segunda-feira, 31 de março de 2008

Despertador


Meu despertador da semana passada é um resgate do que, na minha opinião (junto com o Calango), representou a melhor fase da carreira do Skank. Lançado de forma independente em 1993, o CD inaugural, que leva o mesmo nome da banda, traz músicas divertidas com um som muito autêntico. Não é que eu não goste de fases posteriores do Skank, mas acho que esta é a que tem a maior "porcentagem de acertos", vamos dizer assim. Eles ainda lançaram (e lançam) várias músicas boas, marcantes nos álbuns que vieram depois do Calango (2º CD da banda), mas os dois primeiros CDs são bons na essência, no conjunto. Skank (o CD...) traz pérolas como In[dig]Nação, Salto no Asfalto, Baixada News e sucessos como Tanto, Homem que Sabia Demais e Let Me Try Again. Para não desmerecer as outras, cito também Macaco Prego, Cadê o Pênalti (de ninguém menos que Jorge Ben) e Réu e Rei. Todas ótimas. Viu? Não disse que o CD era bom? Não consegui destacar poucas músicas. Citei todas do álbum... Faltou apenas Gentil Loucura, que abre o disco e me acordou durante a semana. Ritmo dançante e a mensagem positiva de que todos nós deveríamos, de vez em quando, "passear nossa loucura, gentilmente, por aí".
Sexta-feira tem mais Despertador!

Meia dúzia tá bom...

Esse fim de semana teve passeio do Galo. Para fechar as comemorações da semana do centenário (só da semana, porque as comemorações do ano do centenário ainda demoram pra acabar...) fomos presentear os irmãos alvinegros que vivem no aprazível sul de Minas. O jogo tinha cara de jogo complicado, afinal o Rio Branco era o 4º colocado já tendo vencido inclusive as meninas azuis neste campeonato. Mas o Galo enfim jogou bola. Soube se impor e ditar o ritmo do jogo. O primeiro gol veio novamente de um zagueiro: Leandro Almeida. Marinho (até que enfim!!!), Danilinho, Eduardo, Márcio Araújo e Marcelo Nicácio completaram o baile. 6 a 0. E não venham os simpatizantes palestrinos desmerecerem a vitória. O time de Andradas só havia levado 8 gols em 9 rodadas. Fizemos logo 6. Além da diferença esmagadora de gols, tivemos motivos especiais para comemorar: a volta do matador Marinho às redes com um golaço e o fato de 4 dos 6 gols terem sido marcados por jogadores de ataque. Será que o setor ofensivo vai engrenar agora? Espero que sim. Esse time do Galo mostra algo que tem sido comum nos últimos campeonatos. O poder de reação nos momentos decisivos. Se falta qualidade (e falta mesmo!), sobra vontade. E é assim que tem que ser de agora pra frente. Jogar com coração e embalar nessa reta final do Mineiro rumo ao bicampeonato. Domingo tem a última rodada da primeira fase. Terminaremos em 2º ou 3º. O importante é fazer nosso papel e vencer (bem) o Guarani no Independência. Estarei lá para conferir!
Até a póxima!

terça-feira, 25 de março de 2008

100 anos de paixão


Me apropriei do slogan divulgado pelo Galo para entitular este texto por um motivo simples: é o resumo exato do Centenário do Galo. Alguns se vangloriam de grandes conquistas. Outros exaltam seus grandes craques. Uns e outros vivem até cheios de vaidade. Mas a paixão do atleticano é exclusiva. Não há sentimento igual no futebol brasileiro ou estrangeiro. E não é que não tenhamos conquistas ou craques antológicos. Temos sim. Mas o que sempre representou o Galo em qualquer campo do mundo foi essa paixão inexplicável e maravilhosa. A capacidade desta torcida de se emocionar ao ver a camisa listrada alvinegra supera tudo. Insatisfação com jogadores, diretorias, juízes são suplantados sem muito esforço pela vontade inevitável de soltar o grito mais ouvido nas Minas Gerais: Galôôô!! Em uma festa, quando ouve-se um copo se quebrando, a reação é imediata: Galôôô!! Se, por um motivo qualquer, um foguete estoura nos céus, se escuta na mesma hora: Galôôô!! E, se em situações triviais, o grito de Galo é logo disparado, fica fácil imaginar o que é o Mineirão em dia de jogo do Galo. E vem sendo assim desde sempre. Embalados por nomes como Mário de Castro, Guará, Ubaldo, Kafunga, Dadá, Cerezo, Reinaldo, Éder, Luizinho, Marques e tantos outros, milhões de torcedores nutrem diariamente essa paixão e fazem do nosso Galo uma força da natureza que não vai acabar nunca. E pensando nestes nomes e em tantas conquistas que acompanham estas cores há 100 anos fica fácil perceber que não só o Galo faz parte da minha vida, como eu faço parte da vida do Galo. E tenho orgulho disso. Tenho orgulho de ser um fiel portador do vírus alvinegro que se disseminou pelo mundo todo. Tenho orgulho de vestir o manto alvinegro e gritar, do fundo da alma: Gaaaaalôôôôôô!!!!!!!!!!

