sábado, 21 de março de 2009

E o Tardelli, hein?

Pois é... É a pergunta que mais se ouve ultimamente nas rodas de conversas entre atleticanos (e adversários também, convenhamos...). O cara chegou aqui como a grande contratação do Galo pra 2009. Antes do começo da temporada, havia uma certa dúvida. O que se ouvia nas conversas era mais ou menos: "Pô, jogar bola o cara sabe. Mas será que botou a cabeça no lugar?". Bom, a primeira parte ele já confirmou que é verdade. A segunda, ainda é cedo pra dizer. O fato é que a cena abaixo já se repetiu 15 vezes nos 12 jogos que o Tardelli fez pelo Galo nesse ano.


A média impressiona. 1,25 gols por jogo. Tudo bem que muitos vão dizer que os adversários são fracos e não se pode tomar esse começo de temporada como base para pensar no ano todo. Até concordo. Mas só contra o nosso rival azul, o Tardelli já fez, apesar das derrotas, 3 gols em 2 jogos. A média aí sobe pra 1,5 gols por jogo. Bom, se a crítica invejosa é em relação à qualidade dos times que estamos enfrentando nesse começo de ano, talvez seja válido então repensar os elogios exacerbados que estão sendo feitos aos azulinos vaidosos.
A performance do artilheiro até agora empolga. Temos o direito de nos empolgarmos. Há tempos não tínhamos no time um jogador que é referênia no ataque e preocupa os adversários, além, é claro de nos dar alegrias.
Então, Tardelli, cabeça no lugar! Treine sério, concentre-se durante as partidas e continue jogando a bola que está jogando. Você é um candidato a ídolo da Massa. E isso não é pouca coisa. Entenda essa responsabilidade e entre no hall de figuras históricas como Guará, Mário de Castro, Ubaldo, Dario, Éder, Cerezo, Marques e Reinaldo. Nomes de peso que souberam sustentar a carga dessa camisa alvinegra, que é objeto de adoração de uma nação apaixonada.
A princípio tinha pensado em fazer nesse post uma análise sobre os artilheiros dessa temporada. Parece que teremos um ano de matadores. Além do Tardelli, já se destacam Keirrison, Washington, Fred e, por que não, Ronaldo. Vou passar essa bola. O que acham? Quem vai se destacar mais? Quem vai ajudar mais suas equipes? Comentem!
Até a próxima!

Despertador


Mais uma vez me arrisco aqui a falar de um clássico. Acordei essa semana ao som de um daqueles discos que mudam o curso da história da música. Estabelecem padrões e se tornam referência. Led Zeppelin IV (que na verdade é um dos nomes dados pelo público ao disco, já que ele foi lançado sem nome pela banda) chegou às lojas em 1971, apenas dois anos depois do lançamento do primeiro álbum da banda (Led Zeppelin I). O IV é ainda considerado por muitos a obra prima do quarteto inglês formado por John Paul Jones (baixo e teclado), Jonn Bonhan (bateria e percussão), Jimmy Page (guitarra) e Robert Plant (vocais). Este CD trouxe pérolas como "Black Dog" e "Rock and Roll" e a clássica "Stairway to Heaven". As outras 5 músicas mantém o padrão e mostram a essência do Rock com guitarra, baixo e bateria fazendo, em plena harmonia, o pano de fundo perfeito para a voz inconfundível de Plant. O disco merece ser ouvido do começo ao fim, com o único problema de ser curto demais pra quem está imerso no mais puro rock 'n roll. Mas a solução para este problema é simples: basta apertar o play de novo... A primeira música do CD, "Black Dog", que me acordou durante a semana dá as boas vindas ao universo melódico do Led Zeppelin com um riff poderoso de Page e versos rasgados pela voz de Plant. No final das contas, esse disco é presença obrigatória na coleção de quem curte o bom e velho rock.
Até a próxima!

terça-feira, 17 de março de 2009

Oldies, but goodies!

