quinta-feira, 18 de novembro de 2010

SIR Paul, here we go!

Pois é... Tá chegando a hora! Próximo domingo, dia 21/11 estarei frente a frente (ok, com uns muito metros de distância) de uma lenda viva da música. Irei presenciar, ao vivo, a apresentação de um dos monstros sagrados do Rock 'n Roll. Sim. Eu verei o show do Paul McCartney em São Paulo. Um Beatle, de verdade, ali, sobre um palco, desfilando sua genialidade em notas, harmonias e melodias. E eu ali, em meio a uma multidão que certamente estará em estado de êxtase. O sentimento, por enquanto, ainda é de certa incredulidade. Ainda não consegui absorver 100% o fato de estar indo ver o show DO PAUL McCARTNEY. É muito. É sensacional. É a realização de um sonho que até muito pouco tempo atrás parecia impossível ou extremamente improvável. Mas agora, estou a 3 dias de realizá-lo. Ver ao vivo o cara que compôs grande parte das músicas que estão entre as minhas grandes favoritas. Ver ao vivo o artista que, junto John, George e Ringo, revolucionou o mundo da música. Ver ao vivo um ícone absoluto da música. É muito! A expectativa é grande. Vamo que vamo!

Prometo outro post na semana que vem para tentar relatar as impressões e emoções do show.
Até!!

Ao som de "Drive My Car - Paul McCartney - Good Evening, New York City"

sexta-feira, 18 de junho de 2010

Na Copa da África, a zebra está em casa


Pois é... Quem mandou realizar Copa do Mundo justo na casa da dita cuja. E, como anfitriã, a tal da zebra tem feito questão de dar as caras por aí.

A listrada já começou a dar o ar da graça na primeira rodada. A forte e, pelo menos até então, candidatíssima ao título, Inglaterra, não conseguiu sair do empate com os "colonos" norte-americanos. O 1 a 1 surpreendeu, mas ainda não havia como comprovar que a equina P&B estaria tão à vontade em seus domínios. Mas logo ficaria claro que Dona Zebra não pouparia nem mesmo os atuais campeões mundiais. A Itália também empacou em um 1 a 1 com o questionável Paraguai e não fez jus na estreia à posição de campeã.

Mas a saga da zebruda não parou por aí. Aliás, ela resolveu mostrar que estaria mesmo presente na Copa no jogo do Grupo H entre Espanha e Suíça. A Espanha mais do que nunca chegou como favorita tanto pelo futebol apresentado, quanto pelos resultados recentemente conquistados. Mas nada disso foi suficiente para driblar nossa monocromática amiga e o ferrolho suíço segurou o ímpeto espanhol, causando à Fúria uma derrota inesperada logo na estreia.

Não satisfeita em azucrinar a vida dos favoritos, a senhorita de crinas esvoaçantes decidiu também pegar no pé de seleções que, se não são exatamente favoritas, possuem alguma história em Copas e são reconhecidas pela qualidade. E a Nigéria foi uma dessas vítimas. Ninguém esperava que justamente contra um time forte, jogando no próprio continente, a Grécia conseguiria marcar seu primeiro gol em Copas. Pois marcou. E foram logo dois, que garantiram a vitória por 2 a 1 sobre os africanos. Nessa mesma toada, quem sofreu foram Les Bleus. Os franceses já haviam decepcionado com um empate na estreia, mas o jogo era contra uma seleção que tem história e força em Copas, o Uruguai. No segundo jogo, veio o coice verdadeiro da zebra. França 0x2 México e haja tequila pra sustentar a festa na terra de Zapata.

E quando todos acharam que já bastava, eis que surge de novo nossa amiga. A Alemanha, que havia se mantido longe da listradinha na primeira partida, metendo um belo 4 a 1 na Austrália, sentiu o poder da anfitriã ungulada ao perder de forma melancólica (com direito a expulsão e pênalti perdido) para a Sérvia por 1 a 0. Para completar o serviço nesses primeiros 8 dias de Copa, a zebra voltou a açoitar o British Team. Em mais uma atuação fraca, os inventores do futebol ficaram em um 0 a 0 contra a mais fraca ainda Argélia.

