morello e ambos são apoiados pela cozinha poderosa de Wilk e Crommeford. O som é pesado e preenche o ambiente. Há também músicas mais calmas como o hit "Like a Stone" e a excelente "I am The Highway". No final das contas é um belo disco de lançamento para uma banda com músicos vividos e experientes no mundo do rock 'n roll. Os dois discos que se seguiram (Out of Exile - 2005 e Revelations - 2006) seguem a mesma linha e também são muito bons.
A música que me acordou foi "Cochise", música de trabalho do álbum que já mostra a cara da banda com Chris Cornell arranhando as cordas vocais e Morello dando à guitarra sons surpreendentes. Confiram!
Semana que vem tem mais despertador! Até!

segunda-feira, 13 de outubro de 2008

De alma lavada

Sábado foi dia de lavar a alma. Essa alma atleticana sofrida, surrada, manchada de lágrimas e sangue. Essa alma que parecia sem força e desanimada. Essa alma atleticana que guarda sempre uma pontinha de esperança.
Essa alma foi lavada! Lavada com os gritos apaixonados e os sorrisos alvi-negros que há muito andavam abafados. Lavada com a satisfação de ver em campo um time comprometido com a vitória. Lavada pela alegria de ver jogando uma molecada que soube honrar nossa camisa, nossa história. Deu gosto ver o Renan Oliveira, um menino de 18 anos, passeando em campo, envergando a gloriosa camisa 10 do Galo. Deu gosto ver o Castillo calando a torcida rubro-negra com um golaço, como há 28 anos havia feito um outro camisa 9 atleticano. Claro que é descabida a comparação individual entre o boliviano, que marcou seu primeiro gol com o Manto, e o Rei, nosso maior artilheiro. Mas o ato de silenciar um Maracanã lotado foi semelhante.
Foi um dia para entrar para a história. Uma vitória incontestável de um time que fez todo atleticano sentir mais uma vez aquele orgulho de vestir preto e branco e soltar o grito de "GAAAAAAAAAAALOOOOOOOOO!!!!!!!!!!" que andava preso sob um nó em nossas gargantas.
Reage, Galo!! O primeiro passo foi dado. Agora é o Clássico, no domingo. Estarei lá. Estaremos lá novamente mostrando ao mundo o que é a paixão atleticana. Espero ter motivos igualmente alegres para escrever aqui segunda que vem!
Saudações atleticanas! Até a próxima!

sexta-feira, 3 de outubro de 2008

Despertador



Essa semana acordei ao som de Bob Marley. Na voz de Gilberto Gil. O CD Kaya N' Gandaya, lançado em 2002, é uma releitura feita por Gil de alguns grandes clássicos de Marley e de outras canções que não são verdadeiros hits. Nessa mistura teve de tudo. Canções nas quais quase não se nota diferença (além da voz, claro), outras que parecem novas (inclusive com versão de letras em português) e ainda há aquelas onde Gil encontrou o meio-termo e adicionou sons bem brasileiros ao ritmo jamaicano. O resultado final é muito agradável. As melodias hipnotizantes do rei do reggae funcionam como veículo de uma viagem musical e cultural que junta, em uma mesma praia paradisíaca, Montego Bay e Salvador. No encarte do CD, Gilberto Gil conta que fecha, com esse álbum, um ciclo que sempre sonhou: gravar canções do Rei do Baião (Luiz Gonzaga) e do Rei do Reggae. Dois anos antes de Kaya, Gil havia lançado "Eu, Tu, Eles", trilha do filme de mesmo nome, com músicas de baluartes do forró. Gil faz ainda um paralelo interessante entre o Rastaman (ícone do reggae) e o Cangaceiro (ícone do sertão nordestino, berço do forró). Vale a pena ler.

Sobre a música que me acordou essa semana, "Buffalo Soldier", é um clássico de Marley que pouco foi alterado por Gil neste CD. Ou seja, permanece excelente!

Semana que vem tem mais Despertador. Até!

sábado, 27 de setembro de 2008

Mudanças

Mais de um mês sem escrever no blog. Não sei bem o motivo. Falta de motivação (entenda-se, entre outras coisas, comentários...)? Talvez... Certamente não foi a falta de assunto, já que nesse mês o Galo ganhou, perdeu empatou... Enfim, esteve em campo. Foram quatro semanas acordando com CD's diferentes e nem sequer um Despertador eu escrevi. E além disso tudo, eu mudei de emprego.

Talvez esse até tenha sido o grande motivo da minha ausência aqui. Uma mudança dessas representa um momento de reflexão, introspecção. É um momento de buscar em você mesmo novas motivações, esperanças. De renovar o ânimo e as baterias. Mas agora já se foram 3 semanas de emprego novo. 3 semanas de correria, sem muito tempo para assimilar o novo ambiente, as novas pessoas e o novo ritmo. Mas tudo isso vem com o tempo.

A hora agora é de olhar pra frente e encarar o caminho que vem por aí. O que ficou pra trás fica guardado como parte que quem sou hoje e de quem serei daqui pra frente. Pé na tábua! Estou de volta e hoje tem jogo do Galo. Semana que vem tem Despertador e espero postar otras cositas también.
Até a próxima!

sexta-feira, 22 de agosto de 2008

Time sem alma

Pior que ver um time ruim em campo é ver um time sem alma. Mais triste que ver passes errados, chutes tortos e erros de posicionamento é ver falta de comprometimento, raça e vontade de vencer. Mais triste que isso tudo junto é ver que esse time tirou do Galo o que ele sempre teve de melhor: a vibração de uma torcida apaixonada.
Ontem, pelo menos para mim, a noite era pra ser de festa. Fui ao Mineirão receber o prêmio por ter ficado em quarto lugar no concurso já citado aqui há alguns posts. Como eu poderia levar um acompanhante ao passeio, escolhi meu pai, que me ensinou a paixão atleticana. A programação era promissora: Chegaríamos uma hora antes do jogo ao Mineirão, entraríamos pelo hall principal, no qual aconteceria a entrega do meu kit. Na sequência, um passeio pelas dependências do Mineirão finalizando com o acesso ao gramado vendo da boca do túnel a entrada dos jogadores. Isso era o certo. Na minha cabeça, eu subiria à tribuna do estádio, de onde assistiria uma boa vitória do Galo, daquelas de renovar esperanças.
Não foi bem assim. Já na chegada, a primeira decepção. O pessoal do Marketing do Galo simplesmente se esqueceu da minha premiação e agora terei que ir buscar meu kit na sede outro dia. O restante foi bacana. Fomos ao gramado, demos uma volta, assistimos a entrada dos jogadores e subimos para as cabines, de onde vimos o jogo com visão privilegiada. Mas o jogo não foi privilégio algum. Time desorganizado, falhas técnicas e táticas horríveis. Final de partida: 1 a 1. Gosto amargo de um jogo que mostrou mais uma vez a falta de espírto vencedor e lutador dessa equipe. Tá feia a coisa, Galo. Tá triste. Tem que melhorar...
Até a próxima!

quarta-feira, 20 de agosto de 2008

Notinha Extra - Como mandar sua chefe tomar no meio do olho do cu... Respeitosamente!

Hoje recebi um pedido estranho via MSN, mas como não se nega favor a amigo, resolvi postar aqui a resposta. O pedido, em tom de súplica, era: "Como eu mando minha diretora tomar no meio do olho do cu de uma maneira educada?" 5 minutos de reflexão e a seguinte resposta (que pode ser usada nas mais diversas situações) surgiu:

Prezada diretora,

Por meio desta, expresso meu profundo desejo de que um objeto pontiagudo de natureza aleatória seja introduzido e friccionado de maneira intensa na região central de seu oríficio rugoso situado na porção inferior do duodeno causando extremo desconforto e dor inimaginável.

Aguardo retorno acerca do objetivo desta missiva e me despeço respeitosamente,
Fulano de Tal

Completem, sugiram novas formas ou simplesmente usem a dica...
Até a próxima!

segunda-feira, 11 de agosto de 2008

Quatro vezes vergonha!

