quarta-feira, 30 de julho de 2008

Tops tens!


Listas Top Ten costumam ser interessantes por alguns motivos. O principal deles é a polêmica, já que é praticamente impossível duas pessoas classificarem de forma idêntica os dez melhores (ou piores) qualquer coisa... Mas em uma conversa com o Tameirão, apareceu a sugestão de que eu lançasse aqui dois Top tens: Bandas de Rock Nacionais e Internacionais. A idéia de fazer uma lista dessas não me é muito agradável pois sei que certamente cometerei alguma injustiça. O outro aspecto de uma lista é que tem que haver algum critério um pouco menos subjetivo do que "minhas favoritas". Resolvi adotar então o seguinte parâmetro: As bandas que mais marcaram minha vida. Ou a sua, quando você for fazer sua lista... Você pode até nem gostar tanto mais da banda, mas se em algum momento, com alguma música específica, essa banda marcou sua vida, coloque-a em seu Top Ten e vamos ver o que coincide com o que! Sintam-se à vontade para justificar ou não suas escolhas.

Vamos então às minhas listas:

Top Ten - Bandas Internacionais de Rock que mais marcaram minha vida:

1 - The Rolling Stones (Meu momento Rock 'n Roll mais sublime foi sem dúvida o show deles em Copacabana)
2 - Aerosmith (Além do showzasso do Morumbi, fez parte da minha adolescência)
3 - Nirvana (Me trouxe de vez pro mundo do Rock e marcou meus primeiros anos de violeiro)
4 - The Beatles (Demorou um pouco para entrar na minha vida musical, mas agora me surpreende e me encanta a cada dia)
5 - Pearl Jam (Show inesquecível no Pacaembu)
6 - Bob Marley (Aprendi e ainda aprendo a levar a vida mais tranquila quando ouço o Bob dizendo: "Take it easy...")
7 - Roxette (A adolescência é uma fase estranha, porém marcante...)
8 - Green Day (Primeiro grande show internacional da minha vida)
9 - Alanis Morisette (Presença marcante e constante no repertório da inigualável banda Trotamundos)
10 - Guns and Roses (Era o que o mundo do rock tinha de melhor no final dos anos 80 e começo dos 90, época que o Rock começou a entrar na minha vida.)

Top Ten - Bandas Nacionais de Rock que mais marcaram minha vida:
1 - Legião Urbana (Foi, sem dúvida, meu primeiro contato com o Rock nacional)
2 - Paralamas do Sucesso (Talvez uma das bandas que eu mais tenha visto ao vivo. Me marcou demais o acidente do Herbert Viana e seu retorno ao mundo artístico.)
3 - Titãs (Outra figurinha repetida na minha coleção de ingressos.)
4 - Mamonas Assassinas (Meio clichê, mas fazer o que? Vai falar que não marcou sua vida?)
5 - Raul Seixas (É marcante pra qualquer um que já tocou violão e teve que ouvir: "Toca Raul!!!")
6 - Engenheiros do Hawaii (Pop & love songs. Marcante. Homenagem ao Dandan!!)
7 - Los Hermanos (Marcou, na minha opinião, a redenção do rock nacional nessa década... Entre Pittys, NX zeros e etc, os caras se destacaram com letras e melodias espetaculares.)
8 - Tianastácia (Rock mineiro de altíssima qualidade. Fez o Brasil ver que nem só de queijo e J. Quest vivem os belorizontinos)
9 - Capital Inicial (Teve papel crucial em algumas dezenas de rodinhas de violão que participei.)
10 - Cássia Eller (Voz potente, atitude Rock 'n Roll e morte precoce quando estava no auge. Me marcou ter assistido um de seus últimos shows, no Mineirão, em setembro de 2001.)

quarta-feira, 23 de julho de 2008

Pele, ossos e muita alma


Essa semana tem sido extremamente produtiva e fértil em termos musicais. Muito disso é devido à descoberta de uma fonte quase inesgotável de links para downloads de CD's completos na internet. Entre outros, baixei a discografia completa do Foo Fighters. Minha relação com a banda começou quando Dave Grohl resolveu sacudir a poeira deixada pela morte trágica de Kurt Cobain seguida do inevitável fim do Nirvana e lançou no mercado sua nova banda. Não me esqueço do anúncio de lançamento do primeiro CD da banda (que se chama "Foo Fighters") que vi em uma revista Placar em 1995. O texto era: "O primeiro CD de uma banda que você conhece há muito tempo". Isso porque, além de Dave Grohl, o guitarrista Pat Smear, que fez parte dos últimos anos do Nirvana, era integrante da primeira formação do Foo Fighters. Disco lançado, músicas ouvidas e aprovadas, mas ainda estava ressabiado, não sabendo bem se o ex-baterista, e agora guitarrista e vocalista, estava apenas se aproveitando da fama alcançada com o Nirvana ou levava mesmo a sério seu novo projeto musical. A pulga atrás da orelha incomodou mais dois anos. Em 1997 foi lançado o segundo álbum da banda, "The Colour and The Shape" e veio a certeza de que aquela era realmente uma nova banda de rock, com muita qualidade e pegada. O disco é bom da primeira à última faixa e fez com que a banda entrasse de vez no meu rol de "Se tiver um show no Brasil, eu vou com certeza." Apesar disso, passei a ser um admirador passivo. Dos lançamentos seguintes escutei apenas os hits e gostei, mas sem me aprofundar nos novos álbuns.