Parabéns, Galo! E muito obrigado!

quinta-feira, 20 de março de 2008

Despertador


Essa semana acordei ao som de Hard Rock. Pensei em escrever Heavy Metal, mas Deep Purple nem é tão Heavy, nem tão Metal. É um rock clássico, contagiante, divertido e, às vezes, barulhento. Dona de clássicos como "Black Night", "Higwway Star", "Speed King" e "Smoke on The Water", a banda lançou, em 1998, esta coletânea - "30: the very best of" - para comemorar seus 30 anos de carreira. "Smoke on The Water" merece destaque entre as várias faixas boas deste disco. É, sem dúvida alguma, a mais famosa música do grupo inglês e tem uma letra interessante, que conta a história da gravação do álbum no qual ela foi originalmente lançada: "Machine Head", de 1972. A gravação do álbum seria feita ao vivo, em Montreaux, na Suíça, em um conhecido festival de rock. Porém um incidente pirotécnico fez o cassino onde se realizaria o festival pegar fogo. Com muitas idéias na cabeça e equipamento de gravação já alugado, eles resolveram gravar o disco assim mesmo. Se instalaram em um velho hotel abandonado às margens de um lago congelado e embalados por álcool, drogas e muito frio gravaram sucessos como "Never Before", "When a Blind Man Cries" e, claro, "Smoke on The Water". A música que me acordou essa semana, a primeira da coletânea, é "Hush". Com uma introdução quase épica, a música segue com uma melodia deliciosa e um refrão cativante. Para quem gosta do bom e velho Rock 'n Roll, Deep Purple é uma boa pedida, seja nesta coletânea ou em álbuns memoráveis como o citado "Machine Head". Vale conferir.
Semana que vem tem mais Depertador!

segunda-feira, 17 de março de 2008

Derrota (muito) amarga...

Não há derrota doce. Mas algumas são mais amargas que outras. A de ontem foi amarga demais. Amarga como aquele suco de limão de ontem que está na geladeira destampado e faz seu rosto se retorcer só pelo cheiro. Amarga, em grande parte, porque foi merecida. Ninguém jogou absolutamente nada. Nem superaram as deficiências técnicas evidentes com uma motivação, um sangue a mais como já fizeram em outros jogos (o Clássico, por exemplo). A vontade que dá é simplificar e botar a culpa no Geninho - que ainda não deu padrão ao time nem consguiu motivar os jogadores para uma partida importante - ou no Ziza - que deixou o Geninho com um time tecnicamente fraco nas mãos. Mas não é por aí. Todos têm sua parcela de culpa. Os jogadores também, pois querer ganhar é obrigação deles e nem isso eles quiseram ontem. Os problemas do Galo são complexos demais para serem resumidos em um ou dois culpados. A derrota de ontem é um sinal de alerta berrando nos nossos ouvidos. Espero que faça o mesmo barulho nos ouvidos da Diretoria e da Comissão Técnica. Queremos títulos para abrilhantar nosso Centenário. Queremos um time que honre a camisa e as cores do Galo. Queremos e merecemos!!
Até a próxima!!

Nota:
Após vários dias de ausência e alguns assuntos que passaram batidos, estou de volta com a corda toda. Quinta-feira o Despertador está de volta. Espero comentários!