E a Copa ainda está começando. Que outras peças espera pregar a famigerada Equus quagga? Candidatos a zebrados não faltam. Inclusive um certo canarinho que anda arriscando demais conhecer os relinchos de nossa amiga listrada. Façam suas apostas!

Ao som de "I Believe in Miracles - Ramones - Loco Live"

quinta-feira, 20 de maio de 2010

Lá vai Marques...

Completando o post abaixo, reproduzo aqui um texto do poeta alvinegro Roberto Drummond sobre o Marques.

Lá vai Marques com a bola

Lá vai Marques com a bola. Vai sozinho, só ele e Deus. Vai franzino. Vai quase um menino. Vai como um sino tocando; quando Marques pega a bola, é preciso ter fé. É preciso acreditar na festa do gol, é preciso libertar este grito de gol, em seguida ao drible traiçoeiro.
Ah, qual é o mistério de Marques?
Acaso é um guerrilheiro?
É um mágico?
É um anjo de chuteiras?
É um feiticeiro?
Tristes do meu país: alegrai-vos que Marques está com a bola e, quando Marques está com a bola, o milagre acontece.
O que é feio fica bonito.
O que é triste fica alegre.
O que é sem amor ganha um amor.
O que é sem esperança ganha fé.
Quando Marques pega a bola e parte com ela, com a decisão de um craque, os laterais direitos e os zagueiros tremem.
O que você está esperando, lateral-direito?
Espera o drible pela esquerda? Espera o drible pela direita? Espera um nó cego? Espera uma mágica de Marques?
O que impressiona em Marques é o amor e o respeito com que trata a bola.
É como se a bola não fosse uma bola, mas uma flor. Como se, mais do que uma flor, a bola fosse gente. Como se mais do que gente, a bola fosse uma mulher. Como se, mais do que uma mulher, a bola fosse a amada.
Uns chutam a bola com força. Uns chutam com raiva. Chutam com rancor. Chutam sem dó nem piedade. Marques não. Parece que Marques está dizendo aos incrédulos do mundo: numa bola a gente não bate nem com uma flor. O toque da chuteira de Marques tocando a bola é como uma flor tocando.
Marques joga um futebol irmão. Toda a magia feiticeira que põe no drible, correndo pela esquerda como um guerrilheiro de Deus, é em função da solidariedade no futebol.
Não, Marques não tem fome de gols.
Não, Marques não é um fominha.
Ele dribla pelos companheiros de time. Quando cruza a bola, é como se quisesse ensinar a todos nós e aos brasileiros em geral: é preciso ser irmão.
Desesperados do meu país: calai vosso desespero que Marques está com a bola nos pés. Vale viver para ver. Adiai vossos gestos tresloucados que, quando Marques corre com a bola, dá uma vontade de viver, uma vontade de ser bom, uma vontade de fazer o bem sem olhar a quem.
Marques é como um operário jogado, tijolo por tijolo, drible por drible.
Lá vai Marques com a bola. Vai sozinho. Vai como uma locomotiva passando: senhores passageiros do trem da alegria, queiram tomar vossos lugares.

quarta-feira, 19 de maio de 2010

Olê Marques!!!

Hoje chegou ao fim a carreira de um daqueles jogadores cuja história se confunde com a história do clube que defende. Um jogador que parece não mais vestir uma camisa alvinegra, mas, sim, ter a pele marcada pelas cores e o peito tatuado com um escudo que defendeu tantas vezes. Para ser mais preciso, foram 386 jornadas defendendo o manto que ele mesmo eternizou como pavilhão em cena inesquecível para milhões de emocionados torcedores atleticanos.

