do clube que defende. Um jogador que parece não mais vestir uma camisa alvinegra, mas, sim, ter a pele marcada pelas cores e o peito tatuado com um escudo que defendeu tantas vezes. Para ser mais preciso, foram 386 jornadas defendendo o manto que ele mesmo eternizou como pavilhão em cena inesquecível para milhões de emocionados torcedores atleticanos.Marques Batista de Abreu, o Calango, o Messias, deixa o futebol. Talvez não da maneira que gostaria, já que a dedicação ao Galo fazia com que ele quisesse jogar mais, ajudar mais. Queria ele ouvir mais vezes um Mineirão lotado bradando "Olê, Marques... Olê Marques".
Para os mais antigos, ele era como um filho... Para os mais jovens, como um irmão, ou um camarada... Para os pequenos, um gigante, do alto dos seus 1,74 de altura, um heroi... Para toda a nação alvinegra, um ídolo! Marques é o meu maior ídolo no futebol. É o cara que esteve em campo nas minhas maiores alegrias e tristezas nessa história de paixão ao Galo. É quem mais me ouviu gritar das arquibancadas do Mineirão.
Mas o inevitável efeito do tempo pesa e aquele que foi o pesadelo de zagueiros e laterais direitos já não conseguia mais tornar tão fácil aquele caminho pelo lado esquerdo do campo até o gol. E a hora de parar chega. Para nós, resta um sentimento de gratidão por tudo. Valeu, Calango! E, para sempre, Olê Marques!!

2 comentários:
Olê, Marques!
Pela primeira vez eu me emociono por ver um jogador de futebol se aposentar. Hoje, assistindo jornal pela manhã, quando vi a notícia, meus olhos se encheram de lágrimas. E de novo, agora, vendo esta bonita homenagem àquele que foi, é, e sempre será um dos maiores ídolos da torcida atleticana. Não vi Reinaldo, Éder (não o Luis!!!!!), Dadá, Cerezo e outros ídolos jogarem. Ou, se vi, era muito nova e não tão interessada assim por futebol. Meu primeiro ídolo foi o Euller, filho do vento, que, coincidentemente tinha no seu futebol algo em comum com o Marques. O Marques, vi desde o início. O começo dele no Galo, sempre ajudando atacantes a se destacarem, como Guilherme, Valdir Bigode e tantos outros. A tristeza quando ele foi tentar outras oportunidades, longe da Massa. A felicidade da sua volta, mesmo que já não aquele Marques que conhecíamos. Mas sempre apaixonado pelo Galo e por nós, representantes fiéis da Massa atleticana.
Vai deixar saudades...
Olê, Marques!!!
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