Quatro foram os gols que levamos do Grêmio em pleno Mineirão, em dia que era para ser de festa da Massa, que enfim voltava para sua casa. Quatro foram as goleadas que levamos neste Campeonato Brasileiro. Só no Campeonato, porque no ano todo já foram cinco. São Paulo, Botafogo, Vasco e Grêmio já passearam sobre o Galo no ano do nosso Centenário. E o Galo? Nada... Nenhuma reação enérgica por parte da comissão técnica ou diretoria. Nenhuma lágrima envergonhada derramada pelos jogadores. Nenhuma mudança significativa no horizonte. Isso tudo entristece. Isso tudo nos deixa cabisbaixos. Isso tudo enerva.
Chega, Galo!! Chega de ser saco de pancada! Chega de ser motivo de chacota! Chega de ser desrespeitado em qualquer lugar que pise! Chega de abaixar a crista, Galo!
Chega, Marcelo Oliveira! Chega de passar a mão na cabeça de jogadores incompetentes e descompromissados. Chega de tentar disfarçar a verdade dizendo que não era para tanto, que o placar não mostrou o que foi o jogo!
Chega, Ziza!! Chega de anunciar Figueroas, Gersons Magrões, Ricardinhos e Gallardos quando nossa realidade é feita de Márcios Araújos, Serginhos e Césares Prates da vida. Chega de falar e não fazer, Ziza!
Chega!!! Chega de mediocridade! Chega de apatia!
O desabafo nessa hora é necessário. Acreditar em melhoras fica difícil quando a realidade se mostra tão real. Mas não deixo de torcer. Manter acesa aquela pontinha de esperança que algo vai mudar e o Galo vai nos orgulhar de novo.
Até a próxima!

quinta-feira, 7 de agosto de 2008

Notinha Olímpica

Antes mesmo da abertura oficial dos Jogos de Pequim, os brasileiros e brasileiras do futebol fizeram suas estréias nos respectivos torneios. Apesar dos rapazes terem vencido e das moças terem empatado, considero melhor o resultado da Seleção Feminina. Afinal, empataram contra a Alemanha, uma das equipes mais fortes do futebol feminino. Já os meninos do Dunga venceram por magro 1 a 0, com gol de Hernanes no segundo tempo, a fraca Seleção Belga. Foi só a primeira rodada e tem muita coisa pra rolar ainda. Vamos ver o que acontece.
Até a próxima!

O Galo é o time da virada!!

Mas podia não levar gol antes dos cinco minutos de jogo de vez em quando, né? Ontem aconteceu de novo... Com dois minutos e meio, a defesa inteira entrou em parafuso e levamos um gol. E piorou a situação quando o Vinícius deu um salto estranhíssimo pra fazer, contra, o segundo gol do Santos. Filmes dos últimos dois jogos fora de casa passaram na minha cabeça e na de todos os atleticanos. Mas, pelo menos, não deu tempo de assistir o filme todo. Um minuto depois o Jael mostrou que pode ter sido uma boa aposta da diretoria entre tantos erros cometidos nos últimos anos. Mostrou faro de artilheiro, diminuiu a vantagem do Santos e preocupou o time da Vila. Com o gol, o jogo se equilibrou e não parecia mais que seríamos goleados. No intervalo, minha sábia irmã inclusive comentou: "Dá pra ganhar esse jogo, não dá?". Dava. Claro que dava. A estatística não era favorável já que a última vez que havíamos batido o Santos em Santos havia sido há 60 anos, em 1948. Mas era a hora de quebrar o tabu. E o Pet sabia disso. Por isso achou aqeuele buraco entre os zagueiros do Peixe e tocou a bola macia pro (horroroso) Márcio Araújo entrar livre, bater no alto e empatar o jogo. Os santistas pareciam entregues no jogo, e o Galo tinha sérias dificuldades para aproveitar. Mas o Raphael Aguiar, que ainda precisa mostrar mais futebol, estava ligado quando o zagueiro pesadão Domingos se embolou com a bola. Roubou a pelota na entrada da área e bateu forte, no cantinho. Virada!! Festa, comemoração, gritos na janela de casa. Foi a primeira vitória fora de casa nesse Brasileirão. Foi a terceira vitória (de 6)conquistada com uma virada(3 a 2 no Coritiba e 2 a 1 no Sport foram as outras). Dizem que de virada é mais gostoso. Eu digo que de virada é mais sofrido. O Galo é o time da virada. Mas podia ganhar com mais tranquilidade de vez em quando, para o bem dos nossos corações alvinegros!
Até a próxima!

quarta-feira, 30 de julho de 2008

Tops tens!


Listas Top Ten costumam ser interessantes por alguns motivos. O principal deles é a polêmica, já que é praticamente impossível duas pessoas classificarem de forma idêntica os dez melhores (ou piores) qualquer coisa... Mas em uma conversa com o Tameirão, apareceu a sugestão de que eu lançasse aqui dois Top tens: Bandas de Rock Nacionais e Internacionais. A idéia de fazer uma lista dessas não me é muito agradável pois sei que certamente cometerei alguma injustiça. O outro aspecto de uma lista é que tem que haver algum critério um pouco menos subjetivo do que "minhas favoritas". Resolvi adotar então o seguinte parâmetro: As bandas que mais marcaram minha vida. Ou a sua, quando você for fazer sua lista... Você pode até nem gostar tanto mais da banda, mas se em algum momento, com alguma música específica, essa banda marcou sua vida, coloque-a em seu Top Ten e vamos ver o que coincide com o que! Sintam-se à vontade para justificar ou não suas escolhas.

Vamos então às minhas listas:

Top Ten - Bandas Internacionais de Rock que mais marcaram minha vida:

1 - The Rolling Stones (Meu momento Rock 'n Roll mais sublime foi sem dúvida o show deles em Copacabana)
2 - Aerosmith (Além do showzasso do Morumbi, fez parte da minha adolescência)
3 - Nirvana (Me trouxe de vez pro mundo do Rock e marcou meus primeiros anos de violeiro)
4 - The Beatles (Demorou um pouco para entrar na minha vida musical, mas agora me surpreende e me encanta a cada dia)
5 - Pearl Jam (Show inesquecível no Pacaembu)
6 - Bob Marley (Aprendi e ainda aprendo a levar a vida mais tranquila quando ouço o Bob dizendo: "Take it easy...")
7 - Roxette (A adolescência é uma fase estranha, porém marcante...)
8 - Green Day (Primeiro grande show internacional da minha vida)
9 - Alanis Morisette (Presença marcante e constante no repertório da inigualável banda Trotamundos)
10 - Guns and Roses (Era o que o mundo do rock tinha de melhor no final dos anos 80 e começo dos 90, época que o Rock começou a entrar na minha vida.)

Top Ten - Bandas Nacionais de Rock que mais marcaram minha vida:
1 - Legião Urbana (Foi, sem dúvida, meu primeiro contato com o Rock nacional)
2 - Paralamas do Sucesso (Talvez uma das bandas que eu mais tenha visto ao vivo. Me marcou demais o acidente do Herbert Viana e seu retorno ao mundo artístico.)
3 - Titãs (Outra figurinha repetida na minha coleção de ingressos.)
4 - Mamonas Assassinas (Meio clichê, mas fazer o que? Vai falar que não marcou sua vida?)
5 - Raul Seixas (É marcante pra qualquer um que já tocou violão e teve que ouvir: "Toca Raul!!!")
6 - Engenheiros do Hawaii (Pop & love songs. Marcante. Homenagem ao Dandan!!)
7 - Los Hermanos (Marcou, na minha opinião, a redenção do rock nacional nessa década... Entre Pittys, NX zeros e etc, os caras se destacaram com letras e melodias espetaculares.)
8 - Tianastácia (Rock mineiro de altíssima qualidade. Fez o Brasil ver que nem só de queijo e J. Quest vivem os belorizontinos)
9 - Capital Inicial (Teve papel crucial em algumas dezenas de rodinhas de violão que participei.)
10 - Cássia Eller (Voz potente, atitude Rock 'n Roll e morte precoce quando estava no auge. Me marcou ter assistido um de seus últimos shows, no Mineirão, em setembro de 2001.)

quarta-feira, 23 de julho de 2008

Pele, ossos e muita alma


Essa semana tem sido extremamente produtiva e fértil em termos musicais. Muito disso é devido à descoberta de uma fonte quase inesgotável de links para downloads de CD's completos na internet. Entre outros, baixei a discografia completa do Foo Fighters. Minha relação com a banda começou quando Dave Grohl resolveu sacudir a poeira deixada pela morte trágica de Kurt Cobain seguida do inevitável fim do Nirvana e lançou no mercado sua nova banda. Não me esqueço do anúncio de lançamento do primeiro CD da banda (que se chama "Foo Fighters") que vi em uma revista Placar em 1995. O texto era: "O primeiro CD de uma banda que você conhece há muito tempo". Isso porque, além de Dave Grohl, o guitarrista Pat Smear, que fez parte dos últimos anos do Nirvana, era integrante da primeira formação do Foo Fighters. Disco lançado, músicas ouvidas e aprovadas, mas ainda estava ressabiado, não sabendo bem se o ex-baterista, e agora guitarrista e vocalista, estava apenas se aproveitando da fama alcançada com o Nirvana ou levava mesmo a sério seu novo projeto musical. A pulga atrás da orelha incomodou mais dois anos. Em 1997 foi lançado o segundo álbum da banda, "The Colour and The Shape" e veio a certeza de que aquela era realmente uma nova banda de rock, com muita qualidade e pegada. O disco é bom da primeira à última faixa e fez com que a banda entrasse de vez no meu rol de "Se tiver um show no Brasil, eu vou com certeza." Apesar disso, passei a ser um admirador passivo. Dos lançamentos seguintes escutei apenas os hits e gostei, mas sem me aprofundar nos novos álbuns.

