terça-feira, 22 de janeiro de 2008

Série Grandes Shows - Pearl Jam

I'm still alive
Sexta-feira, 02/12/05, por volta das 19:00 - São Paulo, em frente ao portão principal do Estádio do Pacaembu.
Como não podia deixar de ser, era um dia chuvoso em São Paulo. Era um dia no qual o apelido Terra da Garoa se justificava perfeitamente. Não caía uma chuva forte, dessas de transbordar Tietê, mas era como se houvesse milhões de gotículas paradas no ar que se chocavam com a gente quando batia um vento.
Na enorme praça que fica em frente ao estádio havia uma concentração considerável de pessoas. Muita gente vestindo camisas de bandas, muita gente vendendo camisas de bandas. Mas o principal comércio do dia era o de capas-de-chuva. Podíamos ouvir, lá dentro, o show de abertura com a banda Mudhoney. Após uma breve concentração do lado de fora para a turma que iria ao show acabar de se juntar, nos encaminhamos para o estádio. Que, aliás, é um belo estádio. Com uma arquitetura clássica e uma entrada imponente.
Lá dentro não estava tão cheio quanto eu havia imaginado. Mas também não estava vazio. No ponto onde paramos, ficou claro que acompanharíamos mesmo o show pelos telões. A atmosfera era boa. Apesar da chuva, não fazia muito frio. O que dava para sentir mesmo era a expectativa aumentando entre a platéia já presente. E com esta mistura de expectativa e empolgação pelo momento, uma parte da arquibancada começou a se mobilizar para iniciar a famosa "Ôla". E após algumas tentativas frustradas, enfim a idéia deu certo. De onde estávamos, na pista, a única maneira de participar da festa era com as palmas. E todos participaram, marcando com as palmas o ritmo da Ôla! E, justamente, neste momento de euforia no estádio soam os primeiros acordes tão agurdados por todos ali. Começava o show do Pearl Jam! Com três "porradas" não tão famosas, mas com muita pegada, a platéia entrou completamente no clima do show, deixando de lado as capas-de-chuva. Aos poucos foram aparecendo os grandes hits. O primeiro deles foi Even Flow. O riff inconfundível da introdução foi suficiente para fazer todo o estádio pular. O refrão foi cantado em uníssono. E o mesmo se repetiu nas clásicas Alive e Jeremy esta última sendo tocada já no apagar das luzes. Intercalado por algumas frases em português e vários goles de vinho de Eddie Vedder, o show foi empolgante do início ao fim. Explosão nas músicas mais pesadas e show de luzes de celulares e isqueiros nas baladas.
Reservo um parágrafo para falar de duas músicas em especial. Duas músicas que merecem destaque pelo espetáculo proporcionado em um show de grandes dimensões como o de sexta-feira. A primeira, que foi tocada bem no meio do show e é uma paixão mais recente é a baladinha Better Man. O show da platéia é conduzido nessa música pela própria banda, que inicia a música apenas a voz e guitarra. O resultado é impressionante. 30.000 vozes "Waiting... Watching the clock, it's 4 o`clock...". Sugiro que quem se interessar procure uma versão ao vivo desta música. É de arrepiar! A segunda é um clássico consagrado. Uma música que eu, particularmente, adoro há muito tempo. Black. O show já estava no segundo BIS e todo o estádio já podia sentir que aquele era o momento. Foi realmente inesquecível. Emocionante.
E acabado o show, as músicas ainda ecoando na cabeça, as pernas e os pés doendo um pouco, foi muito fácil ter certeza absoluta que valeu a pena. Aliás não sei se essa expressão se aplica. Valer a pena implica que algum sacrifício foi válido pela compensação final. Mas não teve sacrifício não. Foi simplesmente excelente!

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