Marques Batista de Abreu, o Calango, o Messias, deixa o futebol. Talvez não da maneira que gostaria, já que a dedicação ao Galo fazia com que ele quisesse jogar mais, ajudar mais. Queria ele ouvir mais vezes um Mineirão lotado bradando "Olê, Marques... Olê Marques".





Para os mais antigos, ele era como um filho... Para os mais jovens, como um irmão, ou um camarada... Para os pequenos, um gigante, do alto dos seus 1,74 de altura, um heroi... Para toda a nação alvinegra, um ídolo! Marques é o meu maior ídolo no futebol. É o cara que esteve em campo nas minhas maiores alegrias e tristezas nessa história de paixão ao Galo. É quem mais me ouviu gritar das arquibancadas do Mineirão.



Mas o inevitável efeito do tempo pesa e aquele que foi o pesadelo de zagueiros e laterais direitos já não conseguia mais tornar tão fácil aquele caminho pelo lado esquerdo do campo até o gol. E a hora de parar chega. Para nós, resta um sentimento de gratidão por tudo. Valeu, Calango! E, para sempre, Olê Marques!!





quarta-feira, 12 de maio de 2010

Rumo ao Hexa!! Ou não...

Saiu ontem a convocação da Seleção Brasileira para a Copa do Mundo. Como diria uma certa anelídea, grande amiga minha, "é o tipo da coisa que é o tal negócio"... Não deve ser fácil ser técnico de uma seleção de futebol famosa, admirada e, consequentemente, cobrada e exigida como é a brasileira. Vai ter sempre um bocado de gente criticando a convocação de fulano e exigindo a presença de ciclano no elenco. Até aí, tudo bem... Mas, pô, Dunga!!! Convocar Kléberson, Doni, Julio Batista e cia limitada pra Copa do Mundo é brincadeira, né???

Citei os três jogadores acima porque talvez representem de forma mais emblemática a insatisfação geral com esse grupo que vai à África do Sul. Jogadores reservas em seus próprios clubes, sendo o Doni reserva de um goleiro brasileiro! Boa parte da imprensa chiou com a ausência de Ganso e/ou Neymar na Seleção. Acho que o problema, na verdade, não é nem a ausência desses jogadores especificamente. O problema é que Dunga leva para a Copa uma seleção engessada. As possibilidades de variação tática e de serpreender tecnicamente os adversários são mínimas. A pergunta que mais se ouviu, e faz todo o sentido, é? E se o Kaká se machucar (possibilidade concreta, visto que ele ainda não se recuperou 100% de uma pubalgia)? Quem assume a armação das jogadas no meio campo? Julio Batista? Não dá...

São 7 volantes na Seleção do Dunga. Alguns deles vão disfarçados de meias. Mas são volantes. Apenas um armador. E 4 atacantes que, se são grandes jogadores, não assustam uma defesa como assustaram Ronaldo, Rivaldo e Ronaldinho Gaúcho em 2002, ou mesmo Bebeto e Romário em 94. Isso pra não falar de Pelé, Tostão, Jairzinho, Garrincha, porque aí já é maldade... A defesa é sólida. Aliás, a defesa, menos a lateral esquerda, é sólida. Afinal, os dois laterais esquerdos convocados não atuam nessa posição atualmente. Gilberto e Michel Bastos também não são ruins, mas não inspiram confiança. Sobram mesmo Júlio César, Juan, Lúcio e Maicon.

Fica claro, então, que veremos uma seleção jogando defensivamente em terras africanas. Marcação cerrada e tentativa de gols nos contra-ataques. E, se isso der errado, que a sorte ajude o Dunga, já que opções de grandes mudanças na equipe, ele não tem.

Ah, e o Tardelli ficou apenas na lista de 7 suplentes. Tudo bem. Já é um reconhecimento do futebol dele. Não acho que o Grafite jogue mais bola que o Tardelli, mas tem características mais parecidas com as do Luís Fabiano, de quem será reserva imediato. Fato é que, no final das contas, essa é uma seleção que não empolga. Pode até ser campeã, já que a camisa amarela ainda impõe uma boa dose de respeito nos adversários. Mas não vai encher os olhos. Nos resta aguardar.