Mas agora tudo mudou. Com todos os discos no meu HD, pude ouvir cada um deles com calma. Matei a saudade do primeiro e do segundo, conheci as que não estouraram do terceiro, escutei com atenção os seguintes e encontrei uma pérola: Skin and Bones. Lançado em 2006, o CD é a gravação de um dos shows de uma turnê acústica que o Foo Fighters fez naquele mesmo ano. Divulgando o disco "In Your Honor", que é metade plugado e metade desplugado e misturando versões acústicas de músicas dos CD's anteriores, o álbum revela que, além de pele e ossos, o Foo Fighters é feito de muita alma! A banda, que tem quatro integrantes, ganhou o reforço de um tecladista, uma violinista, um percussionista e a volta (apenas para a turnê) de Pat Smear no violão. Os arranjos são ricos e as melodias ganharam muito com isso. A voz de Dave Grohl, normalmente berrada e rasgada, bem ao estilo rock 'n roll, está mais suave e revela-se excelente. Tudo isso me levou a comprar o DVD do show que foi assistido integralmente assim que cheguei em casa. Além das músicas, o DVD mostra uma banda descontraída e em perfeita sintonia com o público. Dave Grohl conversa e conta histórias sobre sua origem e das canções. Recomendo demais tanto o CD quanto o DVD. Registram uma banda madura e capaz de fazer rock com cara de balada ou balada com cara de rock. Foo Fighters, Skin and Bones. Nota 10!

Até a próxima!

Notinha-resposta

Por recomendação do meu anônimo amigo Cristiano Furtini em comentário no tópico anterior, escutei essa semana o "First Impressions of Earth", terceiro e mais recente CD dos Strokes. Como dito no comentário, o som é mais maduro e mais encorpado sem deixar de apresentar, no entanto, a simplicidade melódica que é marca registrada do Rock 'n Roll. Escutei também o segundo álbum da banda, "Room on Fire", que está mais próximo musicalmente do primeiro. Ambos são muito bons e dignos de recomendação. Escutem e divirtam-se!

Até a próxima!

sexta-feira, 18 de julho de 2008

Despertador


A capa ao lado foi censurada nos Estados Unidos. O sucesso do disco não. "Is This It" foi o álbum de estréia dos Strokes e catapultou a banda nova-iorquina ao primeiro time de estrelas do Rock. O som que mistura melodias estilo anos 60 com uma certa "sujeira" do punk dos anos 70 balançou a indústria fonográfica do começo dessa década. Balançou também a cabeça de milhares de fãs sedentos por um rock sem muitos rodeios. Um rock que fez parecer novidade a combinação bateria-baixo-guitarra. "Is This It" merece ser ouvido do começo ao fim, pois a sequência das músicas parece te levar por uma história com começo, meio e fim. Melodias vibrantes se alternam com quase baladas e o resultado final é satisfação completa por ouvir o bom e velho rock 'n roll. A faixa-título, que abre o CD e me acordou essa semana, parece um pouco preguiçosa, mas já apresenta os riffs característicos e a cadência bem marcada pela bateria e pelo baixo. Deixa um gosto de quero mais, uma vontade de ouvir esse mesmo som o dia todo. Ah, a capa que foi liberada nos EUA (muito mais sem-graça) é essa aqui do lado.

Semana que vem eu volto com mais Despertador!

segunda-feira, 14 de julho de 2008

Fora do Galo, Gallo!!

Mais de um mês depois da última postagem, estou aqui de volta. Chateado, injuriado, cansado. De lá pra cá já se foram 20 dias usando uma tipóia no braço esquerdo e mais duas semanas e meia de fisioterapia. O ombro vai se recuperando bem, mas paciência com o GaLLo acabou.
Chega! Estes últimos três jogos foram um fiasco absoluto! E não adianta o discurso de que o time teve uma boa postura contra Palmeiras e Flamengo, que são grandes equipes e blábláblá... Foram 3 jogos seguidos no Mineirão, 9 pontos disputados e só 2 conquistados. Sequência ridícula, independente dos adversários. Mas parece que o GaLLo não acha. Pra ele parece ser normal perder para as meninas azuis. Está tudo errado. O time não tem padrão de jogo, não dá continuidade às jogadas, não tem resistência física, os jogadores estão sempre um tempo atrás da jogada. Falta estrutura tática, técnica e física. Chega de GaLLo!
Do Galo, não me cansarei nunca. Vou continuar torcendo, sofrendo, berrando nos gols feitos e me indignando nos sofridos. Sei que não sou o único e a diretoria e os jogadores deveriam saber disso também. Deveriam saber que além das politicagens e das boleirices existe uma nação apaixonada que está cansada de apanhar. Cansada de ser motivo de gozação regional e nacional. Há tempo para reação. Há tempo para alcançarmos uma colocação mais digna nesse campeonato. Mas, se nada mudar, o fantasma segundino voltará a nos assombrar com força. Sai pra lá, assombração!! Reage, Galo!
Saudações e sexta-feira tô de volta com o Despertador!

terça-feira, 3 de junho de 2008

26 anos, uma tipóia e 3 pontos.

Final de semana movimentado esse. No sábado à noite tive o prazer de comemorar meus 26 anos com amigos, família, Gabi... Foi ótimo. Noite animada no bar, cervejinha gelada, bons petiscos e conversas agradabilíssimas.

Eis que chega o domingo de manhã e, como sempre, acordo às 9:00 para me preparar para a peladinha dominical. E a coisa foi trascorrendo normalmente, até que acontece o lance mais marcante do futebol daquela manhã. Dominei a bola pela meia esquerda e logo o primeiro marcador se aproximou de mim. Com um toque rápido, deslizei a bola entre suas pernas e parti para cima do próximo zagueiro. Toquei a bola de um lado e corri do outro, completando a famosa "gaúcha" ou o drible "da vaca" com um toque que fez a bola subir. Estava a poucos metros da área.

Preparei o movimento. Estava de costas para o gol. O pé esquerdo sobe primeiro, dando o impulso necessário para o direito subir acertando em cheio a bola. A queda foi em câmera lenta. Ao mesmo tempo que via a bola entrar no ângulo, sentia meu ombro se retorcendo, já que aterrissava de mal jeito após aquela magnífica bicicleta. O grito de gol se misturou ao grito de dor. Eu mal conseguia ficar de pé por causa da dor e, ao chegar ao hospital, constatou-se a luxação no ombro esquerdo. Resultado: 20 dias com o braço imobilizado em uma tipóia. Quem duvidar da história, que conte uma melhor!


Os três pontos não foram uma sutura ou algo do tipo. Foram os 3 pontos conquistados pelo Galo na primeira vitória no Brasileirão deste ano após 3 empates. Se ainda tem muita coisa pra melhorar, já melhoramos em algumas. O time parece estar com mais vontade, mais bem distribuído em campo e com mais fôlego. Algumas jogadas de toques rápidos e boas finalizaçõs apareceram. Destaques positivos para o Pet, que jogou muito bem, para o estreante Welton Felipe, que mostrou tranquilidade e qualidade e para o ídolo Marques, que criou boas chances, mandou duas bolas na trave e fez o gol que garantiu nossa vitória por 2 a 0. Olê Marques!!

O próximo adversário é o São Paulo, no Morumbi. Jogo complicado. Segunda eu comento o resultado.

Até a próxima!!

sexta-feira, 23 de maio de 2008

Despertador


Essa semana acordei ao som de Rock Clássico. Nascida na Califórnia, no final dos anos 60, Creedence Clearwater Revival é responsável por hits que todo mundo conhece. O maior deles é "Have You Ever Seen The Rain?". Aquele que nunca cantou o refrão em um baile de formatura que atire a primeira pedra. O CD que me despertou essa semana é uma coletânea sem grandes surpresas. Os principais sucessos da banda estão lá acompanhados de algumas músicas menos conhecidas, mas igualmente boas. A sonoridade folk temperada com guitarras distorcidas e voz rasgada é a grande marca da banda. "Down on the Corner" (primeira música do CD, responsável por me acordar) é um exemplo da influência country no som da banda. Por outro lado, "Fortunate Son" mostra toda a pegada Rock 'n Roll dos californianos. Creedence é garantia de boa música, seja nas baladas, nos Rocks ou nas levadas folk. Escutem e divirtam-se.
Semana que vem tem mais despertador (quem terá a honra de me acordar na semana do meu aniversário???)!

terça-feira, 20 de maio de 2008

Se o Galo não ganha, eu ganho do Galo!!

Era uma vez uma promoção da internet que fazia a seguinte pergunta:
O que você faria para fazer parte da delegação do Galo?

Assim como outras 2.200 pessoas, eu resolvi responder. E o fiz da seguinte forma:

"Uma prece, uma canção ou uma promessa de coração. Uma jura de amor, uma greve ou desesperado clamor. Uma vigília, um sacrifício, por mais que pareça difícil. O que eu faço não importa, nem mesmo o que eu falo. O que fica sempre é a paixão pelo nosso Galo."