Continuando com a série de velhinhas, mas gostosinhas, agora vem um texto que fala sobre o meu tornozelo. Também foi escrito em março de 2006 e relata minha história triste em relação ao tornozelo esquerdo que torce com uma frequência acima do normal...

História de um tornozelo torcido.

Torcer o tornozelo é péssimo. Acho que todo mundo algum dia já torceu. Os cuecas jogando bola ou desenvolvendo outra atividade esportiva qualquer. As garotas caminhando elegantemente com seus saltos ou seus tamancos. É péssimo. Dói muito, fica inchado, roxo e o pior é que nunca mais volta ao normal.

E a história do meu tornozelo torcido é mais ou menos assim. Há alguns anos atrás, quando eu ainda estudava no Izabela Hendrix (ok, já não são mais alguns anos... São vários anos...) tínhamos o costume de jogar vôlei no recreio. Era frenético. Jogávamos de duplas ou trios, jogos curtos para todos poderem jogar. E foi em um desses jogos que aconteceu. A história poderia ser cheia de glamour, tipo:

“Era um empate que parecia não ter fim. Mas teria. Aquele era o lance derradeiro. O outro time sacava e tínhamos a grande chance de fechar a peleja no nosso próprio ataque. Tensão. O saque é desferido sem muita força mas com muita colocação. Com um grande esforço, posiciono o corpo na trajetória da bola e preparo o passe para o levantador. A manchete é precisa e o levantador arma a jogada. Percebo que o bloqueio marca o outro jogador do nosso time. Me apresento para o arremate. A bola sobe rente à rede. Me desloco e salto em direção ao que seria a glória final daquela partida tão disputada. Quando armo a cortada, percebo que o bloqueio se desloca em minha direção. Preciso ganhar o ponto. Com um movimento inesperado, giro o corpo, tiro a força do braço e coloco a bola com sutileza no canto da quadra. O grito de alegria dos meus companheiros se confunde com meu grito de dor ao cair com todo o peso sobre o pé esquerdo que dobra causando a torção no tornozelo. Dor e alívio se misturam.”

Mas não foi nada disso. O jogo estava parado e eu era o sacador da vez. Alguém do outro time manda a bola por cima da rede, ela bate no chão e sobe a uma altura que eu não alcançaria. Dou um passo para trás para pegar a bola e é aí que acontece. Ao andar para trás, não me dei conta do pequeno degrau no final da quadra. Pisei em falso. O pé virou inteiro. Ouvi um estalo. Depois só senti a dor. Em 20 segundos meu tornozelo esquerdo já havia dobrado de tamanho. E estava roxo. E doía. Ainda no colégio coloquei um gelo e mais tarde fui tirar uma radiografia. Nada de errado nos ossos. Mas um ligamento foi afetado. Não foi rompido nem chegou perto disso, mas foi desgastado. O inchaço cedeu, o roxo sumiu e a dor desapareceu. Mas o tornozelo nunca mais foi o mesmo. Durante um bom tempo depois disso tive torções leves de tempos em tempos. Elas eram leves.

Até quarta-feira. E a história também não tem nada de glamour. Eu caminhava na descida da Rua Alfenas saindo do meu serviço rumo à natação como faço (quase) todas as segundas, quartas e sextas. Estava distraído, pensando na morte da bezerra. E foi aí que aconteceu de novo. Mais uma vez um passo displicente. Mais uma vez um passo em falso. Mais uma vez o pé se dobra. Mais uma vez ouço o estalo. Mais uma vez a dor. Mais uma vez o inchaço é imediato. Me encosto em uma mureta alguns metros a frente para avaliar a situação do tornozelo esquerdo. Quando levanto a cabeça, uma prova que o anjo-da-guarda às vezes se distrai mas logo volta à ativa. Ouço alguém chamando: “Bill!!!”. Olho para a esquina e lá está minha priminha Lira, de carro. Que alívio! Ela me deu uma carona pra casa e desde quarta-feira estou fazendo o tratamento com bolsa de gelo e anti-inflamatório. Dessa vez não fui tirar radiografia. Acho que não vai precisar. O inchaço já está diminuindo e a dor também. Essa foi a história do meu tornozelo torcido. Aliás foi mais um capítulo. E algo me faz crer que não foi o último.