Até a próxima!!

Ao som de "Be Here Now - Oasis - Be Here Now"

segunda-feira, 10 de maio de 2010

3 pontos pra começar bem

Começamos bem. Bom, se não foi um primor técnico, os 3 primeiros pontos estão garantidos e o Galo começa a mostrar que jogando em seus domínios, adversário nenhum vai ter vida fácil. Mais uma vez, o time abusou de perder gols no primeiro tempo e poderia ter se complicado no segundo caso o Vasco tivesse um time um pouco mais organizado do meio pra frente. Além de uma furada espetacular do Murica (tá colecionando gols ridiculamente perdidos, fio??) e um chute fraco do Leandro, na cara do gol, o Tardelli ainda desperdiçou uma bela chance no final do jogo.

Como eu disse no post anterior, em pontos corridos, cada jogo conta. Cada ponto conquistado contribui para um boa campanha e cada um perdido serve de lamentação quando o time passa qualquer perrengue mais pra frente. Seguindo essa lógica, começamos no caminho certo. Vitória em casa, 3 pontos no bolso e uma semana pra descansar, treinar e melhorar nas finalizações (viu, sr. Muriqui?!?!).

Amanhã sai a lista preliminar do Dunga pra Copa do Mundo. Serão escolhidos 30 jogadores dos quais ele escolherá os 23 que irão para a África do Sul. Tardelli tá na parada e, parafraseando o mais famoso poeta alvinegro, se tem atleticano na parada a gente torce até contra o vento! Leva o Tardelli, Dunga!

Então é isso. A próxima rodada é contra o Grêmio Prudente, lá no interior paulista. Jogo que pode ficar fácil se o Galo jogar certinho ou difícil se o Galo não se concentrar 100% na vitória. Vamo que vamo!

Até a próxima!

Ao som de "Welcome to Paradise - Green Day - Dookie"

sexta-feira, 7 de maio de 2010

Acaba um, começa o outro.

É... A Copa do Brasil ficou pra trás. O desafio era brabo mesmo. Fui ao Mineirão na quarta passada e vi como esse time do Santos é bom. Rápido, com movimentação constante e passes muito bons. Mas eu botava fé. O Galo fez um belo jogo na primeira partida. Mas não teve jeito. Na hora da decisão, os erros individuais acabaram pesando e a coisa se complicou. Levamos dois gols parecidos - mas originados cada um de um lado do campo - no primeiro tempo, mas o gol do Corrêa aos 45 minutos ainda deu uma esperança. Esperança que começou a sumir com o gol sofrido logo no começo do segundo tempo. Ducha de água fria. Santos 3x1 Galo e mais uma eliminação em quartas de final da Copa do Brasil.

Bola pra frente!! O Galo deu, esse ano, motivos pra gente esperar algo melhor em 2010. Citando algo dito pelo CD e reportado a mim pela minha irmã, há tempos não víamos bons jogos do Galo tão cedo na temporada. Normalmente, os jogos bem jogados iam aparecer lá pelo meio do ano, quando eliminações já haviam acontecido e esperanças por melhores colocações nas competições em disputa eram poucas.

E, com esse alento, começa, nesse domingo, o Brasileirão 2010. A base do time é boa. Temos uma defesa segura (a não ser quando os erros individuais supracitados comprometem), um meio campo versátil, que pode ser armado com 4 jogadores em quadrado, 4 jogadores em losango, 5 jogadores com mais proteção à zaga ou, ainda, 5 jogadores com mais apoio ao ataque. O ataque é rápido, habilidoso e conta com a qualidade acima da média (bem acima, aliás) do Tardelli e, quando recuperado, com o oportunismo do Obina. Faltam peças nas laterais e no meio campo para que o elenco seja mais consistente nas mudanças que sempre acontecem em campeonatos de longo prazo. O ataque também precisa de substitutos que não deixem o nível cair muito. Temos no banco um técnico que sabe ser campeão e pode fazer a diferença se deixar de lado os conflitos pessoais com outras torcidas, jogadores, dirigentes e se concentrar no futebol e, especialmente, no Galo. Foco no GALO, Luxa!!!

