terça-feira, 29 de janeiro de 2008

Série Grandes Shows - Aerosmith

Dream On

Um Show. Uma exibição. Um espetáculo. Uma demonstração de habilidades. Palavras que se confundem e se complementam. Palavras que se concretizaram nesta quinta-feira, dia 12 de abril de 2007, no estádio do Morumbi.

Tudo começou ainda em BH, em frente ao Palácio das Artes, de onde saiu a excursão rumo a São Paulo. Dentro do ônibus (dois andares, ar condicionado e tudo mais) 42 pessoas com um mesmo objetivo. Excetuando-se pequenos grupos, às vezes duplas apenas, eram 42 desconhecidos. A viagem foi tranqüila e chegamos em São Paulo pela manhã. Após o café um cochilo, pois o dia seria longo. A tarde livre foi aproveitada com um passeio ao sensacional Museu da Língua Portuguesa, na Estação da Luz. Por volta de 17:00 voltamos ao ônibus, rumo ao Morumbi. Um engarrafamento típico da megalópole paulista nos separava de nosso destino. Mas enfim chegamos. Demarcou-se o ponto de encontro da excursão e fomos para o estádio.

O movimento era intenso, o clima era de expectativa. Havia eletricidade no ar. Entramos. Lá dentro, um grande público já se aglomerava perto do palco. Fomos os poucos buscando nosso espaço. Algum tempo depois já estávamos em um bom local. Cerca de 30 metros do palco, em frente ao enorme telão que ficava à direita. Enquanto o show não começava, clássicos do Rock embalavam a multidão. Passaram-se algumas horas enquanto o palco era preparado.

Era grande a expectativa de ver no palco um dos maiores ícones da guitarra no mundo do Rock ‘n Roll. Slash é um ídolo para boa parte daquele público. A grande maioria já se empolgou em algum solo performático executado por ele em clássicos do Guns and Roses.
Quando o movimento dos roadies no palco cessou, todos acreditavam que seria o começo do show de abertura da noite. Mas o clima de São Paulo não podia ficar escondido. Ele mostrou sua principal face com um verdadeiro toró. Corre-corre no palco para cobrir instrumentos e amplificadores. Frustração entre o público. O show do Velvet Revolver atrasaria fazendo com que a grande atração da noite também entrasse mais tarde no palco. Mas a chuva passou e Slash e companhia subiram ao palco. Em um show que alternou bons e maus momentos, destaca-se o desempenho estrelar de Slash e as duas músicas do Guns (It´s so easy e Mr Brownstone) cantadas a plenos pulmões pelo público.

Agora a tensão tomava conta do ambiente. Em poucos minutos eles estariam no palco. Apagam-se as luzes do estádio. Acendem-se os telões. Neles, fotos de diversos momentos da banda se alternam em um ritmo frenético até que uma gigantesca bandeira do Brasil ilumina o público que começa a ouvir os primeiros acordes de “Love in an Elevator”. Começava o show do Aerosmith. Começavam 100 minutos de êxtase. Como não podia deixar de ser, Steven Tyler se apresenta com um figurino inusitado e com seu clássico microfone enfeitado. Joe Perry tira da guitarra tudo que ela pode dar e mais um pouco, além de dar seu show particular. O show segue com sucessos que fazem o público delirar e se emocionar. A balada “What it Takes” garantiu um dos momentos mais marcantes. A primeira estrofe e o refrão foram cantados à capela por Tyler e milhares de fãs extasiados. Foi inesquecível. Clássicos como “Dream On”, “Cryin” e “Living on The Edge” e novos sucessos como “Jaded” e “Falling in Love is Hard on The Knees” tiraram o público do chão. Para fechar, Joe Perry deu tom de apoteose ao solo final de “Draw the Line”, com direito a um salto cinematográfico sobre a bateria de Joe Kramer que, surpreso, levantou-se e usou as baquetas como palheta na guitarra de Perry. No BIS, a emblemática “Walk This Way” deu aos fãs o direito de descansar as pernas. A sensação final era de alegria generalizada. Foi um show que agradou aos diversos tipos de fãs. A performance está registrada para sempre na memória. Um sonho se realizou. Qual será o próximo? Dream on...

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