domingo, 19 de outubro de 2008

Despertador


Essa semana quem me acordou foi o Audioslave. A banda, que lançou o primeiro álbum (Audioslave) em 2002, foi formada por dissidentes de bandas já consgradas no cenário do rock internacional. Diretamente das sombras de Seattle, tendo sido vocalista de uma das principais bandas do movimento grunge dos anos 90, o Soundgarden, veio Chris Cornell. Voz rasgada que se alterna com uma sonoridade calma nas músicas mais lentas. Para completar o time, um power trio de respeito: Brad Wilk - bateria, Tim Commerford - baixo e Tom Morello na giutarra. Os três foram (e agora são novamente) integrantes da banda Rage Against the Machine, que se destacou na década de 90 com seu ritmo inovador e letras que questionavam a política norte-americana em todos os aspectos. A união de tanta gente talentosa, com menos raiva dos sistema resultou em um trabalho sonoro espetacular. A voz possante de Cornell casou perfeitamente com os riffs inventivos de Morello e ambos são apoiados pela cozinha poderosa de Wilk e Crommeford. O som é pesado e preenche o ambiente. Há também músicas mais calmas como o hit "Like a Stone" e a excelente "I am The Highway". No final das contas é um belo disco de lançamento para uma banda com músicos vividos e experientes no mundo do rock 'n roll. Os dois discos que se seguiram (Out of Exile - 2005 e Revelations - 2006) seguem a mesma linha e também são muito bons.
A música que me acordou foi "Cochise", música de trabalho do álbum que já mostra a cara da banda com Chris Cornell arranhando as cordas vocais e Morello dando à guitarra sons surpreendentes. Confiram!
Semana que vem tem mais despertador! Até!

segunda-feira, 13 de outubro de 2008

De alma lavada

Sábado foi dia de lavar a alma. Essa alma atleticana sofrida, surrada, manchada de lágrimas e sangue. Essa alma que parecia sem força e desanimada. Essa alma atleticana que guarda sempre uma pontinha de esperança.
Essa alma foi lavada! Lavada com os gritos apaixonados e os sorrisos alvi-negros que há muito andavam abafados. Lavada com a satisfação de ver em campo um time comprometido com a vitória. Lavada pela alegria de ver jogando uma molecada que soube honrar nossa camisa, nossa história. Deu gosto ver o Renan Oliveira, um menino de 18 anos, passeando em campo, envergando a gloriosa camisa 10 do Galo. Deu gosto ver o Castillo calando a torcida rubro-negra com um golaço, como há 28 anos havia feito um outro camisa 9 atleticano. Claro que é descabida a comparação individual entre o boliviano, que marcou seu primeiro gol com o Manto, e o Rei, nosso maior artilheiro. Mas o ato de silenciar um Maracanã lotado foi semelhante.
Foi um dia para entrar para a história. Uma vitória incontestável de um time que fez todo atleticano sentir mais uma vez aquele orgulho de vestir preto e branco e soltar o grito de "GAAAAAAAAAAALOOOOOOOOO!!!!!!!!!!" que andava preso sob um nó em nossas gargantas.
Reage, Galo!! O primeiro passo foi dado. Agora é o Clássico, no domingo. Estarei lá. Estaremos lá novamente mostrando ao mundo o que é a paixão atleticana. Espero ter motivos igualmente alegres para escrever aqui segunda que vem!
Saudações atleticanas! Até a próxima!

sexta-feira, 3 de outubro de 2008

Despertador



Essa semana acordei ao som de Bob Marley. Na voz de Gilberto Gil. O CD Kaya N' Gandaya, lançado em 2002, é uma releitura feita por Gil de alguns grandes clássicos de Marley e de outras canções que não são verdadeiros hits. Nessa mistura teve de tudo. Canções nas quais quase não se nota diferença (além da voz, claro), outras que parecem novas (inclusive com versão de letras em português) e ainda há aquelas onde Gil encontrou o meio-termo e adicionou sons bem brasileiros ao ritmo jamaicano. O resultado final é muito agradável. As melodias hipnotizantes do rei do reggae funcionam como veículo de uma viagem musical e cultural que junta, em uma mesma praia paradisíaca, Montego Bay e Salvador. No encarte do CD, Gilberto Gil conta que fecha, com esse álbum, um ciclo que sempre sonhou: gravar canções do Rei do Baião (Luiz Gonzaga) e do Rei do Reggae. Dois anos antes de Kaya, Gil havia lançado "Eu, Tu, Eles", trilha do filme de mesmo nome, com músicas de baluartes do forró. Gil faz ainda um paralelo interessante entre o Rastaman (ícone do reggae) e o Cangaceiro (ícone do sertão nordestino, berço do forró). Vale a pena ler.

Sobre a música que me acordou essa semana, "Buffalo Soldier", é um clássico de Marley que pouco foi alterado por Gil neste CD. Ou seja, permanece excelente!

Semana que vem tem mais Despertador. Até!