E não é que gostaram?!?! Não vou viajar com a delegação do Galo, pois fui o 4º colocado e apenas os 3 primeiros ganharam a viagem. Mas ganhei um kit contendo camisa, camisa de treino, short, meião, bandeira, toalha...

Quem quiser conferir meu nome no site do Galo e as outras respostas, é só clicar aqui abaixo:
http://www.atletico.com.br/interna_noticias.php?page=noticia&id=10159

Tomara que isso signifique uma mudança de ventos e mais alegrias relativas ao Galo venham pra todos os atleticanos!
Até a próxima!!

segunda-feira, 12 de maio de 2008

FORA GENINHO!!!

Após quase 15 dias de ausência por aqui, estou de volta para protestar. Depois da vergonhosa perda do título mineiro, da classificação sofrida contra o Náutico e do jogo apenas regular contra o Botafogo pelas quartas da Copa do Brasil, minha paciência se esgotou ontem, após o terrível jogo do Galo contra o Fluminense. Aliás, contra um misto de reservas e juniores do Fluminense. A atuação do Galo ontem foi das piores que vi nos últimos tempos e olha que nos últimos tempos tenho visto atuações muito ruins com frequência. Uma mistura de apatia, desorganização tática e falta de qualidade técnica resultou em um 0 a 0 frustrante e revoltante. O protesto contra o técnico não é sem fundamento. Afinal de contas, esse time de hoje não é muito diferente daquele que passou as últimas 10 rodadas do Brasileirão 2007 invicto, com 7 vitórias e 3 empates. Os jogadores são praticamente os mesmos. Mas agora jogam sem motivação, sem esquema tático. Portanto, fica fácil ver aonde está o problema. No banco de reservas. Geninho é um técnico ruim. É um técnico que não consegue dar padrão ao time, não consegue posicionar os jogadores de forma inteligente e, o pior de tudo, não consegue motivar a equipe a jogar com coração, com alma. O Galo é hoje um time sem alma. Logo o Galo, famoso pela raça, pela entrega em campo, pelo peso de sua camisa e de sua torcida. A torcida não abandona. Em pleno Dia das Mães, 10.000 pessoas estiveram lá com a intenção de apoiar e ver o time arrancar com vitória no Brasileirão. Mas não deu pra apoiar até o final. As vaias apareceram e as cobranças também. Queremos jogador. Mas, principalmente, queremos treinador! Fora Geninho!!
Pronto, falei!
Até a próxima!

segunda-feira, 28 de abril de 2008

domingo, 27 de abril de 2008

O dia que eu (quase) vi os Beatles.


O ingresso aqui ao lado foi o capacitor de fluxo que fez o Delorean disfarçado de Ford Focus viajar no tempo no último sábado, dia 26 de abril. A bordo, 4 aventureiros sem uma data certa como destino. O passeio era por uma época, uma era que mudou a história da música mundial. Passeamos pelo fervilhante período entre 1962 e 1970. Fomos a Liverpool, Londres e tantos outros locais. Fomos (quase) ver os Beatles.
Antes do show, não tínhamos a dimensão do que estávamos prestes a presenciar. Não sabíamos que estaríamos tão próximos dos 4 gênios ingleses que revolucionaram o mundo com seus versos e suas melodias. Até que soou o primeiro acorde. Como em um convite para que nos entregássemos àquele momento, John, Paul, George e Ringo nos pediam para que não os desapontássemos. "Don't Let me Down", diziam eles... E assim começavam duas horas de magia. Nos pediram para irmos junto com eles - "Come Together, right now". E fomos. Todos. Sem censuras. Cada canção era uma nova emoção. Falaram sobre o Sol, sobre ontem, sobre guitarras chorosas... Falaram sobre a garota que foi ao céu brincar com diamantes e sobre a banda do Sargento Pimenta. Falaram sobre o amor e sobre pessoas que sonham com a paz. Falaram com a alma e para a alma de todos que vevenciaram aquela viagem pelo tempo. E após zarparem em seu submarino amarelo, deixaram sorrisos e aplausos extasiados. Eu fui ao show dos argentinos The Beats. Mas não tenho dúvidas que sábado foi o dia que eu (quase) vi os Beatles.
Até a próxima!

sexta-feira, 25 de abril de 2008

O jogo nos Aflitos? Que aflição...

Não escrevi sobre o jogo contra o Náutico ontem porque ainda estava digerindo a derrota. O trocadilho infame com o nome do estádio dos pernambucanos é inevitável. No Estádio dos Aflitos, quem quase morreu de aflição fomos nós, atleticanos. Que coisa horrível foi aquele jogo! Não consigo conceber a idéia de um time com 3 volantes jogando ter tantos buracos no meio-campo. Não consigo engolir o fato de uma defesa, que há um mês era a melhor entre os times que disputarão a Série A desse ano, bater cabeça e dar tanto espaço aos adversários. A falta de equilíbrio do time do Galo neste ano me preocupa. Não consiguimos ver ainda uma sequência de bons jogos. E não conseguimos ter um time homogêneo: quando a defesa ia bem, o ataque ia mal e agora que o ataque melhorou, a defesa entrou em parafuso. Mas se a derrota foi terrível pela forma como o time jogou, não foi tão ruim pelo resultado em si. O gol do Danilinho no finalzinho nos deu a oportunidade de jogar no Mineirão por uma vitória simples. De positivo do jogo, ficou a estréia do Pet. Se não aguenta mais o ritmo durante 90 minutos, mostrou que é um craque de bola. Joga muito e pode nos ajudar demais na Copa do Brasil e no Brasileirão. Temos que melhorar e muito, mas o foco agora é outro...
Domingo tem o primeiro jogo da final... Clássico!! Meu ingresso (de Geral) tá na mão. Pra cima delas, Galo!!!
Até a próxima.

terça-feira, 22 de abril de 2008

Que venha a final!!


Passamos pelo Tupi, como era esperado. Foi sofrido, como era esperado. O herói da classificação foi um garoto de 18 anos, como não se poderia esperar.
O jogo no Mineirão, no dia 13, teve um tempero dramático já que o Galo não conseguiu o resultado que todos esperávamos. Os erros grosseiros da arbitragem poderiam ter comprometido nossa classificação, mas a vitória veio. O 2 a 2 era terrível e a torcida apoiava como nunca, epserando o gol da vitória. A voz das arquibancadas pediu o garoto Renan Oliveira e Geninho atendeu. Sorte nossa. Em um cruzamento preciso de Danilinho, o novo xodó da massa se esticou e fez o gol da vitória. Se não dava tranquilidade absoluta, esse gol, pelo menos, nos permitiria jogar por um empate em Juiz de Fora.
E era o que parecia que iria acontecer no último domingo, dia 20. Não vi o jogo, pois estava relaxando nas cachoeiras de Carrancas. Mas pelo que li e ouvi o jogo foi complicado e sofrido até o fim, já que uma derrota nossa por um gol de diferença daria a classificação para o Tupi. O empate em 0 a 0 durava até os 46 minutos quando novamente Danilinho fez ótima jogada pela direita e rolou excelente bola para a entrada da pequena área. O que veio a seguir foi um lance de habilidade, inspiração e oportunismo. Uma letra espetacular deu ao Galo o gol da vitória e da classificação. O autor? Renan Oliveira, com apenas 18 anos de idade.
Que venha então a final! Contra o time azul do outro lado da lagoa... Clássico é clássico e final é final. Tudo pode acontecer. Mas algo me diz que vamos conseguir este caneco, que será o primeiro da era centenária do Galo. Pra cima deles, Galo! Estarei no Mineirão gritando e vibrando do início ao fim.
Hoje tem Copa do Brasil contra o Náutico. Jogo duro nos Aflitos. Amanhã farei um relato da estréia do Pet no Galo. Tô botando fé!
Até a próxima!

sexta-feira, 11 de abril de 2008

Despertador


Rappa Mundi. Primeiro CD comercial (antes a banda havia lançado "O Rappa" de maneira independente) d'O Rappa e, na minha opinião, o melhor. Foi essa pérola dos anos 90 que me acordou essa semana. O álbum foi lançado em 1996 e rapidamente alcançou as paradas de sucesso com hits como "A Feira", "Hey Joe", "Pescador de Ilusões" e "Vapor Barato". Levada de reggae misturada com Rock e intervenções precisas de um DJ - que faz parte da banda - foi a receita inovadora que colocou O Rappa nos ouvidos de uma geração carente de guitarras distorcidas e cansada do pagode e axé que assolavam o cenário musical no Brasil. A banda acabou se firmando como uma das principais representantes do movimento Pop Rock que tomou conta das rádios e dos palcos na década de 90. Ao longo da carreira o som foi se modificando e as letras passaram a apresentar críticas sociais e políticas. Mesmo lançando boas músicas como "Minha Alma", "Me Deixa" e "Rodo Cotidiano", o grupo da baixada fluminense não conseguir reunir em um mesmo CD tantas canções boas quanto em Rappa Mundi. Além dos hits, valem ser destacadas "Ilê Ayê", "Uma Ajuda" e "Eu Não Sei Mentir Direito". A música que abre o disco é "A Feira" hit consagrado da banda e que me ajudou a acordar com ânimo para encarar os abacaxis nossos de cada dia!
Semana que vem tem mais despertador!

quinta-feira, 10 de abril de 2008

4 a1 pra melhorar o astral. E só!

