terça-feira, 17 de março de 2009

Oldies, but goodies!

Continuando com a série de velhinhas, mas gostosinhas, agora vem um texto que fala sobre o meu tornozelo. Também foi escrito em março de 2006 e relata minha história triste em relação ao tornozelo esquerdo que torce com uma frequência acima do normal...

História de um tornozelo torcido.

Torcer o tornozelo é péssimo. Acho que todo mundo algum dia já torceu. Os cuecas jogando bola ou desenvolvendo outra atividade esportiva qualquer. As garotas caminhando elegantemente com seus saltos ou seus tamancos. É péssimo. Dói muito, fica inchado, roxo e o pior é que nunca mais volta ao normal.

E a história do meu tornozelo torcido é mais ou menos assim. Há alguns anos atrás, quando eu ainda estudava no Izabela Hendrix (ok, já não são mais alguns anos... São vários anos...) tínhamos o costume de jogar vôlei no recreio. Era frenético. Jogávamos de duplas ou trios, jogos curtos para todos poderem jogar. E foi em um desses jogos que aconteceu. A história poderia ser cheia de glamour, tipo:

“Era um empate que parecia não ter fim. Mas teria. Aquele era o lance derradeiro. O outro time sacava e tínhamos a grande chance de fechar a peleja no nosso próprio ataque. Tensão. O saque é desferido sem muita força mas com muita colocação. Com um grande esforço, posiciono o corpo na trajetória da bola e preparo o passe para o levantador. A manchete é precisa e o levantador arma a jogada. Percebo que o bloqueio marca o outro jogador do nosso time. Me apresento para o arremate. A bola sobe rente à rede. Me desloco e salto em direção ao que seria a glória final daquela partida tão disputada. Quando armo a cortada, percebo que o bloqueio se desloca em minha direção. Preciso ganhar o ponto. Com um movimento inesperado, giro o corpo, tiro a força do braço e coloco a bola com sutileza no canto da quadra. O grito de alegria dos meus companheiros se confunde com meu grito de dor ao cair com todo o peso sobre o pé esquerdo que dobra causando a torção no tornozelo. Dor e alívio se misturam.”

Mas não foi nada disso. O jogo estava parado e eu era o sacador da vez. Alguém do outro time manda a bola por cima da rede, ela bate no chão e sobe a uma altura que eu não alcançaria. Dou um passo para trás para pegar a bola e é aí que acontece. Ao andar para trás, não me dei conta do pequeno degrau no final da quadra. Pisei em falso. O pé virou inteiro. Ouvi um estalo. Depois só senti a dor. Em 20 segundos meu tornozelo esquerdo já havia dobrado de tamanho. E estava roxo. E doía. Ainda no colégio coloquei um gelo e mais tarde fui tirar uma radiografia. Nada de errado nos ossos. Mas um ligamento foi afetado. Não foi rompido nem chegou perto disso, mas foi desgastado. O inchaço cedeu, o roxo sumiu e a dor desapareceu. Mas o tornozelo nunca mais foi o mesmo. Durante um bom tempo depois disso tive torções leves de tempos em tempos. Elas eram leves.

Até quarta-feira. E a história também não tem nada de glamour. Eu caminhava na descida da Rua Alfenas saindo do meu serviço rumo à natação como faço (quase) todas as segundas, quartas e sextas. Estava distraído, pensando na morte da bezerra. E foi aí que aconteceu de novo. Mais uma vez um passo displicente. Mais uma vez um passo em falso. Mais uma vez o pé se dobra. Mais uma vez ouço o estalo. Mais uma vez a dor. Mais uma vez o inchaço é imediato. Me encosto em uma mureta alguns metros a frente para avaliar a situação do tornozelo esquerdo. Quando levanto a cabeça, uma prova que o anjo-da-guarda às vezes se distrai mas logo volta à ativa. Ouço alguém chamando: “Bill!!!”. Olho para a esquina e lá está minha priminha Lira, de carro. Que alívio! Ela me deu uma carona pra casa e desde quarta-feira estou fazendo o tratamento com bolsa de gelo e anti-inflamatório. Dessa vez não fui tirar radiografia. Acho que não vai precisar. O inchaço já está diminuindo e a dor também. Essa foi a história do meu tornozelo torcido. Aliás foi mais um capítulo. E algo me faz crer que não foi o último.

Bom, o texto original, de 2006, acabava aqui... Mas vou me permitir completar essa historia.

E não foi mesmo o último capítulo. Entre outubro do ano passado e janeiro desse ano torci meu tornozelo 4 vezes seguidas, jogando bola. Todas em lances bobos... Resolvi olhar. Fui a um médico que imobilizou meu pé e me fez andar de muletas por 5 dias. Saindo das muletas, fui a um outro médico, especialista em tornozelos e pés que me disse que a culpa é dos meus pais. Sim, eles erraram na fabricação e meu pé tem uma pré-disposição para ser torcido. Além disso, o dr. pediu ressonância magnética e outras radiografias e constatou, através delas, que não haveria a necessidade, a princípio, de uma cirurgia corretiva. O tratamento indicado foi, além de ficar no estaleiro sem jogar bola até o final de maio, fazer 20 sessões de fisioterapia. Estou em pleno tratamento então. Já se form 10 sessões e hoje o fisioterapeuta me recomendou mais 20!! Então as 20 originais viraram 30. Vamos ver se ao final dessas muitas sessões, eu coloco um ponto final nessa novela de tornozelo torcido!

Até a próxima!

2 comentários:

Anônimo disse...

eeeh, meu veio... eh d cair a pressão... hahaha! cuidado com a"pré-disposição". não podemos correr o risco d perder esse talento no futebol!

Lira Bragança disse...

sou sua anja!!!!!! uhuuuuuuuu!!!