Mas agora tudo mudou. Com todos os discos no meu HD, pude ouvir cada um deles com calma. Matei a saudade do primeiro e do segundo, conheci as que não estouraram do terceiro, escutei com atenção os seguintes e encontrei uma pérola: Skin and Bones. Lançado em 2006, o CD é a gravação de um dos shows de uma turnê acústica que o Foo Fighters fez naquele mesmo ano. Divulgando o disco "In Your Honor", que é metade plugado e metade desplugado e misturando versões acústicas de músicas dos CD's anteriores, o álbum revela que, além de pele e ossos, o Foo Fighters é feito de muita alma! A banda, que tem quatro integrantes, ganhou o reforço de um tecladista, uma violinista, um percussionista e a volta (apenas para a turnê) de Pat Smear no violão. Os arranjos são ricos e as melodias ganharam muito com isso. A voz de Dave Grohl, normalmente berrada e rasgada, bem ao estilo rock 'n roll, está mais suave e revela-se excelente. Tudo isso me levou a comprar o DVD do show que foi assistido integralmente assim que cheguei em casa. Além das músicas, o DVD mostra uma banda descontraída e em perfeita sintonia com o público. Dave Grohl conversa e conta histórias sobre sua origem e das canções. Recomendo demais tanto o CD quanto o DVD. Registram uma banda madura e capaz de fazer rock com cara de balada ou balada com cara de rock. Foo Fighters, Skin and Bones. Nota 10!

Até a próxima!

Notinha-resposta

Por recomendação do meu anônimo amigo Cristiano Furtini em comentário no tópico anterior, escutei essa semana o "First Impressions of Earth", terceiro e mais recente CD dos Strokes. Como dito no comentário, o som é mais maduro e mais encorpado sem deixar de apresentar, no entanto, a simplicidade melódica que é marca registrada do Rock 'n Roll. Escutei também o segundo álbum da banda, "Room on Fire", que está mais próximo musicalmente do primeiro. Ambos são muito bons e dignos de recomendação. Escutem e divirtam-se!

Até a próxima!

sexta-feira, 18 de julho de 2008

Despertador


A capa ao lado foi censurada nos Estados Unidos. O sucesso do disco não. "Is This It" foi o álbum de estréia dos Strokes e catapultou a banda nova-iorquina ao primeiro time de estrelas do Rock. O som que mistura melodias estilo anos 60 com uma certa "sujeira" do punk dos anos 70 balançou a indústria fonográfica do começo dessa década. Balançou também a cabeça de milhares de fãs sedentos por um rock sem muitos rodeios. Um rock que fez parecer novidade a combinação bateria-baixo-guitarra. "Is This It" merece ser ouvido do começo ao fim, pois a sequência das músicas parece te levar por uma história com começo, meio e fim. Melodias vibrantes se alternam com quase baladas e o resultado final é satisfação completa por ouvir o bom e velho rock 'n roll. A faixa-título, que abre o CD e me acordou essa semana, parece um pouco preguiçosa, mas já apresenta os riffs característicos e a cadência bem marcada pela bateria e pelo baixo. Deixa um gosto de quero mais, uma vontade de ouvir esse mesmo som o dia todo. Ah, a capa que foi liberada nos EUA (muito mais sem-graça) é essa aqui do lado.

Semana que vem eu volto com mais Despertador!

segunda-feira, 14 de julho de 2008

Fora do Galo, Gallo!!

Mais de um mês depois da última postagem, estou aqui de volta. Chateado, injuriado, cansado. De lá pra cá já se foram 20 dias usando uma tipóia no braço esquerdo e mais duas semanas e meia de fisioterapia. O ombro vai se recuperando bem, mas paciência com o GaLLo acabou.
Chega! Estes últimos três jogos foram um fiasco absoluto! E não adianta o discurso de que o time teve uma boa postura contra Palmeiras e Flamengo, que são grandes equipes e blábláblá... Foram 3 jogos seguidos no Mineirão, 9 pontos disputados e só 2 conquistados. Sequência ridícula, independente dos adversários. Mas parece que o GaLLo não acha. Pra ele parece ser normal perder para as meninas azuis. Está tudo errado. O time não tem padrão de jogo, não dá continuidade às jogadas, não tem resistência física, os jogadores estão sempre um tempo atrás da jogada. Falta estrutura tática, técnica e física. Chega de GaLLo!
Do Galo, não me cansarei nunca. Vou continuar torcendo, sofrendo, berrando nos gols feitos e me indignando nos sofridos. Sei que não sou o único e a diretoria e os jogadores deveriam saber disso também. Deveriam saber que além das politicagens e das boleirices existe uma nação apaixonada que está cansada de apanhar. Cansada de ser motivo de gozação regional e nacional. Há tempo para reação. Há tempo para alcançarmos uma colocação mais digna nesse campeonato. Mas, se nada mudar, o fantasma segundino voltará a nos assombrar com força. Sai pra lá, assombração!! Reage, Galo!
Saudações e sexta-feira tô de volta com o Despertador!