Ontem o Galo fez o jogo de volta contra o Nacional - AM pela Copa do Brasil. Depois do terrível empate por 2 a 2 em Manaus, poderíamos até empatar por 0 a 0 ou 1 a 1. Fizemos 4 a 1. Com dois gols do Eduardo, um do Nicácio e um do promissor Renan Oliveira, foi um resultado que melhora o astral na Cidade do Galo. Mas não podemos tomar como base para a semi-final do Mineiro o jogo de ontem. O time manauara é muito fraco e se desestruturou totalmente após levar o primeiro gol, aos 11 minutos de jogo. De maneira inteligente, o Galo pressionou e fez o resultado ainda no primeiro tempo, fazendo 3 a 0 aos 32 minutos. No segundo tempo, o time apenas administrou, fazendo mais um gol, sem muitas dificuldades, e levando um gol bobo resultado de uma certa sonolência da defesa que não foi acionada durante quase todo o jogo. Agora são as oitavas de final e o adversário é o Náutico. Serão dois jogos complicados, principalmente o jogo nos Aflitos. Mas antes disso temos a primeira partida da semi-final do Mineiro, contra o Tupi, em casa. O negócio é partir pra cima e reverter a vantagem do time de Juiz de Fora. Estarei no Mineirão fazendo a minha parte!
Até a próxima!

segunda-feira, 31 de março de 2008

Despertador


Meu despertador da semana passada é um resgate do que, na minha opinião (junto com o Calango), representou a melhor fase da carreira do Skank. Lançado de forma independente em 1993, o CD inaugural, que leva o mesmo nome da banda, traz músicas divertidas com um som muito autêntico. Não é que eu não goste de fases posteriores do Skank, mas acho que esta é a que tem a maior "porcentagem de acertos", vamos dizer assim. Eles ainda lançaram (e lançam) várias músicas boas, marcantes nos álbuns que vieram depois do Calango (2º CD da banda), mas os dois primeiros CDs são bons na essência, no conjunto. Skank (o CD...) traz pérolas como In[dig]Nação, Salto no Asfalto, Baixada News e sucessos como Tanto, Homem que Sabia Demais e Let Me Try Again. Para não desmerecer as outras, cito também Macaco Prego, Cadê o Pênalti (de ninguém menos que Jorge Ben) e Réu e Rei. Todas ótimas. Viu? Não disse que o CD era bom? Não consegui destacar poucas músicas. Citei todas do álbum... Faltou apenas Gentil Loucura, que abre o disco e me acordou durante a semana. Ritmo dançante e a mensagem positiva de que todos nós deveríamos, de vez em quando, "passear nossa loucura, gentilmente, por aí".
Sexta-feira tem mais Despertador!

Meia dúzia tá bom...

Esse fim de semana teve passeio do Galo. Para fechar as comemorações da semana do centenário (só da semana, porque as comemorações do ano do centenário ainda demoram pra acabar...) fomos presentear os irmãos alvinegros que vivem no aprazível sul de Minas. O jogo tinha cara de jogo complicado, afinal o Rio Branco era o 4º colocado já tendo vencido inclusive as meninas azuis neste campeonato. Mas o Galo enfim jogou bola. Soube se impor e ditar o ritmo do jogo. O primeiro gol veio novamente de um zagueiro: Leandro Almeida. Marinho (até que enfim!!!), Danilinho, Eduardo, Márcio Araújo e Marcelo Nicácio completaram o baile. 6 a 0. E não venham os simpatizantes palestrinos desmerecerem a vitória. O time de Andradas só havia levado 8 gols em 9 rodadas. Fizemos logo 6. Além da diferença esmagadora de gols, tivemos motivos especiais para comemorar: a volta do matador Marinho às redes com um golaço e o fato de 4 dos 6 gols terem sido marcados por jogadores de ataque. Será que o setor ofensivo vai engrenar agora? Espero que sim. Esse time do Galo mostra algo que tem sido comum nos últimos campeonatos. O poder de reação nos momentos decisivos. Se falta qualidade (e falta mesmo!), sobra vontade. E é assim que tem que ser de agora pra frente. Jogar com coração e embalar nessa reta final do Mineiro rumo ao bicampeonato. Domingo tem a última rodada da primeira fase. Terminaremos em 2º ou 3º. O importante é fazer nosso papel e vencer (bem) o Guarani no Independência. Estarei lá para conferir!
Até a póxima!

terça-feira, 25 de março de 2008

100 anos de paixão


Me apropriei do slogan divulgado pelo Galo para entitular este texto por um motivo simples: é o resumo exato do Centenário do Galo. Alguns se vangloriam de grandes conquistas. Outros exaltam seus grandes craques. Uns e outros vivem até cheios de vaidade. Mas a paixão do atleticano é exclusiva. Não há sentimento igual no futebol brasileiro ou estrangeiro. E não é que não tenhamos conquistas ou craques antológicos. Temos sim. Mas o que sempre representou o Galo em qualquer campo do mundo foi essa paixão inexplicável e maravilhosa. A capacidade desta torcida de se emocionar ao ver a camisa listrada alvinegra supera tudo. Insatisfação com jogadores, diretorias, juízes são suplantados sem muito esforço pela vontade inevitável de soltar o grito mais ouvido nas Minas Gerais: Galôôô!! Em uma festa, quando ouve-se um copo se quebrando, a reação é imediata: Galôôô!! Se, por um motivo qualquer, um foguete estoura nos céus, se escuta na mesma hora: Galôôô!! E, se em situações triviais, o grito de Galo é logo disparado, fica fácil imaginar o que é o Mineirão em dia de jogo do Galo. E vem sendo assim desde sempre. Embalados por nomes como Mário de Castro, Guará, Ubaldo, Kafunga, Dadá, Cerezo, Reinaldo, Éder, Luizinho, Marques e tantos outros, milhões de torcedores nutrem diariamente essa paixão e fazem do nosso Galo uma força da natureza que não vai acabar nunca. E pensando nestes nomes e em tantas conquistas que acompanham estas cores há 100 anos fica fácil perceber que não só o Galo faz parte da minha vida, como eu faço parte da vida do Galo. E tenho orgulho disso. Tenho orgulho de ser um fiel portador do vírus alvinegro que se disseminou pelo mundo todo. Tenho orgulho de vestir o manto alvinegro e gritar, do fundo da alma: Gaaaaalôôôôôô!!!!!!!!!!

Parabéns, Galo! E muito obrigado!

quinta-feira, 20 de março de 2008

Despertador


Essa semana acordei ao som de Hard Rock. Pensei em escrever Heavy Metal, mas Deep Purple nem é tão Heavy, nem tão Metal. É um rock clássico, contagiante, divertido e, às vezes, barulhento. Dona de clássicos como "Black Night", "Higwway Star", "Speed King" e "Smoke on The Water", a banda lançou, em 1998, esta coletânea - "30: the very best of" - para comemorar seus 30 anos de carreira. "Smoke on The Water" merece destaque entre as várias faixas boas deste disco. É, sem dúvida alguma, a mais famosa música do grupo inglês e tem uma letra interessante, que conta a história da gravação do álbum no qual ela foi originalmente lançada: "Machine Head", de 1972. A gravação do álbum seria feita ao vivo, em Montreaux, na Suíça, em um conhecido festival de rock. Porém um incidente pirotécnico fez o cassino onde se realizaria o festival pegar fogo. Com muitas idéias na cabeça e equipamento de gravação já alugado, eles resolveram gravar o disco assim mesmo. Se instalaram em um velho hotel abandonado às margens de um lago congelado e embalados por álcool, drogas e muito frio gravaram sucessos como "Never Before", "When a Blind Man Cries" e, claro, "Smoke on The Water". A música que me acordou essa semana, a primeira da coletânea, é "Hush". Com uma introdução quase épica, a música segue com uma melodia deliciosa e um refrão cativante. Para quem gosta do bom e velho Rock 'n Roll, Deep Purple é uma boa pedida, seja nesta coletânea ou em álbuns memoráveis como o citado "Machine Head". Vale conferir.
Semana que vem tem mais Depertador!

segunda-feira, 17 de março de 2008

Derrota (muito) amarga...