Então, vão bora, Galo! A primeira batalha nessa nova guerra é contra o Vasco. Time irmão, com torcidas irmãs... Mas fica por aí. Dentro de campo e aqui no Mineirão, a obrigação é partir pra cima e tentar a vitória a qualquer custo. EM PONTOS CORRIDOS, TODO JOGO É FINAL!!

Até a próxima!!

Ao som de "Revolution 1 - The Beatles - Wite Album, Disc 2"

terça-feira, 4 de maio de 2010

Chega de molecagem!!

Esse post é para publicar, na íntegra, um comentário que fiz no blog do jornalista Marcelo Barreto, do Sportv, sobre uma declaração infeliz proferida por ele em relação aos comentários de Luxa e Tardelli sobre as molecagens dos jogadores dos Santos que os provocaram publicamente. O vídeo pode ser visto na home do Galo, dentro do globoesporte.com . Segue o texto.

Links:
Home do Galo
Vídeo da Molecagem
Blog do Barreto

Caro Marcelo,

Sempre te considerei uma grata surpresa no balaio de novos jornalistas esportivos que hoje figuram na televisão brasileira. Geralmente apresenta comentários concisos e imparciais.

Bom, mas parece que as coisas estão mudando. Parece que você se deixou contaminar pelo paternalismo da imprensa em relação aos "meninos da Villa". Seu comentário ao final da reportagem no Sportv News, na qual Tardelli e Luxemburgo manifestam-se sobre o comportamento infantil, irresponsável e arrogante dos "meninos" foi lamentável. Dizer que o comentário do Vanderlei é que pode gerar violência foi demais. Insinuar que ambos (Tardelli e Luxa) estão errados por se sentirem ofendidos ao ouvir um bando de moleques os provocarem publicamente é passar a mão na cabeça de maneira exagerada. Imagine um bando de "estagiários" jornalistas de uma rede concorrente puxando um coro de "Ei, Barreto..." e deixando o público completar com a frase que todos conhecem. Você gostaria??

Sim, sou atleticano. Nesse momento, o Santos é mesmo o meu adversário. Mas, também, sou um apaixonado pelo futebol. Vi jogos maravilhosos, jogadas empolgantes e gols memoráveis desses "meninos". Mas tudo tem limite. Respeito deve existir sempre, como existiu da parte de toda a torcida e de todos os jogadores e comissão técnica do Galo em relação ao time do Santos. Chegou a hora de a imprensa passar a encarar esses "meninos" como o que eles realmente deveriam ser: jogadores profissionais de futebol. A alegria e a criatividade DENTRO DE CAMPO devem existir sempre. Essa é a essência do futebol brasileiro. Mas fora dele, são todos profissionais, logo a conduta deve ser adequada.

Espero, sinceramente, que eu esteja errado em relação à sua mudança de comportamento. Espero poder continuar assistindo e gostando de seus comentários.

Sds,
Fábio Cosenza

É CAMPEÃO!!!!


Grito que andou engasgado nas gargantas atleticanas. Sentimento que andava meio distante das almas alvinegras. Mas o Galo é, novamente, campeão!! Há os que desvalorizam o Campeonato Mineiro. Alguns por acharem desnecessária e ultrapassada a fórmula de um campeonato regional que acrescenta muito pouco aos grandes clubes (e aí, tudo bem). Outros, por recalque mesmo, já que quando é para incluir o título regional numa certa coroa que dá direito a usar um adorno no uniforme, vale muito (aí, não dá pra levar a sério).