Bom, o texto original, de 2006, acabava aqui... Mas vou me permitir completar essa historia.

E não foi mesmo o último capítulo. Entre outubro do ano passado e janeiro desse ano torci meu tornozelo 4 vezes seguidas, jogando bola. Todas em lances bobos... Resolvi olhar. Fui a um médico que imobilizou meu pé e me fez andar de muletas por 5 dias. Saindo das muletas, fui a um outro médico, especialista em tornozelos e pés que me disse que a culpa é dos meus pais. Sim, eles erraram na fabricação e meu pé tem uma pré-disposição para ser torcido. Além disso, o dr. pediu ressonância magnética e outras radiografias e constatou, através delas, que não haveria a necessidade, a princípio, de uma cirurgia corretiva. O tratamento indicado foi, além de ficar no estaleiro sem jogar bola até o final de maio, fazer 20 sessões de fisioterapia. Estou em pleno tratamento então. Já se form 10 sessões e hoje o fisioterapeuta me recomendou mais 20!! Então as 20 originais viraram 30. Vamos ver se ao final dessas muitas sessões, eu coloco um ponto final nessa novela de tornozelo torcido!

Até a próxima!

sexta-feira, 6 de março de 2009

Oldies, but goodies!

Voltando ao blog após mais de um mês de inatividade, resolvi criar uma nova coluna sem periodicidade pré-definida. Nela, vou publicar textos que fiz há mais tempo sobre assuntos diversos que variam do meu tornozelo torcido até a ida do primeiro brasileiro ao espaço. Não sei se vou conseguir apontar com precisão a época em que cada um dos textos foi escrito, mas vou tentar. Portanto, começo essa nova fase com uma homenagem às mulheres em comemoração ao 8 de março - Dia Internacional da Mulher. Esse texto foi escrito em março de 2006. Aí vai:

Mulheres.

Mães, amigas, irmãs, esposas, filhas, namoradas, colegas… Mulheres. O que seria do mundo sem estes seres que sabem misturar, na dose certa, força e delicadeza, mistério e curiosidade, lágrimas e sorrisos? Na verdade, acho que elas são as grandes responsáveis por estarmos hoje como estamos. Por que será que fomos à Lua?? Certamente, alguma namorada apaixonada, em uma noite enluarada, pediu com aquele charme que só elas sabem fazer: “Amor, você vai lá e busca um pedaço da Lua pra mim?? Por favor!” Alguns anos depois, Neil Armstrong dava um pequeno passo para um homem e um grande passo para a humanidade. Por que os bravos navegadores lançaram seus navios aos oceanos desconhecidos e repletos de monstros (era o que eles achavam..)? Com certeza, em um belo pôr-do-sol, sentada em uma praia do Atlântico Norte, uma jovem se volta para seu amor e diz: “Meu Bem, descobre para mim aonde o sol vai quando acaba o dia!?Por favor!!” E algum tempo depois as grandes navegações cruzavam o Atlântico até chegar ao Novo Mundo.

Os tempos mudaram e hoje elas não se conformam em pedir coisas aos namorados e maridos. Colocam mesmo as mãos na massa, seja em uma linha de produção ou atrás de um computador tomando decisões. E continuam, talvez mais do que nunca, sendo seres essencialmente belos que trazem mais leveza para o dia a dia árduo da vida moderna. Nada mais justo que um dia inteiro em sua homenagem. E é bom deixar claro que 8 de março é apenas o dia de homenagens. Os outros 364 são dias para a reverência e a gratidão. Obrigado mulheres, por fazerem do mundo um lugar melhor. Parabéns pelo Dia Internacional da Mulher!