Não há derrota doce. Mas algumas são mais amargas que outras. A de ontem foi amarga demais. Amarga como aquele suco de limão de ontem que está na geladeira destampado e faz seu rosto se retorcer só pelo cheiro. Amarga, em grande parte, porque foi merecida. Ninguém jogou absolutamente nada. Nem superaram as deficiências técnicas evidentes com uma motivação, um sangue a mais como já fizeram em outros jogos (o Clássico, por exemplo). A vontade que dá é simplificar e botar a culpa no Geninho - que ainda não deu padrão ao time nem consguiu motivar os jogadores para uma partida importante - ou no Ziza - que deixou o Geninho com um time tecnicamente fraco nas mãos. Mas não é por aí. Todos têm sua parcela de culpa. Os jogadores também, pois querer ganhar é obrigação deles e nem isso eles quiseram ontem. Os problemas do Galo são complexos demais para serem resumidos em um ou dois culpados. A derrota de ontem é um sinal de alerta berrando nos nossos ouvidos. Espero que faça o mesmo barulho nos ouvidos da Diretoria e da Comissão Técnica. Queremos títulos para abrilhantar nosso Centenário. Queremos um time que honre a camisa e as cores do Galo. Queremos e merecemos!!
Até a próxima!!

Nota:
Após vários dias de ausência e alguns assuntos que passaram batidos, estou de volta com a corda toda. Quinta-feira o Despertador está de volta. Espero comentários!

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008

1 a 0 foi goleada!

Se no jogo contra o Social o Galo chutou 43 vezes e não fez um golzinho sequer, sábado, contra o Uberaba, só precisamos de umas 3 chances pra fazer um e ganhar o jogo. Falando assim parece que foi fácil. Mas não foi. O time jogou muito mal, sem padrão nenhum de jogo e com alguns jogadores - caso do Renan ontem - perdidos em campo. Ainda assim mandamos uma bola na trave e obrigamos o goleiro do Uberaba a fazer duas boas defesas em falta cobrada pelo Renan e chute do Danilinho já no final do jogo. Além da clara falta de estrutura tática, me preocupa, nesse começo de temporada, o exceso de expulsões; já foram 4 em 5 jogos. Ontem foram duas. Marcos (em uma falta besta) e Marinho (em uma discussão besta) levaram o vermelho e desfalcam o Galo contra o Ituiutaba no próximo domingo. Rafael Miranda, salvador da pátria ontem com seu golzinho oportunista, também está fora do próximo jogo por ter levado o 3º amarelo.
A esteréia do Nicácio no ataque não convenceu. Mas acho que ele merece mais chances. Marques ontem também não rendeu, apesar de ter sido fundamental no lance do gol. Coelho voltou e, apesar dos pesares, é o melhor lateral do elenco; tem que jogar. Thiago Feltri também voltou a atuar e mostrou em pouco tempo que será novamente titular. O gringo Viana é muito fraco.
No geral, valeram demais os 3 pontos. A vitória por 1 a 0 pode ser considerada goleada pelo futebol pobre jogado. Tem que melhorar muito. E rápido. Quarta tem a estréia na Copa do Brasil. Vamos jogar contra o Palmas, de Tocantins. Tem que ganhar! De preferência com dois gols de vantagem. Mas vamos esperar...
Até a próxima!

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008

Quem não faz, leva.

Esse é um chavão clássico do meio futebolístico. E nunca fez tanto sentido ou foi tão cruel para uma torcida quanto ontem no Mineirão.
Tudo bem que faltou competência na maior parte das chances de gol perdidas pelo Galo. Mas foram mais de 40 chutes. Isso mesmo, mais de 40 chutes a gol. É muita coisa. Não dá pra culpar só os atacantes. O goleiro do Social estava inspirado e, quando a bola passou por ele, foi interceptada na risca do gol por um zagueiro e carimbou a trave em outra oportunidade. Mas quem não faz, leva. Principalmente quem tem um goleiro ruim como é o Edson. Porque ele é isso mesmo. Um goleiro ruim. Já mostrou um extenso repertório de erros. Desde bolas rebatidas para o meio da área até uma falha terrível de posicionamento como aconteceu no jogo de ontem.
O volume de jogo do Galo foi impressionante. Muitas vezes na base da vontade e da correria, mas em algumas vezes chegamos com jogadas interessantes e inteligentes, de toque de bola e movimentação. Os erros na hora de balançar as redes foram cruciais. Vamos treinar, cambada de atacantes! Vamos chutar e cabecear duzentas bolas em gol por treino!
Mais uma vez, o destaque positivo do jogo ontem foi a torcida. Em um jogo sem grandes atrativos, sob um sol de rachar e com transmissão por TV aberta, mais de 23.000 pessoas (me incluo entre elas) estiveram no Mineirão. E a torcida fez sua parte. Apoiamos e cantamos sem parar. No final os protestos vieram. Normal. Protestos contra Ziza, Geninho, Marinho, Vanderlei, Éder, etc... No "Seu Nome, Seu Bairro", teve um que botou a culpa até no Bilu!! Coitado.
Vamos ver se invertemos o chavão no próximo jogo. Fazer gols e não levar. Até a próxima!

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008

A primeira vitória é sempre bem vinda.

Já se foram 5 dias desde o jogo do Galo contra o Democrata-GV, mas o Carnaval me impediu de escrever antes. Foi bom ver o Galo voltar a vencer. Foi bom ver que, em pleno sábado de Carnaval, quase 17.000 pessoas foram ao Mineirão. Mas, acima de tudo, foi bom ver o Marques jogar bola. Estava com saudade das jogadas precisas e decisivas do ídolo da Massa.
O Galo começou indo pra cima e criando oportunidades. Logo no começo, a primeira mostra que Marques está mesmo de volta. Drible seco no zagueiro e pênalti. A expectativa era sair na frente para evitar surpresas como a de Sete Lagoas. Mas a sina de pênaltis perdidos parece não ter acabado. Marinho bateu mal e o goleiro pegou firme. O Galo não se abateu e voltou ao ataque, criando chances como a bola na trave de Nêgo e empolgando a torcida. Mas o gol não saiu e, já no fim do primeiro tempo, veio o castigo. Gol da Pantera em uma bola rebatida para a entrada da área.
No segundo tempo, o Atlético voltou com um bom volume de jogo, mas com a mesma ineficácia do primeiro tempo (e do primeiro jogo). A torcida começava a ficar apreensiva quando Geninho fez uma substituição feliz. Colocou Renan no lugar de Nêgo, empurrando Márcio Araújo para a lateral direita. No seu segundo lance, Renan empatou o jogo. Após um corta-luz magistral de Marques, dominou na entrada da área e encheu o pé. A vitória acabou sendo decidida por mais um jogador vindo do banco. Vanderlei substituiu Marinho que saiu machucado e entendeu porque Marques é famoso pela capacidade de fazer artilheiros. Em sua jogada característica pela esquerda, o Xodó da Massa colocou a bola na cabeça do centro-avante, que só desviou para o gol. Virada. Vitória. Alívio!
Falta muita coisa ainda. Falhas de marcação e saída de bola ainda deixam a defesa vulnerável. Falta consistência no meio campo para roubar bola e armar o jogo. Mas o ataque vai bem. Temos um bom volume de jogo e um jogador que pode surpreender muitos que o acham velho (viu, Sr Gilvan?): Marques, o ídolo da Massa. Sábado tem mais. Pedreira em Nova Lima contra o Villa. Vamos ver no que dá.
Até a próxima!

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2008

Notinha

Hoje é o Dia do Publicitário!! Parabéns pra mim e pra todos os colegas de profissão (ou formação, pelo menos) que passarem por aqui!!

Despertador


Falar sobre clássicos é sempre difícil. Mas vou me arriscar a falar deste, que me acordou esta semana. Sgt Pepper's Lonely Hearts Club Band. Um nome grande para um grande disco. Para muitos, o maior. Lançado em junho de 1967, Sgt Peppers foi um marco fundamental na carreira dos garotos de Liverpool. No final de 1966 eles haviam abandonado a estrada, deixando para trás os shows lotados de fãs histéricas que abafavam, com seus gritos, a música da banda. Cansados, entraram para o estúdio em dezembro do mesmo ano. O resultado foi um set de músicas com influências indianas, lisérgicas e de diversas outras fontes que se tornaram inspiração para músicos do mundo todo até hoje. Fica complicado destacar uma ou outra canção em um disco que foi feito para ser escutado do começo ao fim. De preferência sem interrupções. Se possível, sendo repetido após o final da última faixa. É assim que eu gosto de ouvir Sgt Peppers. Faço então o destaque para a música introdutória do álbum já que ele me acordou com seu riff poderoso. Homônima ao disco, Sgt Peppers é, na verdade, uma apresentação do que vem pela frente. É o começo do show. Um show que não vai acabar nunca. É só apertar play novamente.
Semana que vem não tem Despertador, pois estarei em ritmo de Carnaval e não quero falar sobre o disco da Ivete ou do Babado Novo. Na outra semana tudo volta ao normal.

terça-feira, 29 de janeiro de 2008

Série Grandes Shows - Aerosmith

Dream On

Um Show. Uma exibição. Um espetáculo. Uma demonstração de habilidades. Palavras que se confundem e se complementam. Palavras que se concretizaram nesta quinta-feira, dia 12 de abril de 2007, no estádio do Morumbi.