Mas a gente valoriza, sim! Afinal de contas, era o Galo jogando. E, melhor ainda, o Galo ganhando. Quando entram em campo os jogadores vestindo o manto alvinegro, não importa quem esteja do outro lado ou a importância do torneio. É o Galo!! E ver o Galo vencer é sempre motivo de celebração. Por isso o buzinaço que varou a madrugada. Por isso os gritos ensandecidos na arquibancada. Por isso as lágrimas de torcedores, dirigentes e jogadores. O Galo é campeão!!!



E não poderia ser de uma forma mais completa, mais simbólica. Após o 3 a 2 no Vale do Aço, a vantagem era toda do Galo. Mais de 60.000 vozes foram ao Mineirão soltar o grito de campeão. E o que se viu foi um time maduro em campo. Ciente da pedreira de quarta-feira (isso é assunto pra outro post), o Galo não se cansou. Fez um jogo morno, poupando forças e deixando o tempo passar. O segundo tempo começou diferente. Os jogadores sabiam que a Massa merecia comemorar gols naquele dia de festa. E o time foi para o ataque. Depois de oportunidades incríveis perdidas, o marcador foi aberto pelo atual ídolo alvinegro. Ou, pelo menos, por aquele que é o mais sério candidato a ídolo atleticano. Tardelli. Oportunismo, calma e precisão. Marcas de um artilheiro que foi o goleador do Brasil no ano passado e parece ter reencontrado o caminho das redes.

Já seria bom, mas os Deuses do Futebol guardavam mais uma surpresa para a torcida. Solicitado, homenageado, glorificado ao som de "Olêêê Marquesss, olêêêê Marques", o Xodó da Massa, Calango para alguns, Messias para outros, estava prestes a ser santificado no Olimpo Atleticano. Sua entrada em campo já foi motivo de festa nas arquibancadas. Mas ninguém poderia imaginar que dele sairia o gol derradeiro. O último golpe do primeiro título conquistado por esse novo Galo de Luxa, Jairo Campos, Zé Luís, Corrêa, Ricardinho, Muriqui, Tardelli e, claro, de Marques. O nono maior artilheiro da história do Clube Atlético Mineiro fazia, mais uma vez, vibrar, gritar, sorrir e chorar de emoção essa Massa que o embala e, segundo suas próprias palavras, faz parte de sua vida. MARQUES, VOCÊ FAZ PARTA DA VIDA DESSA MASSA!!!!

Galo campeão!! These are words that go together well. Espero poder postar mais vezes aqui com esse mesmo tema. Quem sabe, até criar um marcador no blog "campeão". Estamos todos na torcida!

Até a próxima!

quinta-feira, 29 de abril de 2010

287 dias depois...

Pois é... Foi esse o tempo que eu levei para voltar a falar do Galo aqui. São muitos os aspectos que ocasionaram essa demora. A campanha do ano passado no Brasileirão gerou expectativa e decepção. O Luxa chegou, o Tardelli ficou e o Campeonato Mineiro começou meio estranho, com vários empates e poucas vitórias. No momento, estamos disputando a final contra a “segunda força do futebol de Minas” (Kalil, Alexandre; 2010), o Ipatinga, e podemos até perder o segundo jogo (ingressos esgotados; o meu tá na mão) por um gol de diferença que o caneco será nosso. Confirmando-se, será só o 40º Mineiro da nossa história.

Mas nem isso havia me animado muito a voltar a escrever aqui. Mas depois do que eu presenciei ontem no Mineirão, não dá pra deixar passar batido. Além do show da Massa (Oh... Novidade....), com quase 50.000 vozes frenéticas e incansáveis apoiando, bandeirões sensacionais subindo e descendo e arquibancadas balançando, o que vi em campo foi um senhor jogo de futebol.