Tudo começou ainda em BH, em frente ao Palácio das Artes, de onde saiu a excursão rumo a São Paulo. Dentro do ônibus (dois andares, ar condicionado e tudo mais) 42 pessoas com um mesmo objetivo. Excetuando-se pequenos grupos, às vezes duplas apenas, eram 42 desconhecidos. A viagem foi tranqüila e chegamos em São Paulo pela manhã. Após o café um cochilo, pois o dia seria longo. A tarde livre foi aproveitada com um passeio ao sensacional Museu da Língua Portuguesa, na Estação da Luz. Por volta de 17:00 voltamos ao ônibus, rumo ao Morumbi. Um engarrafamento típico da megalópole paulista nos separava de nosso destino. Mas enfim chegamos. Demarcou-se o ponto de encontro da excursão e fomos para o estádio.

O movimento era intenso, o clima era de expectativa. Havia eletricidade no ar. Entramos. Lá dentro, um grande público já se aglomerava perto do palco. Fomos os poucos buscando nosso espaço. Algum tempo depois já estávamos em um bom local. Cerca de 30 metros do palco, em frente ao enorme telão que ficava à direita. Enquanto o show não começava, clássicos do Rock embalavam a multidão. Passaram-se algumas horas enquanto o palco era preparado.

Era grande a expectativa de ver no palco um dos maiores ícones da guitarra no mundo do Rock ‘n Roll. Slash é um ídolo para boa parte daquele público. A grande maioria já se empolgou em algum solo performático executado por ele em clássicos do Guns and Roses.
Quando o movimento dos roadies no palco cessou, todos acreditavam que seria o começo do show de abertura da noite. Mas o clima de São Paulo não podia ficar escondido. Ele mostrou sua principal face com um verdadeiro toró. Corre-corre no palco para cobrir instrumentos e amplificadores. Frustração entre o público. O show do Velvet Revolver atrasaria fazendo com que a grande atração da noite também entrasse mais tarde no palco. Mas a chuva passou e Slash e companhia subiram ao palco. Em um show que alternou bons e maus momentos, destaca-se o desempenho estrelar de Slash e as duas músicas do Guns (It´s so easy e Mr Brownstone) cantadas a plenos pulmões pelo público.

Agora a tensão tomava conta do ambiente. Em poucos minutos eles estariam no palco. Apagam-se as luzes do estádio. Acendem-se os telões. Neles, fotos de diversos momentos da banda se alternam em um ritmo frenético até que uma gigantesca bandeira do Brasil ilumina o público que começa a ouvir os primeiros acordes de “Love in an Elevator”. Começava o show do Aerosmith. Começavam 100 minutos de êxtase. Como não podia deixar de ser, Steven Tyler se apresenta com um figurino inusitado e com seu clássico microfone enfeitado. Joe Perry tira da guitarra tudo que ela pode dar e mais um pouco, além de dar seu show particular. O show segue com sucessos que fazem o público delirar e se emocionar. A balada “What it Takes” garantiu um dos momentos mais marcantes. A primeira estrofe e o refrão foram cantados à capela por Tyler e milhares de fãs extasiados. Foi inesquecível. Clássicos como “Dream On”, “Cryin” e “Living on The Edge” e novos sucessos como “Jaded” e “Falling in Love is Hard on The Knees” tiraram o público do chão. Para fechar, Joe Perry deu tom de apoteose ao solo final de “Draw the Line”, com direito a um salto cinematográfico sobre a bateria de Joe Kramer que, surpreso, levantou-se e usou as baquetas como palheta na guitarra de Perry. No BIS, a emblemática “Walk This Way” deu aos fãs o direito de descansar as pernas. A sensação final era de alegria generalizada. Foi um show que agradou aos diversos tipos de fãs. A performance está registrada para sempre na memória. Um sonho se realizou. Qual será o próximo? Dream on...

segunda-feira, 28 de janeiro de 2008

Um programa de índio em 7 atos.

Prefácio
Esta história foi dividida em 7 atos por este se tratar de um número místico, com significados diversos para culturas diversas. Para alguns dá sorte. Mas pode não ser bem assim.

1º ato - O despertar
Não é que eu seja de acordar muito tarde. Mas acordar às 7 da manhã em um domingo chuvoso não é nada fácil. Quando ouvi o começo de Garden Grove (leiam o post abaixo) não pude acreditar que já era hora de me levantar. Mas o motivo era nobre. Viajar até 7 Lagoas para ver a etsréia do Galo no ano do Centenário. Tomei um banho, vesti o Manto Sagrado alvinegro e fui tomar café. Muito café.

2º ato - Os encontros
O primeiro encontro foi lá em casa mesmo. Às 7:47 chegava o Gildásio, também trajando alvinegro e pronto para partir em nossa expedição. O terceiro aventureiro custou a se encontrar naquela manhã e, quando o fez, me mandou uma mensagem com 7 palavras: "Bebi demais ontem. Me busca na Bebel". Me encaminhei para o São Bento e às 8:17 o Manel já estava deitado no banco de trás do carro, continuando o sono interrompido.

3º ato - A estrada
Foi o mais tranquilo dos atos daquela manhã de domingo. 70 km de estrada boa, duplicada e com pouco movimento. O único problema era a chuva fina que não dava sossego. Sem pressa, com cuidado e atenção nos aproximamos do nosso destino em não mais que 70 minutos. Víamos o "estádio" logo à frente e o local de estacionamento pareceu perfeito.

4º ato - A caminhada
Ledo engano. A avenida que circunda a "arena" engana no cáclulo da distância. Uma subida em curva, de uns 700 metros era o que nos separava do objetivo. Caminhamos. Passos lentos, pois ainda faltavam cerca de 27 minutos para o começo da partida. Outros intrépidos torcedores vindouros de diversas cidades também caminhavam. A subida acaba, estamos muito próximos. Só há um "estacionamento" a atravessar. Mas não há asfalto ou cimento.

5º ato - A lama
Só há lama. Muita lama. Em alguns pontos, lama que cobria todo o tênis. Lama escorregadia e traiçoeira. Lama que me fazia imaginar como aquele "estádio" foi considerado o melhor dos estádios do interior de MG. Se for verdade, não quero ver os outros.

6º ato - A muvuca
Chamem de despreparo. Chamem de desrespeito ao torcedor. Chamem de paixão exagerada o fato de milhares de torcedores saírem de suas cidades para ver o primeiro jogo da temporada, às 10:00 da manhã, embaixo de chuva. Tudo isso ajuda a explicar o que aconteceu ali, na entrada do "estádio". Mas o que aconteceu mesmo ali foi uma irresponsabilidade sem tamanho. Venda de ingressos além da capacidade foi só um dos fatores que levou àquela aglomeração. Empurra-empurra, gente passando mal e o desenho claro de um desastre. Pela primeira vez na minha vida fiquei feliz por saber que o Galo acertou a trave e não o gol. Pois se o gol do Marques tivesse saído no primeiro tempo, sabe-se lá o que aconteceria do lado de fora. Poderia ser uma catástrofe. Passei por tudo. Entrei com 30 minutos do primeiro tempo. Me perdi do meu tio e do Manel. Achei um lugar para ver o jogo.

7º ato - A derrota
Consegui ver o final do primeiro tempo sem grandes sobressaltos. O Galo já havia feito uma substituição por contusão e o grande ídolo da torcida para o Centenário, Marques, estava em campo. O intervalo me proporcionou uma visão boa do campo. Conversei também com o Manel e o Gildásio e combinamos de nos encontrarmos no carro ao fim do jogo. Começa a segunda etapa. Jogo feio. Muitas faltas. O Galo, claramente sem ritmo de jogo, consgue criar uma ou outra chance contra a retranca do Democrata. Passa o tempo e o gol não sai. O do Galo não. Porque quase aos 37, o Democrata faz seu gol. Decepção. O time alvinegro não mostra forças para reagir. Acaba o jogo. Derrota. Voltamos pra casa abatidos e sujos. Mais sujos que abatidos, é verdade. Às 13:47, eu estava em casa. Exausto. Almocei e dormi o resto do dia. Hoje chega minha carteirinha da FUNAI. Adivinhem qual é o número de matrícula...

Despertador


Para alguns a capa ao lado vai ser auto-explicativa. Para outros não. Semana passada fui acordado por este que é um dos meus discos preferidos. Sublime, da banda homônima, foi lançado em 1996 e representou o trabalho mais conhecido e elaborado do trio californiano. O principal tempero do álbum é a mistura de reggae, ska, hard core e outros ritmos que aparecem nos muitos samplers espalhados pelas faixas. A história da banda foi interrompida exatamente do ano do lançamento desse disco, que foi seu maior sucesso. Em maio de 1996, Bradley Nowell, vocalista e guitarrista da banda, foi encontrado morto por uma overdose de heroína. O fim trágico contrastou com o sucesso de "What I Got", "Wrong Way" e, principalmente, "Santeria", que é tocada até hoje de rodinhas de violão a grandes rádios FM. A primeira música do disco, meu despertador da semana, é "Garden Grove"; um reggae preguiçoso que apresenta o "quarto membro" da banda, Lou-dog, o dálmata de Bradley que participa com latidos nessa e em outras músicas. Para quem quiser conhecer mais, aqui está o site da banda com letras, fotos, etc: http://sublimespot.com/sublime .
Sexta-feira tem mais Despertador!

quinta-feira, 24 de janeiro de 2008

Bora pra Sete Lagoas ver o Galo??

Eu vou. Garantidos estamos eu, Manel e Gildásio. Vamos ver a estréia do Galo no ano do Centenário. Não dá pra esperar um belo futebol não, mas torcer é nossa obrigação. Segunda-feira eu conto aqui como foi a expedição.
Até!

terça-feira, 22 de janeiro de 2008

Série Grandes Shows - Pearl Jam

I'm still alive
Sexta-feira, 02/12/05, por volta das 19:00 - São Paulo, em frente ao portão principal do Estádio do Pacaembu.
Como não podia deixar de ser, era um dia chuvoso em São Paulo. Era um dia no qual o apelido Terra da Garoa se justificava perfeitamente. Não caía uma chuva forte, dessas de transbordar Tietê, mas era como se houvesse milhões de gotículas paradas no ar que se chocavam com a gente quando batia um vento.
Na enorme praça que fica em frente ao estádio havia uma concentração considerável de pessoas. Muita gente vestindo camisas de bandas, muita gente vendendo camisas de bandas. Mas o principal comércio do dia era o de capas-de-chuva. Podíamos ouvir, lá dentro, o show de abertura com a banda Mudhoney. Após uma breve concentração do lado de fora para a turma que iria ao show acabar de se juntar, nos encaminhamos para o estádio. Que, aliás, é um belo estádio. Com uma arquitetura clássica e uma entrada imponente.
Lá dentro não estava tão cheio quanto eu havia imaginado. Mas também não estava vazio. No ponto onde paramos, ficou claro que acompanharíamos mesmo o show pelos telões. A atmosfera era boa. Apesar da chuva, não fazia muito frio. O que dava para sentir mesmo era a expectativa aumentando entre a platéia já presente. E com esta mistura de expectativa e empolgação pelo momento, uma parte da arquibancada começou a se mobilizar para iniciar a famosa "Ôla". E após algumas tentativas frustradas, enfim a idéia deu certo. De onde estávamos, na pista, a única maneira de participar da festa era com as palmas. E todos participaram, marcando com as palmas o ritmo da Ôla! E, justamente, neste momento de euforia no estádio soam os primeiros acordes tão agurdados por todos ali. Começava o show do Pearl Jam! Com três "porradas" não tão famosas, mas com muita pegada, a platéia entrou completamente no clima do show, deixando de lado as capas-de-chuva. Aos poucos foram aparecendo os grandes hits. O primeiro deles foi Even Flow. O riff inconfundível da introdução foi suficiente para fazer todo o estádio pular. O refrão foi cantado em uníssono. E o mesmo se repetiu nas clásicas Alive e Jeremy esta última sendo tocada já no apagar das luzes. Intercalado por algumas frases em português e vários goles de vinho de Eddie Vedder, o show foi empolgante do início ao fim. Explosão nas músicas mais pesadas e show de luzes de celulares e isqueiros nas baladas.
Reservo um parágrafo para falar de duas músicas em especial. Duas músicas que merecem destaque pelo espetáculo proporcionado em um show de grandes dimensões como o de sexta-feira. A primeira, que foi tocada bem no meio do show e é uma paixão mais recente é a baladinha Better Man. O show da platéia é conduzido nessa música pela própria banda, que inicia a música apenas a voz e guitarra. O resultado é impressionante. 30.000 vozes "Waiting... Watching the clock, it's 4 o`clock...". Sugiro que quem se interessar procure uma versão ao vivo desta música. É de arrepiar! A segunda é um clássico consagrado. Uma música que eu, particularmente, adoro há muito tempo. Black. O show já estava no segundo BIS e todo o estádio já podia sentir que aquele era o momento. Foi realmente inesquecível. Emocionante.
E acabado o show, as músicas ainda ecoando na cabeça, as pernas e os pés doendo um pouco, foi muito fácil ter certeza absoluta que valeu a pena. Aliás não sei se essa expressão se aplica. Valer a pena implica que algum sacrifício foi válido pela compensação final. Mas não teve sacrifício não. Foi simplesmente excelente!

sexta-feira, 18 de janeiro de 2008

Despertador


Essa semana eu fui acordado por uma banda sobre a qual sou suspeito para falar. Um pouco porque conheço a vocalista (Andréa Furtini) há aproximadamente 25 anos e um pouco porque me tornei absolutamente fã da música deles. O Alarido vem trilhando seus caminhos musicais há quase 8 anos e parte destes caminhos eu acompanhei de perto. O lançamento do primeiro CD, "Alarido", me deu a oportunidade de ouvir em casa o som que antes só podia ouvir em shows de calouradas e similares. A mistura de rock e folk com sons absolutamente nacionais, como o samba, deixa o disco cativante da primeira à última faixa. A primeira música do CD, "Memórias de um amor eterno em vida" me acordou essa semana com sua introdução de bateria inconfundível. Recomendo a todos o CD e os shows da banda. Para quem quiser saber mais, o site deles está nos links, aqui ao lado. Conheçam, escutem e se encantem!
Semana que vem tem mais Despertador.

quarta-feira, 16 de janeiro de 2008

Do baú

Bom, como eu sei que em blog parado dá mosca, resolvi postar nessas próximas duas semanas, sempre às terças-feiras, textos que escrevi após 2 dos grandes shows que fui na minha vida. Pearl Jam e Aerosmith. Certamente, boa parte dos que frequentam este blog já os leram. Mas leiam de novo, não custa nada!
Portanto, a partir do dia 22/01, terça-feira vai ser dia da série Grandes Shows.
Até a próxima.

segunda-feira, 14 de janeiro de 2008

Notinha

Decepção na Copa São Paulo. O Galinho foi eliminado ontem da principal competição nacional na categoria júnior. A derrota para o Grêmio Barueri por 1 a 0 tira o time da disputa pelo quarto título da Copinha. Fazer o que, né? Só posso desejar mais sorte pro time profissional.

sexta-feira, 11 de janeiro de 2008

Despertador


Este será um post semanal por aqui. Cada semana escolho um CD diferente pra me acordar de manhã e vou compartilhar. Fica como sugestão, para acordar, dormir ou só escutar mesmo.

O escolhido desta semana foi Youth and Young Manhood, primeiro CD do Kings of Leon. Lançado em 2003, o CD foi aclamado pela crítica e lançou a família Followill (são 3 irmãos e um primo) ao estrelato. O som resgata a influência country sobre o Rock como se ouvia nos anos 70 em Lynyrd Skynyrd e Creedence, por exemplo. Riffs empolgantes, ritmo frenético e a voz rasgada e com sotaque caipira do vocalista Caleb são ingredientes que deixam o disco delicioso. A primeira música (que me acordou esta semana) é Red Morning Light. Uma das minhas favoritas, já injeta um pouco de animação nas manhãs preguiçosas.

Semana que vem tem mais Despertador.

Notinha

Ontem o Galinho conseguiu sua primeira vitória na Copa São Paulo de Futebol Jr. E que vitória! 6 a 0 em cima do Fluminense-BA.
Pra cima deles, molecada!

quinta-feira, 10 de janeiro de 2008

Começa a temporada de futebol 2008

Ainda em meio a especulações sobre contratações e recisões, começa a temporada 2008. Os grandes times já fazem suas pré-temporadas e alguns campeonatos regionais já começaram. De cara se vê que o São Paulo parte na frente mais uma vez. Manteve quase todo o time do ano passado e ainda se reforçou no único setor vulnerável da equipe no último brasileirão: o ataque. Com o Imperador Adriano em forma e Dagoberto louco para mostrar serviço o ataque tricolor assusta.
Claro que não é nada que Marcos, Leandro Almeida e o gringo Martínez não possam anular. É sério! Podem rir de mim, mas acho que o Galo pode fazer um bom papel este ano. É torcer para o Geninho dar padrão ao time, os gringos e outros novatos se encaixarem bem e os que ficaram do ano passado mostrarem a mesma vontade de ganhar dos últimos 10 jogos do Brasileirão 2007. Afinal, é o ano do Centenário e apoio das arquibancadas não vai faltar.
Então é isso. Que venha 2008 com seus campeonatos e copas. Estarei atento aos adversários e torcendo pelo Galo.
Até a próxima!

Eeestá valendo!

Começa aqui minha nova empreitada blogística (???). Vou tentar ser disciplinado e postar alguma coisa pelo menos uma vez por semana. Os assuntos irão variar entre futebol, música e otras cositas mas. Sejam bem-vindos. Espero que gostem e comentem.
Até a próxima!!