De um lado, um time técnico, com toque de bola refinado, posse de bola e qualidade nas finalizações. Achou que eu estava falando do Santos? Pois, se enganou. Esse time é o Galo. Ou, pelo menos, ontem foi o Galo. O time da Vila impressiona mais pela movimentação em campo. Os jogadores deslocam-se constantemente, com muita velocidade, mudando de direção e tocando de primeira. Difícil marcar. Mas não impossível, como provaram Jairo Campos, Werley, Zé Luís, Carlos Alberto, Corrêa... O setor defensivo foi muito bem ontem. A dupla de zaga botou moral e os volantes (menos o Fabiano que estava fora de sintonia) foram cães de guarda da melhor qualidade. Com a bola no pé, o Galo jogou igual gente grande. Afinal, essa história de molecagem ou meninice, aqui não cola! Muita troca de passes, posicionamento bom dos jogadores e muita velocidade do meio pra frente com o impiedoso Tardelli e o impecável Muriqui.

Teria muito mais pra falar sobre o jogo. A visão do Luxa, que depois de 3 lances idênticos, mandou o Muriqui fechar a saída do Pará, lateral do Santos, e isso deu o equilíbrio necessário pra defesa se preocupar com os diferenciados Robinho e Ganso. Poderia falar da entrega do Tardelli, que com 3 gols marcados, aos 30 minutos do segundo tempo, atravessou o campo em um pique para roubar a bola no lado direito da defesa do Galo... Mas tudo isso será falado, discutido, apontado nos programas esportivos vida afora.

O que tenho pra falar mesmo é do orgulho que dá ver essa torcida apoiando um time que justifica a honra de vestir o Manto Alvinegro e dá vida aos versos bradados da arquibancada: “Vencer, vencer, vencer” e “Lutar, lutar, lutar”. Vamo que vamo, Galo!! A alma tá lavada, o primeiro título do ano e da Era Luxa está próximo e existe a chance de seguirmos adiante na Copa do Brasil. Apoio não faltará! Afinal, somos alvinegros e apoiaremos o Galo para sempre!!

Até a próxima!

COMENTÁRIO AFTER-POST
Agradeço à Simone tb pelo incentivo pra voltar a falar do Galo aqui!! Valeu!!

quinta-feira, 11 de março de 2010

Armas e rosas


Há quem diga que o Axl Rose já era... Há quem diga que o Guns atual é meramente uma banda cover do fenômeno que sacudiu o mundo no final dos anos 80 e começo dos 90... É... Há quem diga...

Não foi bem isso que vi ontem à noite. Tudo bem que não é aquele Axl Rose frenético do começo dos anos 90. Mas, também, pudera... Desde o fim do que pode ser considerada a primeira fase da banda já se passaram quase 15 anos. O garotão de trinta e poucos deu lugar a um senhor de quarenta e muitos. Os figurinos mudaram, os movimentos ficaram um pouco mais enferrujados (e pesados), mas a energia continua lá. O que se percebe é um típico “band leader”, no melhor estilo rock ‘n roll, dando sangue e (muito) suor em cima do palco.

Claro que as músicas mais novas, do Chinese Democracy, não têm o apelo dos grandes hits. Mas, nem assim os caras deixam o ritmo cair. Afinal de contas, quando se emenda, no começo do show, uma sequência com Welcome to the Jungle, It’s so Easy e Mr. Brownstone, não há como desanimar. Os clássicos vão aparecendo aos poucos e, em cada um deles, uma explosão (algumas vezes no sentido literal) acontece. Público cantando junto, pulando e se divertindo. Axl mandando ver nos agudos e sua patota de músicos desconhecidos e extremamente competentes fazendo bonito nos solos e melodias contagiantes.

Quer mais o que, ô, cara-pálida?! Se isso não é uma banda de rock dando um show, em todos os sentidos da palavra, não sei mais o que pode ser. Os que criticam de maneira mais feroz são aqueles que não entendem como o tempo pode mudar as coisas e ainda não aprenderam com o próprio Axl quando ele diz que “nothing lasts forever... Even cold november rain.”.